quarta-feira, julho 12, 2006

Mais um teste

Mais um jogo de preparação e mais uma vitória. Desta feita coube-nos como adversário o Shaktar Donetsk, campeão ucraniano, que como era de calcular, deu-nos mais trabalho que os suiços do Stade Nyonnais. Foi um jogo que valeu pela 1ªparte uma vez que nos segundos 45', fruto das substituições, o futebol praticado foi de fraca qualidade. Fernando Santos voltou a insistir no 4-4-2, com Beto a ocupar o vértice mais recuado do losango. Em termos ofensivos o Benfica demonstrou manifesta dificuldade em jogar pelas faixas laterais do terreno e nas acções de finalização, o mesmo acontecendo nas tarefas defensivas sempre que o adversário atacava pelos flancos (as necessárias compensações não eram feitas a contento, provocando demasiados desiquilíbrios na estrutura defensiva da equipa). Rui Costa voltou a ser a unidade mais em destaque bem acompanhdo por Karagounis e Katsouranis que fizeram os dois golos. Já Marcel e Manduca estiveram bastante discretos. Dos jogadores que entraram no 2º tempo, não houve nenhum que fizesse uma exibição que cativasse. Nem perto disso!

Manuel Fernandes no Portsmouth?

A Rádio Renascença assegurou hoje que o Portsmouth terá comprado o passe de Manuel Fernandes, por um valor entre os 15 e 18 milhões de euros. A ser verdade seria um excelente negócio para o Benfica até porque, para o seu lugar, existem alternativas válidas no plantel encarnado. Trata-se de um jogador de quem, na minha opinião, se tem sobrevalorizado a sua capacidade. Tem potencial para se afirmar, mas o que é certo é que, por este ou aquele motivo, isso não tem sucedido. Esta eventual transferência para Inglaterra num clube onde pode jogar com mais regularidade e onde a pressão é menor, pode permitir-lhe o salto qualitativo há muito esperado. Aguardemos então, para saber se esta notícia tem algum fundamento.

terça-feira, julho 11, 2006

Miccoli já é do Benfica

Miccoli continua de encarnado. O jogador já se encontra na Suiça junto dos seus colegas e vai representar o Benfica, pelo menos, por mais uma temporada. Desta vez José Veiga saíu-se bem. Agora é preciso que o italiano não tenha tantas lesões e jogue mais vezes do que aquilo que fez a época passada. Se assim for pode-se tornar muito útil à equipa, pois capacidade ele tem, só falta é demonstrá-la de forma mais regular.

O suspense habitual

Os corações benfiquistas desesperam pela continuidade de Miccoli na Luz. O mesmo deve acontecer com José Veiga que, pelo que é dado ver, está a apostar tudo na boa vontade da Juventus. Se a equipa italiana não for sensível ao apelo do jogador e dos dirigentes encarnados, o Benfica terá um problema sério entre mãos. Em desespero de causa lá acabará por vir um qualquer jogador de terceira linha, tipo Marcel. E se depois as coisas correrem mal de quem será a culpa? Do treinador, evidentemente!

segunda-feira, julho 10, 2006

Patético

Aquilo que serviu para Cristiano Ronaldo não ganhar o prémio para o melhor jogador jovem do Campeonato Mundial, serviu desta feita para Zidane ser considerado o melhor jogador da competição. Uma vergonha, em mais uma decisão arbitrária da FIFA.

Itália tetracampeã

Se fosse eu que mandasse não havia campeão do mundo. O troféu ficava em casa, o mesmo é dizer, na FIFA, até ao próximo campeonato. Tão fraco foi o futebol praticado - em que a final foi disso um exemplo - que nenhuma selecção merecia levar o caneco. Ganhou a Itália porque habitualmente é a selecção mais sortuda. Hoje mais uma vez isso ficou provado. Só no recurso às grandes-penalidades conseguiu a vitória já que durante os 120 minutos não jogou rigorosamente nada. O mesmo se aplica à França que também só à custa de penaltys chegou onde chegou (o próprio Zidane, tão envergonhado se deve ter sentido, que resolveu antecipar o terminus da sua carreira). Acaba assim um Mundial que não deixa saudades a todos aqueles que gostam de bom futebol. Não fosse a boa carreira da nossa selecção e este campeonato teria sido um enorme bocejo!

domingo, julho 09, 2006

Honroso 4ºlugar

Terminou a participação de Portugal no Mundial não da forma como todos nós queríamos, mas ainda assim merecedora dos maiores elogios. No jogo de atribuição do 3º lugar a Alemanha venceu-nos graças à fantástica exibição de Schweinsteiger que sózinho desbaratou por completo a nossa selecção. Este foi também o último jogo de Figo e Pauleta com a camisola das quinas, jogadores a quem Portugal tanto deve. Quanto a Scolari ainda subsistem dúvidas relativamente à sua permanência no comando técnico da selecção, facto que será esclarecido nos próximos dias. Uma coisa é certa: seja qual for o seleccionador vai ter um trabalho árduo pela frente já que a nova geração de jogadores nacionais está muito aquém da actual. Não se vislumbra em João Moutinho, Manuel Fernandes, Raul Meireles, Hugo Almeida, José Castro entre outros, jogadores com potencial suficiente para levar Portugal a grandes conquistas. Oxalá me engane.

sábado, julho 08, 2006

Primeira vitória da época

Depois de um mês e meio, é sempre bom voltar a ver jogar o meu Benfica nem que seja contra um qualquer Cascalheira da Suiça. Para além do mais, o aliciante de voltar a ver Rui Costa com a camisola encarnada é motivo mais do que suficiente para ter valido a pena estar à frente do televisor. Quanto ao jogo não há muito a dizer: típico jogo de início de época, tendo como oponente uma equipa bastante frágil o que não dá para tirar grandes ilacções relativamente ao potencial das caras novas do plantel, bem como , ao novo sistema táctico que Fernando Santos pretende implementar. No entanto, deu para verificar, como se previa, que Rui Costa continua a respirar futebol por todos os poros e, desde que as lesões não o apoquentem, será o grande dinamizador do futebol encarnado: a diferença de classe entre ele e os colegas é abissal. Quanto aos outros reforços há que observá-los em compita com adversários mais exigentes, por forma a podermos aquilatar do seu real valor.

quarta-feira, julho 05, 2006

Acabou o sonho

A tradição manteve-se e o sonho esfumou-se. Num jogo fraco, como foram praticamente todos neste Mundial, ganhou a equipa mais feliz. A França apanhou-se a ganhar, mais uma vez através de uma grande-penalidade, e a partir daí limitou-se a gerir o resultado. Não mereceu a vitória mas Portugal também nada fez para obter um resultado diferente. Revelou as carências habituais: grande dificuldade em jogar contra equipas que jogam fechadas no seu meio-campo; sem espaços somos banais, faltam-nos jogadores que criem desiquilíbrios nas defesas contrária - precisávamos de mais Cristianos Ronaldos - e verdadeiros homens de área não temos. Neste jogo, dos jogadores que podem fazer a diferença, só Cristiano Ronado esteve à altura; Deco e Figo ficaram muito aquém daquilo que podem e sabem fazer. Pauleta voltou a falhar (nas grandes competições falha sempre) e esta opção de insistir no açoreano terá sido o grande erro de Scolari ao longo da competição. Custa também a perceber porque razão não foi dada uma oportunidade a Nuno Gomes que nestas alturas costuma dar uma resposta positiva. Mas como todos sabemos Scolari é avesso a mudanças e nesse capítulo não há nada a fazer.
É bom que se diga que esta eliminação não põe minimamente em causa o trajecto da selecção portuguesa que foi a todos os títulos brilhante. Quer o seleccionador quer os jogadores merecem todo nosso respeito e admiração. Fica no entanto a mágoa de podermos ter ido mais longe pois ficou provado que a França estava perfeitamente ao nosso alcance. Com sorte e um pouco mais de ambição talvez estivéssemos agora a festejar a passagem à final. Seja como for não há razão para ficarmos deprimidos. Afinal de contas não é todos os dias que se consegue uma proeza destas. Nós esperámos 40 anos. Dos países com a nossa dimensão, muito poucos aqui chegaram.

Quem não tem cão, caça com gato



Este é o novo reforço encarnado. Dá pelo nome de Paulo Jorge e vem do Boavista. Fez o Benfica uma boa contratação? Sinceramente não faço ideia. Sei que o plantel precisa de médios-alas, ainda que digam que Fernando Santos joga sem extremos, e este é um deles. Agora se é ou não um bom jogador o futuro se encarregará de o dizer. Fez a sua curta carreira nas divisões secundárias, ingressando a época passada no Boavista. Com apenas um ano de Liga dá o salto para o Benfica. Melhor do que isto é difícil.

terça-feira, julho 04, 2006

Itália já está na final

Bastava um, mas, por via das dúvidas, resolveram marcar dois golos no último minuto do prolongamento e assim carimbaram o passaporte para a final. São assim os italianos. Não brincam em serviço. Têm um futebol pragmático e os resultados estão à vista. Manteve-se a tradição: os alemães nunca ganharam aos italianos numa fase final do Mundial e estes, completado novo ciclo de doze anos, voltam à final. Agora ficam à espera do que vai suceder entre a França e Portugal.

Será verdade?

Li agora no "Record", que Fernando Santos terá dito hoje que faltam apenas dois avançados para fechar o plantel encarnado. A ser verdade, será que vamos jogar sem extremos?! Isto está a começar bem!

segunda-feira, julho 03, 2006

O plantel encarnado

O Benfica iniciou hoje os trabalhos com vista à nova época desportiva. Caras novas são, até ver, duas, Rui Costa e Karagounis, a que poderemos acrescentar uma terceira, Manú, que embora tendo contrato com o clube esteve emprestado ao E.Amadora. Outros reforços irão surgir, provavelmente, dois ou três, sendo que dois serão avançados. Relativamente a saídas temos o caso de Simão que ao que tudo indica não integrará o plantel.
Fazendo uma rápida apreciação ao plantel e mesmo desconhecendo os próximos reforços, é claro que temos excesso de jogadores nalgumas posições e lacunas graves noutras. Na zona central do meio-campo, há jogadores em demasia, enquanto nas faixas laterais e na linha avançada temos um défice de quantidade e qualidade. Esta realidade deixa-me seriamente preocupado, sobretudo sabendo que o Benfica não tem poder financeiro para poder contratar jogadores de top, apesar de LFV ter vindo dizer que os próximos reforços seriam jogadores de qualidade incontestável. Como é que vamos suprir a falta de Simão? Não será com Manú de certeza. Aliás, para além deste jogador, não temos outro para a posição de médio-ala (?!). Vamos continuar a ter apenas um lateral esquerdo? No capítulo dos pontas-de-lança estamos reduzidos a Nuno Gomes já que com os outros não podemos contar. Enfim, com um plantel destes, não me parece que possamos sonhar com grandes conquistas.

domingo, julho 02, 2006

Mais um passo rumo à final

40 anos volvidos, voltamos a uma meia-final dum Campeonato Mundial. Para um país de 10 milhões de habitantes e em que 50% dos jogadores que actuam na Liga portuguesa são estrangeiros, este é um feito notável que deve merecer de todos nós os maiores elogios. Como já havia sucedido no Euro 2004, os ingleses voltaram a baquear nas grandes-penalidades graças a Ricardo que, mais uma vez, se mostrou insuperável. Agora teremos pela frente a França que contra todas as previsões afastou o Brasil que toda a gente apontava como o futuro campeão do mundo. Será mais um jogo de fortes emoções e desta vez a tradição não joga a nosso favor. Superstições à parte e admitindo que os gauleses terão alguma dose de favoritismo, os nossos jogadores tudo irão fazer para agarrar esta oportunidade única de estar presente numa final do Mundial. Não será fácil mas não é impossível. Com muita aplicação e alguma sorte à mistura pode ser que a felicidade nos bata à porta. Seria uma grande alegria para um país em estado de tristeza permanente.

sexta-feira, junho 30, 2006

Itália defronta a Alemanha

A Itália junta-se à Alemanha, nas meias-finais, depois de vencer a Ucrânia. Sem ter feito uma exibição que deslumbrasse, bem longe disso, os italianos evidenciaram a eficácia habitual: nas poucas oportunidades que tiveram de golo marcaram por três vezes. Em contrapartida, os ucranianos que são capazes de ter tido igual número de oportunidades de marcar, não concretizaram nenhuma. E assim se fez a história do jogo. No saber aproveitar residiu a principal a diferença entre as duas selecções.

