Os jogadores do Espanhol lá vão dizendo que amanhã vão jogar como se de uma final se tratasse. Ou seja, vão jogar com a pica toda e comerão a relva se for preciso. Não tenho sobre isso a menor dúvida. A fúria espanhola é bem conhecida e estes não vão fugir à regra. Quem me dera que os nossos rapazes encarassem este jogo com o mesmo espírito. Por aquilo que se tem visto não me parece que eles estejam para aí virados. Bem pode Fernando Santos tentar motivá-los com discursos positivos mas o que é certo é que a maioria dos jogadores já não lhe dá ouvidos, se é que alguma vez lhe deram. Ao contrário de Aveiro estou pouco optimista. Também pudera! Com tantas desilusões quem é que se atreve a confiar nesta equipa?!
quarta-feira, abril 11, 2007
terça-feira, abril 10, 2007
Desculpas esfarrapadas
Depois de ver o Manchester United dar 7 a 1 ao Roma dá-me vontade de rir quando ouço dizer dizer que a equipa do Benfica está cansada. O Manchester já tem mais de 50 jogos realizados e, mesmo assim, os seus jogadores correm que se desunham, mesmo sabendo nós que boa parte deles tem mais jogos nas pernas que os nossos rapazes. Até cansa só de vê-los cavalgar até à grande-área adversária. Deixemo-nos de tretas. Ao ritmo a que se joga em Portugal não se admite que se diga que os nossos jogadores estão cansados. O problema está na condição física que em Portugal é muito mal trabalhada. Os treinos limitam-se a meiinhos e peladinhas e depois queixam-se que só porque fazem mais meia-dúzia de jogos já não podem com uma gata pelo rabo. Os treinadores que sejam mais profissionais e ponham as equipas a trabalhar como deve ser e vão ver que o cansaço desaparece.
A continuidade de Fernando Santos
O pré-anúncio de LFV, relativamente à continuidade de Fernando Santos para a próxima época, foi uma péssimo acto de gestão que em nada favorece o clube. Para além dos maus resultados e da confrangedora gestão do plantel, já deu para perceber que o engenheiro não tem os jogadores do seu lado. A reacção de Rui Costa, no jogo de ontem, quando se aprestava para entrar em campo, é sintomática do mau estar que se instalou entre equipa técnica e jogadores. Estes já perceberam que sob as suas ordens a equipa não vai a lado nenhum, pelo que não é de estranhar a atitude do "maestro" que, graças ao seu estatuto, não tem pejo em manifestar a sua insatisfação, por aquilo que vem observando. Não sendo apologista das constantes mudanças de treinador que, diga-se, vêm acontecendo com demasiada frequência no Benfica, com os custos que todos conhecemos, a verdade é que a contratação de Fernando Santos foi desde o primeiro momento um flop anunciado. Poucos foram aqueles que concordaram com ela. E isto porquê? Porque era notório que a criatura não tinha currículo para treinar o Benfica e cedo se percebeu que a sua entrada na Luz se deveu a um