Alemanha a um passo da final

A Alemanha é a primeira selecção a atingir as meias-finais ao ganhar na lotaria das grandes- penalidades, num jogo que ficou aquém das expectativas. As duas equipas estiveram amarradas ao esquema táctico, foram bastante calculistas o que resultou num futebol previsível, pouco espectacular, sem grandes atractivos para o espectador. Ganharam os alemães como podiam ter ganho os argentinos dado o equilíbrio de forças. Os argentinos não foram a selecção que nos vinha habituando neste Mundial: pouco ambiciosos, limitaram-se a gerir o resultado e pagaram por isso. Os alemães tiveram um assomo de coragem após se verem em desvantagem no marcador, pressionaram o adversário e recolheram os frutos dessa atitude mais agressiva. Estão nas meias-finais e são sérios candidatos à conquista do Mundial. Os argentinos apontados como um dos principais favoritos regressam mais cedo a casa de forma inglória.

quinta-feira, junho 29, 2006

Temos rescisão à vista?

Não sei porquê, estou com um mau pressentimento relativamente a Manuel Fernandes. A alegada intervenção cirúrgica para debelar a pubalgia de que aparentemente padece, sem prestar cavaco ao Benfica, não me cheira nada bem. Há qualquer coisa nesta história que não bate certo. Será que o jogador está a preparar o terreno para uma rescisão de contrato?

As arbitragens no Mundial

As arbitragens neste Mundial não diferem em nada daquelas que vamos vendo na nossa Liga. A incompetência tem sido grande e nessa matéria, como tão bem sabemos, os árbitros portugueses são insuperáveis. Assim sendo, não se percebe como não temos nenhum árbitro na competição. Não só não destoariam dos seus colegas estrangeiros, como até poderiam elevar o nível de incompetência. Imagino o quanto a arbitragem nacional se deve sentir injustiçada. Não há direito.

quarta-feira, junho 28, 2006

Brasil e França nos quartos de-final

Finalmente está composto o quadro dos quartos-de-final. A Espanha que já sonhava com a vitória no Mundial foi mandada para casa pelos "velhos" franceses que, pelos vistos, ainda aí estão para as curvas. O Brasil que se cuide pois a França não vai ser pêra doce. Não sei porquê, dava-de um certo gozo ver os brasileiros eliminados, tão grande é a sobranceria do seu treinador e de alguns dos seus jogadores. Hoje afastaram o Gana com a dose habitual: pouco futebol, mas o suficiente para ir ultrapassando adversários. Quanto aos ganeses foi pena Essien não ter jogado, pois talvez a história do jogo pudesse ter sido diferente. Infelizmente para eles, estes africanos mexem na chicha, mas são campeões na ingenuidade.

segunda-feira, junho 26, 2006

Venha a Inglaterra

Após 40 anos Portugal chega novamente aos quartos-de-final. Foi uma vitória épica, carregada de emoção, onde a incerteza no resultado esteve sempre presente e em que o árbitro quis ser protagonista ao mostrar 16 amarelos e 4 vermelhos, algo nunca visto numa fase final dum Mundial. É certo que os jogadores não lhe facilitaram a tarefa mas o russo abusou dos cartões e conseguiu estragar o espectáculo. Os jogadores portugueses à semelhança doutras ocasiões voltaram a revelar dificuldade em gerir as emoções o que nos poderia ter saído caro. Valeu o espírito de equipa, a entreajuda entre todos, a garra e a vontade de vencer que nos permitiram ultrapassar as adversidades da partida. Jogando a maior parte do tempo em desvantagem numérica os nossos rapazes foram inexcedíveis na atitude e só assim conseguiram levar de vencida uma das melhores selecções europeias. Agora temos a Inglaterra pela frente e só é pena não os enfrentarmos na máxima força - Deco vai fazer muita falta e veremos se Cristiano Ronaldo recuperará a tempo de poder dar o seu contributo. No Euro 2004 também tivemos pela frente ingleses e holandeses e nessa altura fomos felizes. Oxalá o mesmo se volte a repetir, o que constituiria um grande feito e uma bofetada de luva branca para alguns senhores que não se cansam de bater em Scolari e na selecção.

domingo, junho 25, 2006

Nem um título para amostra

Futebol; Futsal; Basquetebol; Voleibol; Hóquei em Patins; Andebol; Atletismo; Rugby. Tudo modalidades em que não alcançámos nenhum título nacional. Motivo suficiente para se poder considerar que a época desportiva no Benfica foi uma verdadeira desgraça. Deseja-se que tão cedo não se repita semelhante cenário. Um clube com esta grandiosidade não se pode dar ao luxo de ficar a zero no que a títulos nacionais diz respeito.

sábado, junho 24, 2006

Alemanha e Argentina apurados

Alemanha e Argentina já estão nos quartos de final e vão jogar entre si num embate que promete.
Os alemães afastaram os suecos, numa partida em que entraram de rompante e fizeram dois golos logo nos primeiros minutos que lhes deram a necessária tranquilidade. Os suecos cedo se entregaram ao ficarem sem um jogador e ao falharem um penalty que os podia relançar na partida. Os alemães mostraram que estão a subir de rendimento e são um sério candidato ao título mundial. O seu poder de fogo impressiona tal é a quantidade de remates certeiros que desferem às balizas adversárias.
Os argentinos viram-se e desejaram-se para levar de vencida os mexicanos. Só no prolongamento, e através de um golo soberbo de Maxi Rodriguez, os conseguiram desfeitear. Os mexicanos provaram que afinal não são a pêra doce que tantos faziam crer. Mereciam ter chegado às grandes-penalidades. Não o conseguiram, mas saem do Mundial de cabeça erguida.

quinta-feira, junho 22, 2006

Katsouranis já é do Benfica

Depois de Rui Costa foi agora a vez de Katsouranis, um jogador que Fernando Santos tanto desejava, se juntar ao plantel encarnado. O nosso treinador diz que estamos em presença de um dos 5 melhores jogadores gregos. Não sei se isso é sinónimo de qualidade. O que sei é que os gregos que têm jogado no Benfica não me têm dado motivos para grande regozijo. Antes pelo contrário. Karagounis que por cá tem andado, também veio rotulado de grande craque e, afinal, pouco mostrou. Assim sendo, o melhor é ver o que o homem vale e só depois tecer considerações sobre os seus dotes futebolísticos. Até isso acontecer não me pronuncio sobre a pertinência da sua contratação.

quarta-feira, junho 21, 2006

Rescaldo do Portugal - México

- Simão teve uma boa prestação algo que já não o via fazer há muito tempo quer na selecção quer no seu "anterior" clube, o Benfica;
- Ficou provado que a esta selecção falta um ponta-de-lança digno desse nome. Percebe-se agora porque Scolari teima em colocar Pauleta em campo;
- Dez minutos em campo para Luis Boa-Morte é capaz de ser demasiado.

A Holanda é o adversário que se segue

Com uma boa 1ªparte que chegou a entusiasmar e uma 2ª bem fraquinha, Portugal alcançou o 1ºlugar do grupo com um pleno de três vitórias e um saldo razoável de cinco golos marcados e apenas um sofrido. Recordando outros Mundiais temos de reconhecer que até ao momento a nossa selecção tem tido uma participação positiva. Não deslumbra, longe disso, mas conseguiu alcançar o seu primeiro objectivo que era o de se qualificar para os oitavos-de-final. Chegados ao "mata-mata", como Scolari bem gosta de afirmar, as exigências vão ser maiores atendendo a que o adversário que se segue, a Holanda, é uma selecção de respeito e que nos obrigará a jogar ao nosso melhor nível se quisermos ter esperanças de chegar aos quartos-de-final. Os últimos embates com os holandeses têm-nos sido favoráveis o que do ponto de vista psicológico pode ser importante, mas não determinante. Será, por certo, uma eliminatória equilibrada com hipóteses repartidas para ambas as selecções. Domingo fazemos as contas.

Obrigado Joe

Joe Cole brindou-nos com o melhor golo do Mundial. Que grande execução. Que regalo para os nossos olhos. Numa palavra: magistral. É por isto que o futebol é o melhor espectáculo do universo.

terça-feira, junho 20, 2006

Mais valia estar calado

Desvalorizando os êxitos da selecção no Mundial, Pinto da Costa veio dizer que para vencer Angola e o Irão teria bastado apenas o Deco para que Portugal ganhasse esses jogos. Na mesma linha de raciocínio não se percebe como é que o F.C. Porto, com todas as suas estrelas em campo, não conseguiu ganhar ao Artmedia em nenhum dos dois jogos disputados com os eslovacos.

A novela das contratações

Fernando Santos disse que queria começar a época com o plantel definido e já com todos os reforços incluídos. Quer-me parecer que tal não vai acontecer, graças ao poder negocial da dupla José Veiga/LFV que repetindo a actuação da época transacta, revela uma falta de capacidade no reforço do plantel que chega a ser exasperante. Apontaram as baterias para dois jogadores, D'Alessandro e Katsouranis, e se relativamente ao primeiro tivemos mais uma contratação falhada, o segundo para lá caminha. E o que é caricato é que os negócios abortam sempre por ninharias. No caso do grego o impasse está numa verba de 500 mil euros (100 mil contos!) que o Benfica se recusa a adiantar. Não dá para acreditar que se corra o risco de perder o jogador por causa de uma verba irrisória. Especialmente quando se sabe que demos 3 milhões e meio de euros por um jogador como o Marcel. Se não têm dinheiro para contratar, por mais mixuruca que seja o negócio, mais vale ficarem quietos pois assim poupavam-nos a vergonhas desnecessárias. Até dá vontade de rir quando ouvimos dizer da boca dos dirigentes encarnados que o Benfica quer ser grande a nível europeu, quando nem sequer temos dinheiro para entrar em disputa com clubes modestos como sejam o Espanhol e o B.Moenchengladbach. No final ainda acabam por dizer que tudo não passou de uma invenção dos jornalistas uma vez que nunca estiveram interessados nos jogadores. Infelizmente ainda vai havendo adeptos que se deixam levar por estas manobras dos dirigentes. Santa ingenuidade!

domingo, junho 18, 2006

França compromete qualificação

Os jogos de hoje no Mundial foram todos sensaborões não havendo um único que mereça nota de destaque.
No Croácia-Japão estiveram em presença duas selecções que não sabem jogar futebol. Numa partida em que ambas necessitavam de vencer, nenhuma das equipas fez o gosto ao pé, apesar de a Croácia ter estado mais perto de o conseguir graças a um penalty de que dispôs, mas que ingloriamente esbanjou.
O Brasil já soma seis pontos e está nos oitavos-de-final. Com as suas principais vedetas, Ronaldinho e Ronaldo, em manifesta crise de forma, o futebol dos brasileiros ressente-se, não encanta, mas, mesmo assim, fazem o suficiente para ganhar jogos. Frente a selecções de outro calibre veremos como se vão comportar.
A França somou mais um empate decepcionante e vê adiada para o jogo com o Togo as hipóteses de qualificação. Os coreanos nunca baixaram os braços, acreditaram que era possível chegar ao empate e acabaram por consegui-lo, já nos minutos finais, com a colaboração de Barthez que não está isento de responsabilidades no golo do adversário. Nos franceses já se nota o peso da idade dos seus jogadores.

Portugal pouco vistoso mas eficaz

Portugal ganhou ao Irão e apurou-se desde já para os oitavos-de-final. A exibição foi mais conseguida do que a feita com Angola, mas ainda não me convenceu. Continuamos a ter dificuldades na construção de jogo ofensivo, as oportunidades de golo escasseiam e não fora o grande golo de Deco, e, provavelmente, não íamos além do empate. Agora com o México não dá para grandes mexidas na equipa, caso contrário arriscamo-nos a perder e a encontrar a Argentina na próxima fase, algo que não nos convém absolutamente nada. Se fosse a Scolari talvez fizesse descansar Pauleta que não anda por lá a fazer nada: já é habitual, nos grandes momentos, o açoriano "desaparecer".
No jogo entre a República Checa e o Gana assistiu-se a um dos melhores jogos do Mundial. Apanhando-se a perder desde cedo, os checos não conseguiram repetir a excelente exibição do 1º jogo e vêem-se agora em apuros para conseguir o apuramento. Vencer a Itália com uma equipa remendada não vai ser tarefa fácil. O Gana de quem já tinha gostado frente à Itália, fez um jogo deslumbrante e podia ter goleado, tantas foram os golos desperdiçados. Peter Cech impediu um resultado mais desnivelado.
À semelhança dos checos, a Itália que se tinha exibido a grande altura frente ao Gana, desta vez viu-se e desejou-se para empatar com os EUA. Não fosse o excesso de rigor do árbitro, ao expulsar dois americanos, e talvez o resultado tivesse sido mais penalizador para os italianos. Não há dúvida que os transalpinos nas grandes competições têm sempre uma estrelinha que raramente os abandona. Deus tem certamente uma costela italiana. Só pode!

sábado, junho 17, 2006

Argentina e Holanda, mais duas selecções apuradas

A Argentina provou hoje porque é uma das sérias candidatas ao título de campeã mundial. É uma selecção que respira futebol por todos os poros. Os seus jogadores têm uma qualidade técnica invejável o que lhes permite que raramente percam a bola ou falhem um passe. A continuarem assim, serão certamente um osso muito duro de roer para qualquer adversário que lhes apareça pela frente. Esperemos que nos oitavos-de-final não venham a estar no caminho de Portugal, pois a acontecer, muito dificilmente continuaríamos em prova.
A Holanda teve a sorte pelo seu lado ao vencer a Costa do Marfim que vê assim arredada a possibilidade de seguir em frente. Os africanos mostraram-se mais fortes, mas falharam em momentos cruciais da partida por manifesta ingenuidade. Os holandeses terão agora de ganhar à Argentina se quiserem garantir o 1ºlugar do grupo. Não me parece é que os argentinos estejam pelos ajustes.
Angola obteve o maior feito da sua história ao empatar com a 4ª classificada do ranking da FIFA. O México foi sempre superior, mas faltou-lhe clarividência na hora da finalização e teve em João Ricardo um obstáculo intransponível. Os angolanos ainda têm uma ténue esperança de apuramento embora a sua fragilidade ofensiva não permita sonhar muito alto. Este empate veio ajudar sobremaneira Portugal que, caso ganhe ao Irão, não só se colocará nos oitavos-de-final, como vê aumentar substancialmente a possibilidade de terminar esta fase no 1ºlugar do grupo.

sexta-feira, junho 16, 2006

Equador e Inglaterra asseguram lugar nos oitavos-de-final

O Equador segue os passos da Alemanha e já está nos oitavos-de-final, constituindo-se como a primeira grande revelação do campeonato. Em dois jogos cinco golos marcados e nenhum sofrido. É obra. No embate com a Alemanha ficará a saber-se quem ocupará o 1ºlugar do grupo.
A Inglaterra em mais uma exibição para esquecer lá despachou a Trinidad e Tobago, mas só nos instantes finais da partida. Agora frente à Suécia tentará não perder para assim fugir ao embate com os alemães.
Ljungberg, a dois minutos do fim, conseguiu pôr a Suécia a sonhar com o 1ºlugar do grupo e atirou com o Paraguai para fora do Mundial. O próximo jogo frente à Inglaterra promete.

quinta-feira, junho 15, 2006

Polónia prematuramente fora do Mundial

A Polónia foi a primeira selecção a despedir-se do Mundial. É certo que ainda tem mais um jogo, mas esse servirá apenas para cumprir calendário e, se possível, minimizar o fracasso da sua prestação na competição. A Alemanha somou mais uma vitória continuando, no entanto, a não surpreender. Ao seu futebol musculado e competitivo, falta-lhe talento e criatividade. Longe de deslumbrar será sempre candidata, quanto mais não seja porque joga em casa que, como sabemos, constitui sempre uma ajuda preciosa.
A Espanha não podia ter iniciado da melhor forma a sua participação ao derrotar a Ucrânia com uns concludentes 4-0. A vitória não se contesta, mas os números são demasiado expressivos face ao que se passou em campo. Este resultado gordo contou ainda com a colaboração do árbitro que ajuizou mal um penalty e expulsou indevidamente um ucraniano, aproveitando os espanhóis para facturar o 3º golo e ficando os ucranianos impossibilitados de lutar por um melhor resultado.
No jogo Tunísia e Arábia Saudita, nenhuma das equipas aproveitou a derrocada da Ucrânia. Os sauditas tiveram o pássaro na mão, mas mesmo à beira do fim, depois de terem dado a volta ao resultado, permitiram que os tunisinos empatassem deixando tudo em aberto para as duas jornadas que faltam disputar.

terça-feira, junho 13, 2006

França uma tremenda desilusão e Brasil ganha sem convencer

Para quem esperava um Brasil demolidor sai certamente desiludido com esta sua estreia no Mundial. Fosse a Croácia mais atrevida e talvez pudesse ter chegado ao empate. Ronaldo não esteve em campo.
Antes, França e Suiça brindaram-nos com o pior jogo da competição. Os franceses conseguiram não criar uma única oportunidade clara de golo durante toda a partida, o que não deixa de ser preocupante face àquilo que se propõem fazer neste Mundial. Será que vão repetir a "proeza" de serem eliminados na fase de grupos, tal como aconteceu em 2002?
No jogo entre Coreia do Sul e Togo a expulsão do central togolês veio a revelar-se determinante no triunfo dos coreanos. Na sequência desse lance sofreram o empate, a equipa desmembrou-se, e os coreanos embalaram para a vitória.

Itália e República Checa despertam o Mundial

A Itália foi, das selecções que jogaram até ao momento, aquela que melhor futebol produziu. Com uma defesa intransponível, um meio-campo empreendedor e um ataque temível, para além de um rigor táctico irrepreensível, os italianos provaram que são um candidato muito sério à conquista do Mundial. O Brasil que se cuide!
A República Checa também impressionou, embora a lesão muscular de Koller possa atrapalhar a ambição checa. Com Rosicky e Nedved a empunharem a batuta, os checos não deram chances aos americanos, através de um futebol vistoso, colectivo e mortífero. A continuarem assim podem ir longe neste Mundial.

domingo, junho 11, 2006

Estreia nada auspiciosa

Os optimistas dirão que fomos pragmáticos já que o mais importante era vencer. Os pessimistas dirão que a jogarmos desta maneira dificilmente iremos longe neste Mundial.
As facilidades concedidas pelos angolanos nos primeiros minutos do jogo davam a entender que tudo iria ser fácil para a nossa selecção. Puro engano. Portugal entrou de rompante na partida, marcou o golo, mas inexplicavelmente acomodou-se, jogou de forma bastante lenta, esbanjou várias oportunidades de golo, e com o decorrer dos minutos foi-se apagando. Se na 1ª parte a equipa já não tinha agradado, então na 2ª chegou a ser confrangedor o nível exibicional. Não sei se foi a responsabilidade de termos de vencer ou se houve também por ali quebra física. O que eu sei é que frente a uma selecção tão frágil como a angolana, tínhamos obrigatoriamente de fazer bastante melhor.
Nos jogadores portugueses só Figo esteve à altura dos acontecimentos. Cristiano Ronaldo voltou a evidenciar tiques de vedeta, jogando para si próprio e esquecendo o colectivo. Pauleta marcou o golo, mas mais não fez. Simão não desequilibra. Tiago jogou a passo. Meira não inspira confiança. Miguel a anos-luz do jogador que esteve na fase final do Euro 2004. Nuno Valente sóbrio, mas limitadíssimo em termos ofensivos.
Os jogos que se vão seguir exigem de Portugal outra capacidade. Esperemos que os jogadores portugueses tenham consciência disso.

sábado, junho 10, 2006

Grupo B e C entraram em acção

Até agora no Mundial salvou-se a 1ª parte do Argentina-Costa do Marfim que teve alguns motivos de interesse e deu para ver que os azuis-celestes têm uma selecção temível, servida por grandes jogadores que do ponto vista técnico não têm a aprender com ninguém. É um dos potenciais adversários de Portugal caso consigamos atingir os oitavos-de-final. Oxalá não os tenhamos que defrontar, pois as dificuldades seriam imensas. A Costa do Marfim também mostrou ter qualidade suficiente para criar dificuldades a qualquer adversário, embora tenha apresentado fragilidades ao nível do colectivo: fisicamente muito possantes e com bons índices técnicos, falharam como conjunto; além disso, denotaram grandes dificuldades na finalização das jogadas, dependendo em demasia da inspiração de Drogba.
Antes Inglaterra e Paraguai ofereceram-nos um futebol sensaborão acabando os ingleses por vencer graças a um auto-golo de Gamarra. Para quem tem ambição de ganhar este Mundial, os ingleses terão de jogar bem mais do que fizeram hoje.
A Suécia bem se pode queixar de si própria ao não aproveitar o facto de Trinidad e Tobago ter jogado toda a 2ª parte com menos um jogador. O empate é o castigo merecido para o desperdício que os suecos revelaram no capítulo da finalização que tiveram ainda no guarda-redes adversário um obstáculo intransponível. Desperdiçar pontos perante Trinidad pode ser fatal para as aspirações suecas. A ver vamos.

Gil Vicente mantém-se na Liga

Contrariamente ao que chegou a ser apontado esta semana, afinal o Gil Vicente sempre vai ficar na Liga. E quem teve influência decisiva neste desfecho foi um filho do vice-presidente do clube de Barcelos que, enquanto elemento do Conselho de Disciplina, resolveu votar a favor das pretensões gilistas. Parece uma brincadeira de carnaval, mas não é. É verdade e, mais uma vez, acontece em Portugal. Independentemente de saber a quem assiste a razão neste processo, é inacreditável como é que alguém que tem interesses no caso, pode ser chamado a intervir nele. Mais grave se torna quando sabemos que não é a 1ª vez que isto sucede e, certamente, não será a última. Para quando um pingo de dignidade no futebol português?

sexta-feira, junho 09, 2006

Os primeiros pontapés na bola no Mundial

Finalmente a bola começou a rolar no Mundial.
A Alemanha entrou com o pé direito na competição, mesmo estando longe de realizar uma exibição convincente. Continua a ser uma selecção coriácea mas sem o talento de outros tempos. Valeram o número de golos e sobretudo a qualidade de dois deles que figurarão, por certo, na lista dos melhores golos do campeonato.
A Polónia foi uma desilusão. Não que estivesse à espera de grandes feitos dos polacos, mas frente a uma selecção como Equador exigia-se muito mais. Quem não deve ter achado muita graça à brincadeira, foi a imensa legião de adeptos polacos que merecia outra consideração por parte da sua selecção. Com esta derrota, e tendo ainda de defrontar os alemães, dificilmente passarão à próxima fase.

terça-feira, junho 06, 2006

O adversário ideal para a estreia

Angola continua na senda das derrotas. Desta feita foi frente aos Estados Unidos. Bem sei que são jogos de treino, mas estes resultados não auguram grandes feitos no Mundial. Mais do que as derrotas o que confrange são as exibições. A fragilidade dos "palancas" é notória, pelo que não me parece que faça muito sentido que Scolari apresente uma equipa com grandes cautelas defensivas. Em vez de Costinha será bem mais proveitosa a inclusão de Petit ou até mesmo de Tiago. Frente a Angola não basta ganhar. São precisos golos que nos ponham a coberto de um apuramento por goal-average. E para que tal aconteça é fundamental que sejamos ambiciosos na forma de abordar a partida. Que isto não signifique desrespeito pelas capacidades do adversário, mas antes o reconhecimento de que somos mais fortes, sabendo, contudo, que temos de o demonstar em campo.

domingo, junho 04, 2006

Benfica a caminho da final

No futsal, o Benfica teve ontem uma vitória importante, quiçá determinante, para o acesso à final da competição. Frente ao Freixieiro, no reduto deste - campo onde o Benfica nunca tinha ganho -, os encarnados estiveram à beira da derrota, mas uma 2ª parte bem conseguida, proporcionou a reviravolta no resultado, obrigando a um prolongamento e posterior recurso às grandes-penalidades, onde o Benfica acabou por ser mais feliz, adiantando-se deste modo na eliminatória. Agora "basta" uma vitória nos dois jogos a realizar em casa, para que possamos discutir o título de campeão nacional. Provavelmente contra o Sporting que não deve ter especial dificuldade em eliminar o Olivais.

sábado, junho 03, 2006

Último teste vitorioso

Frente a uma selecção da 3ª divisão europeia Portugal jogou o q.b. para ganhar ao Luxemburgo. Tal como já havia acontecido contra Cabo Verde, a nossa selecção voltou a entrar mal no jogo, realizando uma 1º parte frouxa, bastante lenta nos processos ofensivos, não conseguindo criar uma verdadeira oportunidade de golo. Na 2ª parte Portugal alterou a sua forma de jogar: foi mais pressionante, praticou um futebol mais de acordo com o seu potencial e não fosse as inúmeras oportunidades esbanjadas, o resultado final teria sido bem mais dilatado. Figo foi o que esteve em mais evidência, enquanto Cristiano Ronaldo voltou a demonstrar que há motivo para estarmos preocupados com ele, não tanto pelo pouco que tem jogado, mas, acima de tudo, pelos actos de indisciplina que teima em praticar.
Terminados que estão os ensaios há que preparar a equipa para o jogo com Angola. Esta é, pelo que temos visto, uma das selecções mais fracas que estão no Mundial, pelo que um resultado que não seja uma vitória gorda será razão suficiente para nos deixar preocupados. Tudo indica que a equipa escalada para esse primeiro embate será aquela que Scolari apresentou hoje na 1ª parte. Como nesta fase de preparação não defrontámos nenhum adversário de grande potencial fico sem saber quais os jogadores melhor preparados para iniciar o Mundial. Assim sendo, dou o benefício da dúvida ao seleccionador quanto às opções que irá tomar relativamente a esse jogo. Esperemos que sejam as melhores.

quarta-feira, maio 31, 2006

Geovanni tem acordo com o Cruzeiro

Geovanni é o primeiro a abandonar a Luz. O Benfica dispensou os seus serviços e o jogador acaba de se transferir para o Cruzeiro, seu anterior clube. Durante a sua estadia no clube encarnado, o brasileiro foi sempre intermitente nas suas exibições - alguns bons jogos e uma grande passividade nos restantes -, estando longe de se afirmar como um jogador imprescindível no plantel, nunca conseguindo conquistar a simpatia dos adeptos, pelo que a sua saída não deixará grandes saudades. A sua inegável capacidade técnica obrigavam-no a ter um outro tipo de rendimento que ele, por esta ou aquela razão, raramente conseguiu ter. Porventura alguma razão de natureza psicológica impede-o de produzir mais. Uma pena.

Interesses pessoais à frente das responsabilidades profissionais

A hora do plenário de 21 de Junho foi alterada para que os deputados possam ver o jogo de futebol entre Portugal e o México, a contar para a primeira fase do Mundial 2006. O plenário passou para a manhã, enquanto que as comissões realizam-se após este encontro, depois das 17 horas (TSF, 30.5.2006).
Depois da falta de quorum resolveram agora brindar-nos com mais este episódio. Não restam dúvidas que os deputados da nação são uma classe à parte dentro da sociedade portuguesa. Fazem o que lhes apetece e não prestam contas a ninguém. Imagine-se o que se diria se todos os portugueses seguissem o exemplo destes senhores. Ele há filhos e enteados.

segunda-feira, maio 29, 2006

Sub-21 despedem-se do Europeu

No Euro sub-21 a selecção portuguesa foi afastada das meias-finais sem apelo nem agravo, tendo ao longo da competição apresentado um futebol pobre e inconsequente. Portugal partiu para esta prova cheio de ambição, mas por motivos que estão por explicar os jogadores portugueses ficaram muito aquém do esperado, claudicando de forma retumbante. Fica a ideia de que os nossos "craques", apesar de bons jogadores, ainda têm muito que provar na alta roda do futebol europeu. Elevados à condição de estrelas, subestimaram o valor dos adversários e deram-se mal com isso. Agostinho Oliveira também sai mal na fotografia: fez uma péssima abordagem aos jogos e com este desaire deverá deixar os quadros técnicos da federação. Resta saber se pelo próprio pé, se empurrado por Madaíl.

domingo, maio 28, 2006

Vitória natural

O jogo de ontem frente a Cabo Verde não permitiu tirar grande ilacções sobre a nossa selecção. Na 1ª parte os cabo-verdianos ainda criaram algumas dificuldades, mas, na 2ª parte, o seleccionado português soube fazer valer a sua superioridade e ganhou facilmente. Destaque para a veia goleadora de Pauleta que só à sua conta apontou 3 golos. pela negativa há a registar a atitude de Cristiano Ronaldo ao agredir um adversário, o que num jogo a valer lhe teria valido a merecida expulsão. Este menino precisa de ser apertado por Scolari, pois tais comportamentos, a repetirem-se, ainda nos vão trazer algum dissabor no Mundial. Se em termos futebolísticos pouco há a ensinar-lhe, já em termos mentais revela ter muito para aprender.

quinta-feira, maio 25, 2006

O bom filho à casa torna

Depois de muitas promessas, eis que finalmente Rui Costa aterra na Luz. Já era sem tempo. Apesar da idade, esta é uma daquelas contratações que fazem rejubilar os adeptos encarnados. Mesmo com 34 anos, estou convencido que ainda vai ser muito útil ao Benfica desde que as lesões não o apoquentem. Não tendo o ritmo de outros tempos, ainda trata a bola como poucos. E neste aspecto todos sabemos que não há no actual plantel encarnado nenhum jogador que se lhe equipare em qualidade técnica, em leitura e organização de jogo. Esta era a pecha fundamental no futebol encarnado - alguém que conseguisse fazer a transição defesa-ataque com segurança e com qualidade de passe - pelo que a sua contratação faz todo o sentido. Além disso é um jogador com carisma que pode vir a ter uma influência positiva no balneário. No entanto, é bom que ninguém veja em Rui Costa o salvador da pátria. É uma ajuda importante, mas não suficiente para podermos atacar de peito feito as competições que vamos disputar. O plantel tem ainda grandes carências que precisam de ser colmatadas. Estou em crer que os dirigentes e o próprio treinador têm consciência desse facto e tudo irão fazer no sentido de preencher essas lacunas. É esse o meu desejo.

Desilusão

Não satisfeitos com a péssima prestação frente à França, os Sub-21 portugueses voltaram a repetir a dose, desta feita contra os sérvios-montenegrinos. Agora o apuramento para as meias-finais é uma tarefa quase impossível: temos de ganhar à Alemanha por 3 golos de diferença e esperar que a França vença os sérvios. Tendo em conta as exibições conseguidas só um milagre nos colocará na próxima fase. Assumiram-se como favoritos à vitória neste Europeu, mas depois de os vermos jogar temos de dizer que estes rapazes ainda têm muito que aprender para poderem jogar de igual para igual frente a selecções deste gabarito. Os miúdos convenceram-se - ou convenceram-nos - que são umas grandes vedetas, quando ainda nada fizeram até hoje que os elevasse a tal patamar. São ídolos de pé de barro que nem sequer sabem assumir as derrotas com fair-play, como foi o caso de João Moutinho que, como é da praxe no futebol português, resolveu atribuir a culpa da derrota à arbitragem. Uma vergonha que devia merecer a condenação de todos, a começar pelo treinador nacional que volta a enterrar a cabeça na areia, pois não consegue perceber que os seus pupilos não têm jogado rigorosamente nada, antes preferindo atribuir ao azar a culpa dos maus resultados. O que ele tem de fazer caso venhamos a ser eliminados, como tudo indica que vai acontecer, é assumir as suas responsabilidades no fracasso e apresentar o pedido de demissão. Não lhe resta outra alternativa, se tiver um pingo de vergonha na cara.

terça-feira, maio 23, 2006

Sub-21 estreiam-se a perder

Os sub-21 entraram da pior maneira na fase final do Europeu. Perante uma selecção francesa que se mostrou sempre superior, Portugal nunca conseguiu encontrar argumentos para contrariar o melhor futebol do adversário. As individualidades portuguesas estiveram francamente desinspiradas e, nesse particular, Quaresma esteve irreconhecível. Quer ele, quer os colegas, nunca conseguiram jogar como equipa e, desse modo, tornaram-se presa fácil para os franceses. Se conseguirem imitar a selecção principal no Euro 2004, nada ainda está perdido. Mas para que isso aconteça é necessário jogarem muito melhor, caso contrário corremos sérios riscos de sermos afastados já na 1ª fase. Os jogadores portugueses, idolatrados no nosso país, têm ainda muito que provar na mais alta roda do futebol internacional. Quaresma mostrou, mais uma vez, porque não mereceu a chamada de Scolari.

segunda-feira, maio 22, 2006

Ainda Fernando Santos

Dois dias volvidos e ainda não me consigo habituar à ideia de que, Fernando Santos, vai ser o novo técnico encarnado. O estado de choque permanece e dificilmente conseguirei ultrapassá-lo. Pergunto-me, o que terá passado pela cabeça de LFV e José Veiga para semelhante escolha. Pelo que se tem visto, o único que transborda felicidade é o engenheiro. Nunca o vi assim, nem quando foi treinar o F.C. Porto e o Sporting. Bem sei que o homem é benfiquista desde que se conhece e isso é motivo mais do que suficiente para o deixar na lua, mas será que já se deu conta da tarefa gigantesca que tem pela frente? É bom que ele tenha consciência que os adeptos não lhe vão perdoar que falhe, não só porque é português - e sabe-se que o nível de tolerância relativamente aos treinadores portugueses é mínimo - mas sobretudo porque a nação benfiquista, na sua esmagadora maioria, não aprova a sua contratação. Pior do que isso: se dependesse dos adeptos, Fernando Santos, nunca seria treinador do Benfica. Perante este cenário, ou LFV e José Veiga minimizam o descontentamento gerado, contratando jogadores que encham o olho aos benfiquistas, ou então prevejo um começo de temporada bastante atribulado. Os simpatizantes encarnados não vão admitir o desnorte da época passada e não se pense que Rui Costa vai ser suficiente para acalmar os ânimos.

sábado, maio 20, 2006

Fernando Santos é o novo técnico do Benfica

Depois dos nomes que foram, nos últimos dias, circulando pela comunicação social, nunca pensei que Fernando Santos fosse o escolhido pela direcção encarnada para treinador do Benfica. Confesso que estou atónito com esta notícia e como eu devem estar a maioria dos adeptos encarnados, ao tomarem conhecimento desta escolha. Imagino a desilusão, a perplexidade e a raiva que vai na nação benfiquista. Não é à toa tal sentimento. Para quem prometia que o Benfica iria ter um técnico de reconhecida capacidade, com um currículo à altura do prestígio do clube, deve-se ter equivocado ao pensar que Fernando Santos reúne as condições exigíveis para levar o Benfica à concretização dos seus objectivos. E se olharmos para a equipa técnica que o acompanha, então a desilusão ainda é maior. Rosário, Ricardo Santos e Bruno Moura a que se juntará Chalana. A gente ouve e julga que está a sonhar! Conforme todos se recordarão, este foi o único treinador que tendo o Jardel não conseguiu ser campeão. É certo, que no seu currículo tem um tíulo nacional conquistado, mas no F.C. Porto, e com o plantel de que dispunha, o difícil era não ganhar. Aqueles que quiseram ver Koeman pelas costas, devem agora estar profundamente arrependidos depois de conhecerem o nome do substituto. Imagino também o que devem sentir os actuais jogadores encarnados ao saberem que vão ser comandados por este homem. Se já havia alguns deles a pedir para sair, é de admitir que agora a vontade seja redobrada. Enfim, quer-me parecer – oxalá me engane – que LFV e José Veiga estão a jogar uma parada muito alta em ano de eleições. A margem de manobra deste treinador vai ser muito curta. Com ele no comando da equipa, a tolerância dos adeptos vai ser mínima. Uma eventual eliminação na pré-eliminatória da Liga dos Campeões poderá pôr em risco toda a temporada. E aí quero ver o que dirão os dirigentes encarnados.

quarta-feira, maio 17, 2006

A "sã" convivência entre os guarda-redes encarnados

Ficámos hoje a saber que Moretto e Quim não se podem ver um ao outro. Provavelmente até nem se falam ou no melhor das hipóteses não vão além do bom dia/boa tarde. Nada que nos deva preocupar. Por mim até podem andar à estalada, pois a única coisa que realmente me interessa, é aquilo que cada um deles possa render dentro de campo. E com certeza que esse aspecto não estará dependente da convivência que os dois possam ou não ter. O que sei é que, até ao momento, nenhum deles me convenceu enquanto guarda-redes. Se nas anteriores equipas que representaram, revelaram capacidades para o desempenho do lugar que ocupam, no Benfica, essas capacidades ainda estão por confirmar.

segunda-feira, maio 15, 2006

Os eleitos de Scolari

Sem surpresas a convocatória de Scolari, se tivermos em linha de conta que a dita já havia aparecido no Record há uns dias atrás. As escolhas menos óbvias - Bruno Vale, Ricardo Costa e Hugo Viana - não justificam grande polémica. Bruno Vale ou Paulo Santos são guarda-redes de valor similar, além de que o escolhido será a 3ª opção, o que significa que só muito dificilmente actuará no Mundial; a polivalência e a experiência internacional ao nível das selecções, poderá ter sido determinante na escolha de Ricardo Costa em detrimento de Ricardo Rocha e Tonel; já Hugo Viana não me parece que acrescente grande coisa à selecção, mas, enfim, dou o benefício da dúvida ao seleccionador.
Independentemente das vozes discordantes, o que há que fazer agora, é apoiar incondicionalmente o seleccionador e os jogadores escolhidos e desejar-lhes a melhor sorte para o Mundial. No final da competição, os resultados da selecção ditarão se as opções de Scolari foram ou não as mais acertadas. Até lá, pedem-se tréguas.

domingo, maio 14, 2006

Marcel permanece na Luz


Quando se pedia que marcasse, não marcou. Agora que não era preciso, marcou 2 golos. José Veiga teima em reconhecer-lhe capacidades para singrar no Benfica. O clube vai assim estourar 2 milhões de euros para comprar o jogador. O F.C. Porto, por menos que isso, aprestou-se a comprar Adriano, esse sim um goleador. Uns acertam nas contratações, outros não aprendem com os erros cometidos. É nestes pormenores que tem residido a diferença entre F.C. Porto e Benfica.

Quaresma fora da selecção principal

Quaresma não vai ao Mundial e Pinto da Costa está fulo. Diz mesmo que se fosse ele que mandasse há muito que Scolari não estava na selecção. Segundo ele, a perca do título europeu para a Grécia só revela o desastre que o brasileiro é como treinador. Esqueceram-se de lhe perguntar porque então não despediu Co Adriaanse quando este perdeu com o Artmedia.
Na minha opinião, Scolari tomou a decisão certa ao não convocar Quaresma. Em primeiro lugar porque para o lugar dele, Portugal tem C.Ronaldo, Figo, Simão e Luís Boa Morte, o que não deixaria espaço para o jogador portista. Acresce que Quaresma tem mostrado ao longo dos tempos que apenas consegue fazer boas exibições no campeonato português. Quando em compita com as equipas europeias, as suas exibições têm sido medíocres. Toda a gente sabe disto. Só Pinto da Costa parece não querer ver.

sábado, maio 13, 2006

Eriksson retorna ao Benfica?

Começo a ter o pressentimento de que a velha dupla Eriksson/Toni, voltará a reunir-se para treinar o Benfica. A confirmar-se, confesso que não fico muito entusiasmado com a possibilidade. Não que o sueco seja um mau treinador, longe disso, mas o que é verdade é que há muito que Eriksson não apresenta resultados condizentes com o seu prestígio. Aliás, na sua carreira os títulos não abundam, não se percebendo muito bem o porquê de ser considerado um treinador de top. É sobretudo um gentleman, e é isso que o faz granjear simpatias que o vão mantendo no topo das preferências dos adeptos.
De todos os treinadores até agora ventilados para o Benfica, o nome que mais me seduz é o de Scolari. Carismático, tem um grande ascendente sobre os jogadores - que o adoram - e a sua forte personalidade impõe respeito. Conhece bem a realidade do futebol português - o que é uma vantagem relativamente a outros treinadores de quem se fala -, além de que, a sua carreira está recheada de bons resultados, o que atesta a sua qualidade como treinador.
Independentemente da minha preferência, sou daqueles que pensam que, mais importante que a figura do treinador, o que realmente faz a diferença é o plantel que se tem ao dispor. Co Adriaanse provou isso mesmo. Nunca tendo conquistado um título na sua carreira, chegou ao Dragão, viu e venceu. E porquê? Tão simplesmente, porque teve às suas ordens o melhor conjunto de jogadores em Portugal. Por isso ganhou. Quem joga são os jogadores e não os treinadores. São aqueles que fazem a diferença e não estes. Quem ganha títulos são as equipas que melhor plantel possuem. Não é por acaso que por essa europa fora, seja qual for o país que consideremos, as equipas que lutam por títulos são sempre as mesmas.
Dito isto, aquilo que mais deve preocupar os dirigentes encarnados para a próxima época, é a construção do plantel. É fundamental que sejam adquiridos jogadores de qualidade comprovada e que não se repitam os erros deste ano, principalmente os cometidos em Janeiro. Sem jogadores capazes, bem que podem contratar o melhor treinador do mundo que os resultados não vão ser os desejados. É tempo de no Benfica se deixar de crucificar treinadores todas as temporadas.

quinta-feira, maio 11, 2006

Laurent Robert de saída

O plantel encarnado vai, como todos sabemos, sofrer alterações. Obviamente, haverá entradas e saídas. O primeiro a sair parece ser Laurent Robert que terá o Glasgow Rangers interessado nos seus serviços. O próprio jogador já confirmou ter falado com o treinador do clube escocês, Paul Le Guen, e está entusiasmado com essa possibilidade. Não será só ele, com certeza. Os adeptos encarnados e os próprios dirigentes estarão por certo a rezar, para que os escoceses confirmem o interesse. Nem que seja de borla. É que este francês em nenhum momento justificou a sua contratação, nem mesmo quando marcou o golo ao F.C. Porto. Foi um indesculpável erro de casting e há que despachá-lo à primeira oportunidade. Ainda hoje estou para perceber o que viram neste jogador para irem buscá-lo ao Portsmouth. Convinha que José Veiga explicasse. Nem que seja num futuro livro de memórias.

terça-feira, maio 09, 2006

A saída de Koeman

A saída de Koeman acaba por ser previsível apesar das juras de ambas as partes – treinador e direcção – de cumprirem o contrato. Após a eliminação da Liga dos Campeões e dos maus resultados que se seguiram na competição indígena, não esquecendo as péssimas exibições, começou a verificar-se que Koeman não tinha condições de continuar na próxima época. Ao Benfica interessava-lhe que fosse o holandês a roer a corda para fugir ao pagamento de uma indemnização. Foi o que sucedeu e aparentemente todos ficaram satisfeitos. Koeman já dava mostras de alguma desmotivação, como se podia depreender em algumas das suas declarações, e os dirigentes encarnados aperceberam-se que já não havia grande margem de manobra para o técnico continuar na Luz, dado que este tinha a imgam bastante desgastada perante os adeptos. Estes queriam a sua saída e caso as coisas não corressem bem na próxima temporada – a eliminação na pré-eliminatória da Liga dos Campeões, p.ex. – os dirigentes encarnados teriam muita dificuldade em salvar a face.
Como já tenho escrito em posts anteriores, não sou apologista de se trocar de técnico a cada temporada que passa. Um novo técnico implica sempre começar tudo de novo e se este for estrangeiro esta verdade torna-se ainda mais evidente. A história está aí para nos contar, o quanto o Benfica tem sido prejudicado com esta sucessiva mudança de treinadores. Já nem me recordo da última vez em que um treinador permaneceu na Luz por mais do que uma época. Infelizmente a cultura desportiva que impera no futebol português é a de que, treinador que não vença, tem imediatamente o seu cargo em perigo que raramente não acaba em destituição. Gostava que o meu clube banisse de vez esta prática mas já se viu que isso é pouco provável. Os dirigentes querem ficar bem vistos aos olhos dos adeptos e como estes não toleram treinadores perdedores, os primeiros não resistem em fazer-lhes a vontade mesmo que, em alguns casos, tenham a noção de que não estão a tomar a decisão correcta. Nestas alturas há que salvar o corpinho e os dirigentes preferem correr com o treinador, antes que sejam eles próprios os sacrificados. É uma forma muito nacional de aligeirar responsabilidades.
Nos próximos dias não faltarão nas primeiras páginas dos jornais nomes de hipotéticos treinadores para o Benfica. Aliás, já começaram a circular o nome de alguns. Erickson, Carlos Queiroz, Scolari e até o próprio Camacho. Provavelmente nenhum destes será. Uma coisa é certa: o próximo treinador não vai ter tarefa fácil. É ano de Mundial e vários jogadores iniciarão a época muito desgastados. Ainda por cima, tem a pré-eliminatória da Liga dos Campeões pouco depois do início dos trabalhos. A isto acresce a impaciência dos adeptos que não admitem outro cenário que não seja ver o Benfica campeão na próxima época. Espero é que os dirigentes assumam as suas responsabilidades e tenham consciência de que este plantel precisa de muitos retoques, mas de qualidade. Se é para irem buscar jogadores de qualidade duvidosa é bem melhor ficarem quietos. É que desses temos lá bastantes que dificilmente conseguiremos colocar noutros clubes a troco de dinheiro. Seguramente, alguns deles, ninguém os quer. Nem dados!

segunda-feira, maio 08, 2006

Balanço final da Superliga

F.C. Porto – Comandou a competição praticamente durante toda a época, foi a equipa que melhor futebol praticou, pelo que a conquista da Superliga não oferece a mínima contestação. Apesar de contestado, Co Adriaanse conseguiu levar a água ao seu moinho e, pela primeira vez na sua carreira, alcança um título. De negativo, registe-se a péssima prestação europeia.

Sporting – A certa altura, chegou a prever-se uma época desastrosa, mas com Paulo Bento no comando, os leões souberam dar a volta ao texto e graças a uma excelente 2ª volta, estiveram a um passo de conquistar o título. Ainda assim, asseguraram a sua presença na próxima edição da Liga dos Campeões o que não deixa de ser uma conquista significativa.

Benfica – Época para esquecer se exceptuarmos a excelente carreira na Liga dos Campeões. A nível nacional a equipa nunca se encontrou, as exibições deixaram sempre muito a desejar e a maioria das contratações foram um flop.

Sp. Braga – Mais uma excelente temporada dos bracarenses. Não se percebe, por isso, a não continuidade de Jesualdo Ferreira. Não fosse a saída de jogadores importantes no decorrer da época e talvez o Sp. Braga tivesse entrado na discussão do título.

Nacional – À semelhança dos bracarenses também os nacionalistas fizeram uma excelente época. Alcançaram a Europa e, tal facto, é merecedor dos maiores elogios. Só é pena terem um presidente da estirpe de Rui Alves.

Boavista – Chegaram a ter praticamente assegurada uma presença na Taça UEFA, mas ao não vencerem nenhum dos últimos dez jogos, deitaram tudo a perder. Este facto deve valer a não continuidade de Carlos Brito para a próxima época.

U.Leiria – Após a chegada de Jorge Jesus, o U.Leiria encarrilou e acabou por alcançar um lugar a que nos habituou.

V.Setúbal – Com uma 1ª volta de grande nível, os sadinos amealharam os pontos necessários que lhe permitiram ter uma época descansada. Ainda conseguiram chegar à final da Taça de Portugal e asseguraram uma entrada na Taça UEFA. Melhor do que isto era difícil.

E.Amadora – Com um orçamento reduzido e uma aposta em jogadores emprestados, os amadorenses não tiveram grande dificuldade em assegurar a manutenção.

Marítimo – Uma temporada sofrida, onde o espectro da descida chegou a estar no horizonte. Com a entrada de Ulisses Morais as coisas resolveram-se pelo melhor, embora o lugar alcançado fique aquém do que é habitual no clube madeirense.

P.Ferreira – Fez um campeonato dentro das suas possibilidades. Com a corda na garganta até à derradeira jornada, conseguiu assegurar a manutenção num jogo frente ao Benfica, o que constitui uma prova inequívoca da qualidade dos seus jogadores.

Gil Vicente – Chegou a estar com os dois pés na 2ª Liga, mas Carlitos e seus pares conseguiram, numa ponta final brilhante, assegurar a manutenção.

Naval – Ao descerem quatro, tudo indicava que a Naval seria um desses clubes. Afinal os figueirenses sempre acabaram por se manter nem que para isso tivessem que apostar em três (!) treinadores. Aprígio Santos, dos poucos presidentes que tem sempre as contas em dia, está de parabéns.

Académica – O sofrimento habitual. Umas vezes desce, outras aguenta-se. Esta temporada safou-se mesmo à justa.

Belenenses – Ninguém pensaria que a descida iria acontecer. De entre os aflitoa era aquele que na derradeira jornada tinha mais hipóteses de se manter na Superliga. A conjugação dos resultados empurrou-o para a Liga de Honra. Uma lástima para um clube com o historial do Belenenses.

Rio Ave – No início da época era um dos candidatos à descida. Não a conseguiu evitar apesar do esforço que fez para permanecer.

V.Guimarães – Foi a grande desilusão da época. Pela primeira vez no seu historial enfrenta uma descida de divisão. Os adeptos vimaranenses, por certo, ainda não acreditam no que lhes calhou em sorte. Que volte depressa ao convívio dos grandes é o que eu lhe desejo.

Penafiel – Bem cedo desistiu de lutar. Assim sendo, a descida à Liga de Honra é um castigo justo pelo que não fizeram ao longo da temporada.

A derradeira jornada

O facto mais saliente da derradeira jornada da Liga tem haver com as descidas do V.Guimarães e do Belenenses. Que me lembre é a primeira vez que dois históricos do nosso futebol caem na 2ª Liga em simultâneo. Pessoalmente, custa-me ver estes dois clubes arredados da Superliga até porque são emblemas com grandes pergaminhos no futebol lusitano. Mas é assim o futebol. A bola é redonda e, por vezes, situações como esta podem acontecer. Desejo, no entanto, que tenham uma estadia curta pela Liga de Honra e que daqui a um ano voltem ao convívio dos grandes.
Na luta pelo 2º lugar aconteceu o esperado. O Sporting conseguiu o desejado acesso directo à Liga dos Campeões, enquanto o Benfica terá de disputar a pré-eliminatória. Os encarnados comprovaram ontem em Paços de Ferreira o mau momento que vinham atravessando. Fizeram mais um jogo para esquecer e provaram à saciedade que há naquele plantel muita falta de qualidade. Por certo, os dirigentes encarnados têm noção das carências da equipa e só espero que para a próxima época façam as escolhas certas e não repitam os erros desta temporada.

sábado, maio 06, 2006

Promessas e mais promessas

Na sua viagem pelos Estados Unidos para promover o kit de sócio, LFV anuncia profundas alterações no futebol encarnado e promete que saberá responder aos anseios dos adeptos, dando-lhes grandes alegrias. É mais forte do que ele. O homem não consegue estar calado, não resiste à tirada populista, não lhe bastando a experiência da época passada em que nos foram prometidas contratações sonantes que afinal não se vieram confirmar. Os benfiquistas não gostaram e, acima de tudo, não gostaram de se ver ridicularizados pelos simpatizantes dos nossos rivais. Não estando em causa o excelente trabalho que tem desempenhado à frente dos destinos do clube, em especial na vertente financeira, não custa reconhecer que, no que toca à contenção verbal, o nosso presidente deixa muito a desejar. Mais contenção beneficiava-lhe a imagem e a credibilidade. Assim, corre riscos desnecessários, caso as promessas não se venham a concretizar. Ainda por cima, José Veiga já deu provas de não dar conta do recado.

quinta-feira, maio 04, 2006

A pressão sobre a arbitragem

Soares Franco reafirmou hoje a convicção de que o Sporting vai garantir o acesso directo à Liga dos Campeões. Só espera que a arbitragem de Jorge Sousa seja isenta e de qualidade. Haverá porventura na Europa algum país onde se pressione tanto a arbitragem como acontece por cá? Não acredito que haja. É impressionante verificar que não há jornada em que não se fale dos árbitros. Sejam dirigentes, treinadores, jogadores, imprensa e adeptos, tudo malha nos árbitros.

quarta-feira, maio 03, 2006

A história repete-se

Começam as promessas. A época ainda não terminou mas Luís Filipe Vieira já veio a terreiro dizer que o Benfica vai investir forte para a próxima temporada. Adiantou mesmo que, muito brevemente, irá dar uma grande alegria aos benfiquistas. Onde é que já vimos este filme? Tendo em conta as apostas deste ano imaginam-se as trutas que virão para a Luz. Nos próximos dias para além do dossiê treinador veremos nas capas dos jornais os nomes de Rui Costa, Robert Pires, Costinha e outros que tais. Não há pachorra.

terça-feira, maio 02, 2006

Rumores na imprensa holandesa

Nos próximos dias vamos ter seguramente a novela "Koeman vai ou fica". Bastou para tanto que um jornal holandês noticiasse que o PSV está interessado nos seus serviços, para nos media e na blogosfera se começar a dissertar sobre o assunto. Nos blogues benfiquistas há já quem vá acendendo uma velinha na esperança de ver o holandês pelas costas. Eu por mim vou aguardar serenamente o desenlace da novela. Até porque sou daqueles (bem poucos por sinal) que não vêem na figura do treinador, o principal responsável pela má prestação no campeonato.

segunda-feira, maio 01, 2006

Ainda há esperança

O Benfica limitou-se a jogar q.b. para vencer o V.Setúbal. Koeman voltou a introduzir um esquema de três centrais, tendo o colectivo revelado dificuldades em implementá-lo. Os jogadores não estão habituados a jogar neste sistema, os automatismos não estão criados e, por isso, a qualidade de jogo ressente-se. Se em termos ofensivos as coisas não estiveram bem, no capítulo defensivo o Benfica não cometeu erros, até porque o V.Setúbal foi sempre uma equipa macia, dando a impressão que os seus jogadores já estão com a cabeça na final da Taça.
O objectivo do 2º lugar está agora mais longe depois da vitória do Sporting em Vila do Conde. Só um tropeção frente ao Sp. Braga, poderá dar a possibilidade de os encarnados terem acesso directo à Liga dos Campeões. Façamos votos para que o benfiquista Jesualdo Ferreira nos dê essa alegria.
No fundo da tabela a luta pela despromoção está escaldante. Penafiel há muito que desceu. V.Guimarães e Rio Ave, só um milagre os pode salvar. Falta encontrar a 4ª equipa que os acompanhará à Liga de Honra. Estão assim reunidas as condições para uma derradeira jornada fértil em emoções.

quarta-feira, abril 26, 2006

Koeman fica

A maioria dos adeptos encarnados não ficará muito satisfeita com a revelação de José Veiga, ao garantir que Koeman continuará como treinador encarnado na próxima época. Cai assim por terra a ideia veiculada por alguma comunicação social de que a permanência do holandês estaria dependente do acesso directo à Liga dos Campeões. Desta forma a saída só acontecerá por iniciativa de Koeman. Não se tratando de um treinador que me encha as medidas - longe disso - a verdade é que não me parece que a vinda de um novo treinador trouxesse algo de substancial ao futebol encarnado. As experiências anteriores comprovam isso mesmo. O holandês tem a vantagem de já estar identificado com o futebol português e esta não é uma questão de somenos. Claro está que na próxima temporada terá menos margem de manobra relativamente aos maus resultados. Um eventual afastamento na pré-eliminatória da Liga dos Campeões será, estou certo, o canto do cisne do holandês.

segunda-feira, abril 24, 2006

A montanha pariu um rato

A TVI noticiou esta noite que Pinto da Costa, Jacinto Paixão, Reinaldo Teles, António Garrido e António Araújo, arguidos no âmbito do processo «Apito Dourado», foram ilibados pelo Ministério Público, que mandou arquivar o processo relativo ao jogo FC Porto-Estrela da Amadora.

Mais um percalço

Empate na Madeira com sabor a derrota. Nos primeiros 45', o Nacional superiorizou-se a um Benfica em ritmo de treino. Na 2ª parte, os jogadores encarnados arregaçaram as mangas e cedo chegaram à vantagem. Tiveram ainda a possibilidade de sentenciar a partida, mas a azelhice de Manduca assim não o permitiu. Já perto do fim, lá consentimos o empate em mais um lance de bola parada e em que a culpa vai inteirinha para Koeman (?!) que se esqueceu de marcar o central nacionalista (estava no banco quando a sua obrigação era estar na área a ajudar os seus jogadores).
Valeu que o Sporting não fez melhor no seu jogo frente à Naval, pelo que o 2º lugar ainda está ao alcance dos encarnados. A receita é simples: vencer os dois jogos e esperar que os leões percam 3 pontos, nos confrontos que têm com o Rio Ave e Sp. Braga. Não me parece é que Liedson & Companhia estejam afim de nos dar essa alegria.

domingo, abril 23, 2006

F.C. Porto campeão

A duas jornadas do fim já temos campeão. O F.C. Porto conquista o 13º título nos últimos 20 anos. Convenhamos que é obra. Co Adriaanse, criticado várias vezes ao longo da época, conseguiu levar a água ao seu moinho e fazer valer o sistema 3:5:1. E ainda pode fazer a "dobradinha". Como ponto negativo, a carreira na Europa que foi miserável.

sábado, abril 22, 2006

V.Guimarães com um pé na Liga de Honra

O V.Guimarães poderá ter hipotecado definitivamente a sua pretensão de permanecer na 1ª Liga, após o empate de ontem à noite frente ao Boavista. Nas duas jornadas que faltam terá de somar impreterivelmente 6 pontos e, mesmo assim, não é certo que os 40 pontos sejam suficientes para evitar a descida. Ainda por cima, quando um desses jogos é frente ao F.C.Porto e na casa deste. A acontecer, esta descida, constituirá uma página negra no historial dos vimaranenses que nunca até hoje provaram tal dissabor. Que volte depressa ao convívio dos grandes é o nosso desejo. Um clube com esta dimensão não pode estar afastado da principal competição do futebol português.

quarta-feira, abril 19, 2006

Luta pela manutenção

Tudo aponta para que as três derradeiras jornadas da Liga Betandwin venham a ser escaldantes. Especialmente no que toca à luta pela manutenção. Prevêem-se resultados surpreendentes e, ou muito me engano, ou a verdade desportiva vai ser adulterada. O último jogo Sp.Braga vs Paços de Ferreira foi só um pequeno exemplo do que vai acontecer. Por esta altura, os jogos de bastidores devem ser mais que muitos. Os menos capacitados neste jogo de influências, provavelmente, irão pagar caro essa limitação. Quem irá descer? Aceitam-se prognósticos.

Nem tudo está perdido

Para aqueles que pensam que o Benfica perdeu tudo fiquem sabendo que o Glorioso ainda está em três frentes:


Em frente ao Colombo;

Em frente ao Mediamarkt;

Em frente à Repsol.

terça-feira, abril 18, 2006

Verdade desportiva adulterada

O lance do 2ºgolo do Paços de Ferreira, ontem em Braga, é simplesmente vergonhoso. Como é que o árbitro auxiliar, a poucos metros da bola, não consegue ver que esta tinha ultrapassado a linha final? É que estamos a falar de, pelo menos, 20 centímetros. É por estas e por outras que os árbitros portugueses não se livram da fama de corruptos. Errar é humano. Todos os árbitros erram. Mas os nossos erram em demasia. E, por vezes, dão a sensação que erram premeditadamente.

domingo, abril 16, 2006

Vitória feliz

Num campo onde já não ganhávamos há 10 épocas, a vitória de hoje foi importante no que toca ao objectivo do 3ºlugar. Só uma hecatombe poderia permitir que o Sp. Braga nos ultrapassasse na classificação.
Ganhámos, mas, mais uma vez, não convencemos. Aliás, esta é uma situação que se tem repetido com demasiada frequência ao longo da temporada. Por vezes ainda tenho a ilusão de que algumas mudanças na equipa possam trazer melhorias, mas cedo chego à conclusão que jogue A ou B, C ou D o nível exibicional é sempre o mesmo. Exemplo do que acabei de dizer é o caso de Karagounis: já deu para perceber que o grego só rende quando entra nas segundas partes; quando entra de início é certo e sabido que o seu rendimento é sofrível. Miccoli é outro elemento que tarda em justificar o seu valor: esconde-se do jogo, raramente toca na bola e quando a tem em seu poder é pouco mais do que inconsequente (ainda estou para perceber o que o leva a ter tantos admiradores entre os adeptos benfiquistas). Outro exemplo é Manduca: tem técnica apurada, mas é muito lento e parece estar sempre em défice físico. E poderíamos continuar, porque exemplos não faltam para confirmar a minha tese.
No jogo desta noite os primeiros 45' foram tempo perdido: muita luta, muito empenho mas muito pouca inspiração em ambas as equipas. Na 2ª parte só começou a haver algum futebol depois do auto-golo de Tiago. Mesmo assim, o Benfica continuou a revelar as habituais dificuldades na transição defesa-ataque, perdendo sistemáticamente a bola ao fim de dois ou três passes. Nem mesmo quando o Boavista ficou reduzido a 10 jogadores houve melhorias substanciais no capítulo do passe. Já repararam que os nossos jogadores não conseguem jogar ao 1º toque? Parece incrível mas é verdade!
Enfim, depois de um jogo sensaborão valeram os três pontos conquistados que, de modo algum, escondem a má exibição encarnada. E como o Sporting patinou na Reboleira, não faltarão por aí alminhas pensando que ainda vamos chegar ao 2º lugar.

sexta-feira, abril 14, 2006

F.C.Porto e Beleneneses vencem

O F.C. Porto deu hoje mais um passo importante na direcção do título. A faltarem três jornadas para o final, não é crível que os azuis-e-brancos deixem fugir a oportunidade de se tornarem campeões.
Por sua vez, o Belenenses conquistou três importantes pontos na sua luta pela manutenção, numa vitória justa que, inclusivé, poderia ter sido mais dilatada. O V. Setúbal foi uma equipa simpática, amorfa, dando a impressão que os seus jogadores já têm o pensamento na final da Taça. O facto mais saliente da partida, foi o hat-trick de Meyong que o coloca no topo da lista dos melhores marcadores e com grandes possibilidades de arrecadar a Bola de Prata.

terça-feira, abril 11, 2006

Palermo interessado em Miccoli

Miccoli tem dito que gostaria de continuar no Benfica embora não desdenhe um regresso a Itália. Interessados no seu concurso não faltarão com certeza, já que o jogador tem crédito naquele país. O Palermo é o primeiro a chegar-se à frente. Tendo em conta o seu rendimento, não me parece que seja um bom acto de gestão o Benfica exercer o direito de opção. Cinco milhões de euros é uma verba avultada e no plantel encarnado existem necessidades bem mais prementes. Apresentado no início da época como um reforço de luxo, o italiano ficou muito aquém das expectativas. E as frequentes lesões não explicam tudo. Acontece que Miccoli está bem longe de apresentar os predicados que muita gente lhe credita. Para mim, é mais um "bluf" no plantel encarnado.

segunda-feira, abril 10, 2006

Vergonhoso

Este é o termo correcto para definir a falta de profissionalismo dos jogadores encarnados, na 1ª parte do jogo desta noite frente ao Marítimo. Infelizmente, esta situação tem ocorrido várias vezes ao longo da época com os resultados que se conhecem. É exasperante ver os encarnados a não correrem, a não se entregarem à luta, limitando-se a esperar que um golo caia do céu sem que para isso se esforcem um mínimo. Este facto é inadmissível e devia merecer da parte dos dirigentes, medidas enérgicas, por forma a erradicar de vez tais comportamentos. Independentemente da duvidosa qualidade futebolística de muitos deles, o que é certo é que são pagos a peso de ouro, vestem uma camisola gloriosa e por isso têm a obrigação de dignificar o clube que representam.
Esta corja de maus profissionais esquece-se que ainda faltam quatro jornadas, sendo que três delas são fora de casa, e que o terceiro lugar tem de ser assegurado custe o que custar (valeu que o Sp. Braga acabou por perder em Setúbal e a vantagem aumentou para seis pontos; ainda assim os bracarenses ainda não estão arredados da luta). O Benfica tem absoluta necessidade de estar na Liga dos Campeões na próxima temporada. Haja alguém que meta isto na cabeça dos jogadores porque parece que, alguns deles, ainda não se consciencializaram desse facto. Koeman bem tem tentado alertá-los. Mas começa a ser visível que muitos deles o que querem é ver o treinador fora da Luz, tão moucos têm sido aos alertas do holandês. Esquecem-se que eles próprios têm muito a perder ao ficarem de fora da principal competição europeia de clubes. Além disso, exceptuando Trapattoni ( criticado pela maioria dos adeptos e comentadores desportivos), todos os outros técnicos que têm passado pela Luz nos últimos 15 anos não ganharam nada, apenas 2 ou 3 Taças de Portugal, o que para um clube como o Benfica, é o mesmo que zero.
Curiosamente, os adeptos têm andado iludidos ao longo de todos estes anos. E mais iludidos ficaram, depois da excelente campanha na Liga dos Campeões. Consideram eles, que o simples facto de termos eliminado equipas consagradas, é motivo de sobra para darmos cartas na Liga portuguesa, porque aqui confrontamo-nos com adversários bem mais frágeis. Ora esta análise é deveras falaciosa, pois estamos perante realidades completamente distintas. Enquanto na Europa jogámos habitualmente em contra-ataque - sistema que está mais de acordo com as características dos nossos jogadores – em Portugal, as equipas que jogam contra nós, fecham-se no seu meio-campo, o que nos obriga a jogar em ataque continuado, sistema de jogo em que nós revelamos grandes dificuldades, pela simples razão de que nos faltam jogadores para jogar dessa forma. E como os resultados não aparecem há que justificar os insucessos atirando as culpas para cima do treinador, quando os principais destinatários deveriam ser os dirigentes que têm construído plantéis sem condições para podermos ombrear com os nosso rivais. E muitas das vezes o problema nem tem sido a falta de capacidade financeira. A questão reside antes, na falta de “olho” que os dirigentes têm revelado no capítulo das contratações. Do meio-campo para a frente, o desacerto tem sido a palavra de ordem. Raramente temos acertado nestes sectores. Entre simpatizantes e “especialistas da bola”, anda meio-mundo a dizer, que o Benfica tem um excelente plantel e que só não obtém resultados porque o treinador é uma besta. Sinceramente gostava que estas almas me explicassem onde é que vêem esta aparente qualidade. É que domingo a domingo, tenho-me esforçado por perceber, e não consigo vislumbrar, onde reside a tão apregoada capacidade futebolística no plantel encarnado. Ora o que eu vejo são equívocos atrás de equívocos. Nem vale a pena citar nomes porque eles saltam à vista de qualquer um. Se, pelo contrário, ainda vai havendo quem pense que há no plantel do Benfica, matéria prima suficiente, para que o clube lute pelos objectivos a que se propõe, e que a solução está na mudança do treinador, então parece-me que vão continuar a ter muitas desilusões no futuro. Só espero que os altos dirigentes encarnados não perfilhem desta análise. Para bem do clube.

domingo, abril 09, 2006

F.C. Porto campeão

E pronto. Está encontrado o campeão. Após a vitória desta noite o F.C. Porto já pode encomendar as faixas, pois não é crível que vá desperdiçar 6 pontos nas derradeiras quatro jornadas. O Sporting mais uma vez morreu na praia. E não se pode queixar da arbitragem (não cometeu erros técnicos; porventura terá exagerado no capítulo disciplinar). Perdeu por culpa própria, num jogo equilibrado, embora tenham pertencido ao F.C. Porto as melhores oportunidades de golo, acabando assim por justificar a vitória. Resta agora ao Sporting tentar manter a 2ª posição no campeonato, umas vez que todos os outros objectivos caíram por terra.

P.S. - A música "Barcelona" na instalação sonora de Alvalade, antes do início do jogo, foi um acto de manifesto mau gosto que em nada enobrece o Sporting. Antes pelo contrário.

sexta-feira, abril 07, 2006

Sem ovos (dinheiro) não se fazem omeletes (grandes equipas)

O Manchester United arranjou um patrocínio para as suas camisolas no valor de cerca de 16 milhões de contos. É muito dinheiro! Ainda querem as melhores equipas portuguesas singrar na Europa. De que forma? Enquanto o dinheiro não cair do céu tal é impossível.

quinta-feira, abril 06, 2006

Eliminação anunciada

Um Barcelona a meio-gás foi o suficiente para eliminar o Benfica. No cômputo dos dois jogos o Barcelona foi sempre superior e por isso merece a passagem às meias-finais. Os encarnados voltaram a evidenciar neste jogo a grande limitação do seu futebol: carências efectivas ao nível da construção de jogo. Não me canso de repetir isto, porque entendo que esta lacuna tem sido a principal responsável pelos inêxitos desta época. Hoje em dia, no futebol moderno, é fundamental que as equipas sejam construídas com jogadores que não só saibam defender, mas que também saibam construir jogo ofensivo. E no Benfica esses jogadores não existem. Petit, Manuel Fernandes e Beto são bastante bons nos aspectos defensivos, mas não são capazes de fazer transporte de bola. Eles próprios têm consciência dessa sua limitação, ao esconderem-se frequentemente do jogo, por forma a não assumirem a responsabilidade nas transições defesa-ataque. Quando são obrigados a fazê-la, sucedem-se os maus passes e as dificuldades no controlo de bola. Os dois golos do Barça surgiram como consequência de percas de bola que não são admissíveis em alta competição. E foram estes erros que nos colocaram fora da Europa.
Para o Benfica a época praticamente chegou ao fim. Resta-nos a luta pelo 3º lugar no campeonato interno para, pelo menos, ainda podermos sonhar com uma presença na Liga dos Campeões na próxima época. Alcançado esse objectivo há que estruturar um plantel que nos dê garantias de melhores resultados. É na construção do plantel que os dirigentes encarnados têm cometido erros de palmatória. Já o disse e volto a repeti-lo: seja qual for o treinador na próxima época, com este plantel, o Benfica não vai a lado nenhum. Desiludam-se aqueles que pensam que o actual plantel encarnado tem possibilidades de poder ombrear com o Sporting e o F.C. Porto. Não tem. Basta tão só que comparem os meio-campos das três equipas para verificarem que a razão está do meu lado.

quarta-feira, abril 05, 2006

Barcelona - Milan em final antecipada

As equipas italianas costumam ser bafejadas pela sorte. Ontem mais uma vez isso voltou a acontecer: já nos últimos minutos e com a eliminatória aparentemente perdida, o Milan consegue dois golos que afastaram os franceses do Lyon. O adversário que se segue é o Barcelona numa eliminatória que se prevê bastante equilibrada e em que o vencedor será, muito provavelmente, o novo campeão europeu.

domingo, abril 02, 2006

O drama do futebol encarnado

Alguns dirão que foi do cansaço provocado pelo jogo de 3ª feira. Outros dirão que o Benfica entrou em economia de esforço por causa do jogo em Barcelona. Na minha opinião não foi nem uma coisa nem outra. A péssima exibição dos encarnados na 2ª parte no Restelo, deve-se, fundamentalmente, à falta de classe de grande parte dos seus jogadores. Com jogadores pouco evoluídos tecnicamente, o Benfica não consegue fazer circulação de bola perante a pressão exercida pelos adversários. Ao fim de dois ou três passes, a bola é perdida invariavelmente por deficiências de ordem técnica. E o problema não é de Koeman. Seja qual for o treinador do Benfica, este problema vai sempre subsistir enquanto não se contratarem os jogadores certos. É de jogadores criativos que o Benfica precisa e é na área do meio-campo que esta necessidade se faz sentir com mais premência. Na zona central só Karagounis consegue fazer transporte de bola. Ora uma equipa que luta por vencer nas provas em que participa não pode ter este tipo de lacunas. Lacunas essas que permitem perceber a diferença entre o futebol praticado pelo Benfica, comparativamente com o dos rivais, F.C. Porto e Sporting. Estes têm um plantel bem mais apetrechado e por isso discutem o título entre si. No futebol não há milagres. E num campeonato onde sai premiada a equipa mais regular a qualidade dos jogadores é determinante. Atirar para cima dos árbitros e do treinador a culpa do insucesso deste época, é não querer ver aquilo que salta à vista de todos aqueles que percebem minimamente de futebol.

quarta-feira, março 29, 2006

Ninguém pára o Benfica



Os benfiquistas não gostam, mas há que ter sentido de humor e convenhamos que esta até tem a sua graça.

Empate lisonjeiro

Definitivamente os deuses continuam connosco neste Liga dos Campeões. Não me recordo de nenhum jogo em que o Benfica tivesse a possibilidade de chegar ao final da 1ª parte com cinco ou mais golos encaixados. Foram oportunidades clamorosas de golo em que o mais difícil era não concretizar, mas mesmo assim os jogadores do Barcelona conseguiram desperdiçá-las. Bem sei que nalgumas delas o mérito vai todo para Moretto que a defender fez uma exibição absolutamente espantosa (em contrapartida, foi uma lástima a jogar com os pés).
O Benfica entrou muito mal na partida. E não foi só uma questão de nervos, foi também a comprovação das deficiências técnicas dos seus jogadores que face à grande pressão exercida pelo Barcelona rapidamente perdiam a bola, exactamente porque lhes faltava arte e engenho para a manterem na sua posse. E como sem bola não se consegue atacar, o Benfica limitou-se nos primeiros 45’ a tentar dificultar as acções ofensivas do adversário, ainda que, neste capítulo, os encarnados se mostrassem muito pouco eficientes tantas foram as possibilidades que o Barcelona teve para marcar. Em resumo: na 1ª parte o que não faltou ao Benfica foi sorte, muita - mas mesmo muita - sorte!
Para a 2ª parte Koeman tirou L.Robert – que mais uma vez não “esteve” em campo – e colocou Miccoli. Mas o início da 2ª parte trouxe um Barcelona igual ao do 1ºtempo: avassalador e a falhar duas soberanas ocasiões de golo. A partir daqui o Benfica foi-se soltando e nisso o italiano teve um papel importante, pois conseguiu dar mais profundidade ao futebol encarnado. Aproveitando uma menor pressão do adversário o Benfica conseguiu sair mais vezes para o ataque e, numa dessas vezes, Geovanni teve ensejo de marcar. Pouco depois deu-se a entrada de Karagounis. E foi o grego que veio dar outra substância ao futebol encarnado, permitindo que o Benfica finalmente conseguisse equilibrar o jogo. Aumentámos a posse de bola e com isso começámos a aparecer com maior frequência no meio-campo adversário. Numa dessas jogadas de ataque Simão teve o golo nos pés, mas Valdez soube opor-se com mestria. Pelo caminho o Benfica ainda lhe viu ser negado um claro penalti por mão de Tiago Mota. Até ao final ainda houve algumas jogadas de perigo para ambos os lados, mas o resultado manteve-se inalterável.
No Benfica, destaques para as exibições de Moretto (no melhor e no pior); Ricardo Rocha pela excelente marcação que fez a Ronaldinho, obrigando-o a deslocar-se para o centro do terreno na 2ª parte; Léo que só uma vez deixou fugir Larsson e Beto que foi para mim o melhor jogador encarnado: não só a defender ( Deco que o diga!) como também nas saídas para o ataque, revelando-se o jogador mais esclarecido no pior período do Benfica. Pela negativa L. Robert que não se percebe porque continua a merecer a confiança de Koeman: com ele em campo o Benfica fica claramente enfraquecido; Anderson teve fases de grande tremideira, algo que começa a ser frequente nas suas prestações.
Após este empate o Benfica vê as dificuldades aumentarem substancialmente. Enfrentar a melhor equipa do mundo no seu terreno vai ser uma tarefa gigantesca. Se o nervosismo evidenciado pelos encarnados na Luz foi aquele que se viu, imagina-se o que será em Camp Nou. E em Barcelona só um Benfica personalizado e tranquilo pode acalentar algumas esperanças. Em Liverpool precisávamos de um golo. Em Barcelona vamos precisar de dois no mínimo, porque não acredito que o Barcelona em sua casa marque apenas um golo. O meu pessimismo leva-me a recear uma noite idêntica à de Vigo de tão triste memória para os benfiquistas. Um cenário desses pode muito bem acontecer: basta simplesmente que a protecção divina que tanto nos tem acompanhado nesta Liga dos Campeões, não se repita em Barcelona.

terça-feira, março 28, 2006

Benfica vs Barcelona

Aproxima-se a hora do grande embate. Na altura do sorteio prognostiquei uma eliminatória facilmente decidida a favor do Barcelona. Continuo a pensar da mesma forma. Estou convencido que hoje o Barcelona dará um passo decisivo para estar presente nas meias-finais. No pior das hipóteses conseguirá um empate. Apesar de os espanhóis se apresentarem bastante desfalcados na defesa, não me parece que o Benfica tenha argumentos para levar de vencida o seu opositor. Só uma conjugação de vários factores poderia dar a vitória aos encarnados: estes fazerem um jogo perfeito; o Barcelona estar num dia não e os deuses voltarem a estar do nosso lado como aconteceu frente ao Manchester e ao Liverpool. Não sendo assim, esta eliminatória serve apenas para cumprir calendário.

domingo, março 26, 2006

Vitória importante

Foi mais uma exibição pouco conseguida do Benfica mas que valeu os três pontos, graças a um golo madrugador de Nuno Gomes logo nos primeiros instantes da partida. Esta vitória permite aos encarnados uma maior tranquilidade na luta pelo 3º lugar, uma vez que o Sp. Braga fica agora a uma distância de cinco pontos e em desvantagem relativamente aos encarnados, caso as duas equipas terminem o campeonato empatadas. Na partida de ontem valeram os 15 minutos iniciais, período durante o qual o Benfica dominou a partida a seu bel-prazer, jogando um futebol agradável com os seus jogadores mais adiantados em deambulações constantes o que provocou grandes dificuldades na organização defensiva bracarense. Após este período o Sp. Braga equilibrou o jogo, acertando nas marcações e subindo no terreno, sem no entanto incomodar o último reduto encarnado. Na 2ª parte o Sp. Braga procurou ser mais atrevido mas o Benfica teve sempre o jogo controlado. Os bracarenses só conseguiam chegar a área encarnada em lances de bola parada mas sempre sem qualquer perigo. Após a expulsão de Luis Filipe e a lesão de Paulo Jorge, o Sp. Braga perdeu claramente a iniciativa de jogo. O Benfica passou a ter mais espaços, trocou a bola com tranquilidade sem que, contudo, conseguisse dar profundidade ao seu jogo e criasse oportunidades para dilatar a vantagem. No cômputo geral, podemos dizer que acabou por vencer a equipa mais feliz, num jogo em que as oportunidades de golo não surgiram para qualquer dos lados. A sorte que, tantas vezes, tem fugido ao Benfica, esteve desta vez do seu lado.

sexta-feira, março 24, 2006

Olegário Benquerença sempre tinha razão

Afinal o tão proclamado penalti não existiu. Conforme se pode ver, a bola está fora da área quando toca na mão de Pepe. Perante tão esclarecedora imagem o que dirão os sportinguistas?

quinta-feira, março 23, 2006

Sporting fora da Taça

A Taça de Portugal já era, mas a Liga continua perfeitamente ao alcance do Sporting. Escusadas foram as palavras de Paulo Bento ao atribuir a responsabilidade da eliminação à equipa de arbitragem. Já cheira mal este discurso, tantas são as vezes que os técnicos portugueses a ele recorrem para justificarem as derrotas. Se tivessem a mesma atitude quando são beneficiados assistia-lhes o direito de falarem. Assim não!

terça-feira, março 21, 2006

Bastou um golito

E pronto. Mantorras marcou o golo salvador e logo voltou a ser elevado à condição de estrela. A sua cotação deve ter disparado para valores próximos dos 10.000 euros. Quem deve estar satisfeito é LFV que sempre disse que o angolano era um valioso activo do clube. Agora só falta convencer o seleccionador angolano.

Declarações de circunstância

Simão diz que os jogadores do Benfica continuam com os olhos postos no 1ºlugar. Tem graça que eu também. Farto-me de olhar para o topo da tabela classificativa e, infelizmente, não vejo lá o meu clube. E tenho a certeza que, até ao final do campeonato, continuarei a não vê-lo por lá!

segunda-feira, março 20, 2006

São Mantorras foi a chave

Só em período de descontos o Benfica conseguiu levar de vencida o Rio Ave. E perante aquilo que se passou em campo, nada fazia prever que os encarnados tivessem uma vitória tão sofrida. Fizeram uma exibição agradável e não fora o esbanjamento de uma série de oportunidades claras de golo, o Benfica teria construído um resultado bem mais folgado. Esta inoperância na finalização podia ter deitado tudo a perder. E só não deitou porque o árbitro, por indicação do seu auxiliar, anulou indevidamente um golo limpo ao Rio Ave. Espero que este triunfo venha dar alguma serenidade à equipa, uma vez que na próxima jornada o jogo com o Sp Braga pode ser decisivo na luta pelo 3º lugar. E este é um lugar que de forma alguma podemos deixar fugir.

sábado, março 18, 2006

Excelente recuperação

A Naval está imparável. Nos últimos quatro jogos fez 10 pontos o que não deixa de ser prometedor para a ponta final do campeonato. Esta excelente recuperação permite que os figueirenses sonhem com a permanência no escalão maior do nosso futebol. Embora tenha retirado quatro preciosos pontos ao meu Benfica, não deixo de ter um carinho especial por esta equipa. Fazem da humildade a sua imagem de marca e têm um presidente que é dos poucos que consegue ter os ordenados em dia. Força Naval!

quinta-feira, março 16, 2006

Seriam os sadinos

Se tivéssemos eliminado o V. Guimarães iríamos defrontar o V. Setúbal nas meias-finais da Taça de Portugal, e veríamos os nossos rivais F.C. Porto e Sporting a "comerem-se" um ao outro. As hipóteses de chegarmos à final seriam imensas. Acontece que as coisas são como são e a realidade diz-nos que tal não vai acontecer, porque contra todas as expectativas ficámos pelo caminho. E lá se foi a possibilidade de conquistarmos algo esta época ( a Supertaça não conta). Uma lástima!

Vergonha

A prova de que o Benfica está pelas ruas da amargura reside no facto de Vitor Pontes, que até hoje só tem treinado equipas menores, nunca ter perdido com os encarnados. E não são tão poucos jogos quanto isso. Digam-me lá se isto não é motivo suficiente para um benfiquista que se preze se sentir envergonhado? Eu, pessoalmente, sinto-me indignado.

quarta-feira, março 15, 2006

Quem dá o que pode a mais não é obrigado

Domingo tinha sido o adeus definitivo ao campeonato. Hoje foi a vez de nos despedirmos da Taça de Portugal. Dia 28 iniciaremos a despedida da Liga dos Campeões. Ou seja, acabamos a época cedo e mais uma vez sem glória. Se olharmos para os resultados que conseguimos na última década e meia, temos que convir que estamos dentro da normalidade. O anormal foi termos ganho o campeonato na época passada. Para o ano, como tem sido habitual, vamos recomeçar tudo outra vez: treinador novo, uma catrefada de jogadores de qualidade duvidosa, saída de um ou dois jogadores fundamentais e teremos assim reunidas as condições para mais uma época de inêxitos.
Hoje ficou mais uma vez provado que o plantel encarnado não tem qualidade para discutir títulos. Nos dois últimos jogos quase todos os jogadores encarnados foram chamados a mostrar o que valem, e nem vale a pena entrar em apreciações individuais tão mau foi aquilo que a gente viu. A carreira na Liga dos Campeões iludiu muita gente, menos a mim, que desde há muito contesto a qualidade deste plantel. Do meio-campo para a frente a equipa é uma nulidade absoluta. Só não vê quem não quer. E a breve prazo não estou a ver como vamos resolver este problema. O dinheiro não abunda, o "olho" para as contratações também não. Veremos como José Veiga e LFV irão descalçar esta bota.
P.S. - Para o Barcelona, o jogo frente ao Benfica, vai ser uma brincadeira de crianças!

Koeman de saída

A maioria dos adeptos benfiquistas está mortinho para ver Koeman fora do Benfica. Mas contrariamente àquilo que se possa pensar, não serão os dirigentes encarnados a despedi-lo, mas antes o holandês a pedir para se ir embora. E explico porquê. Com a chegada do Benfica aos quartos-de-final da Liga dos Campeões não faltarão clubes interessados nos seus serviços, e se esses convites vierem de ligas mais atractivas, não me parece que Koeman hesite em sair. Nas suas últimas declarações o técnico holandês começa a dar alguns indícios de que está a preparar a sua saída: críticas à forma como as equipas jogam em Portugal; descontentamento face à atitude dos seus jogadores na Liga portuguesa; troca de galhardetes com LFV a propósito de Mantorras; declarações feitas a um jornal espanhol comentando o jogo com o Barcelona contrariando uma decisão interna. Não sendo um indefectível de Koeman, longe disso, confesso que não me agrada a ideia de ver os técnicos encarnados serem substituídos quase todas as épocas. Os resultados estão aí para provar que esta política não tem sido a mais acertada. E tudo leva a crer que este cenário vai voltar a repetir-se, para gáudio de inúmeros benfiquistas que sempre que a equipa perde pedem a cabeça do treinador. Perder-se um campeonato não significa que o treinador tenha feito uma mau trabalho. Além de que é bom não esquecer que em Portugal há sempre três candidatos e só um pode ganhar. Mas fazer entender isto ao adepto português é uma tarefa condenada ao insucesso. Está enraizado na nossa cultura desportiva e não há volta a dar-lhe.

segunda-feira, março 13, 2006

As desculpas esfarrapadas de José Veiga

José Veiga vem mais uma vez a terreiro, desta feita tentando passar a ideia de que o Benfica está na posição em que está por causa dos árbitros. É um registo que lhe é peculiar sempre que as coisas não correm de feição ao emblema encarnado. Não sei quem é que ele pretende iludir com este tipo de afirmações. Bem sei que há muitos benfiquistas que subscrevem esta posição do dirigente benfiquista. Todos aqueles que vêem e sempre viram o dedo da arbitragem nas derrotas do Benfica. Outros há, que entendem que estas afirmações servem apenas para José Veiga sacudir a água do capote, desviar atenções e não assumir os seus próprios erros, nomeadamente as falhas na construção do plantel que, essas sim, contribuiram e muito, para a prestação menos positiva do Benfica na Liga portuguesa. Confesso que estou curioso em saber o que irá dizer este senhor, quando, no final da época, se fizer o balanço desportivo.

domingo, março 12, 2006

O 3º lugar é agora o objectivo

Tendo em conta o que o Benfica tem feito ao longo do campeonato, o resultado frente à Naval acaba por ser normal. As más exibições sucedem-se em catadupa e inevitavelmente os maus resultados aparecem com naturalidade. A diferença de atitude entre os jogos europeus e os nacionais é gritante, não se percebendo a falta de vontade que os jogadores denotam nas partidas do campeonato. Esta noite até à expulsão de Franco os encarnados não fizeram absolutamente nada. Foram uma nulidade completa. Não correram, não lutaram, limitaram-se a deixar correr o tempo à espera que um golo caísse do céu. Só nos últimos 30' é que os jogadores se empertigaram e tentaram fazer alguma coisa para ganhar o jogo. Mas aí falou mais alto a azelhice de alguns jogadores ao falharem clamorosas oportunidades de golo que de forma alguma podem ser desperdiçadas. A arbitragem também não ajudou ao não marcar um clamoroso penalti a favor do Benfica, mas a verdade é que jogar contra 10 jogadores durante 30' minutos e perante uma equipa claramente inferior, não nos podemos desculpar com erros de arbitragem por muito que eles tenham existido. Não é por culpa dos árbitros que não estamos à frente do campeonato. O problema reside, como reconhece o próprio Koeman, na grande dificuldade que o Benfica tem em jogar contra equipas que assentam o seu futebol numa defesa porfiada. E tem dificuldade, digo eu, porque o plantel está carenciado de jogadores que construam jogo, que criem desiquilíbrios no meio-campo a que se junta a falta de avançados com poder de finalização. Somos uma equipa que tem no contra-ataque a sua principal arma, mas que manifesta enormes dificuldades em jogar em ataque continuado. E com este handicap muito dificilmente poderemos aspirar a ganhar uma Liga, onde a maioria das equipas joga fechada no seu meio-campo. Não é por acaso que F.C. Porto e Sporting vão à frente. São eles que discutem o título, porque do meio-campo para a frente são as equipas com mais qualidade.
Este final de época vai ser muito melindroso para o Benfica. É bom que os jogadores tenham consciência que o 3º lugar tem de ser conquistado a todo o custo, porque só assim podemos chegar à Liga dos Campeões. E isso não vai ser fácil, dado que o Sp. Braga aparece bastante determinado a lutar pelo mesmo objectivo.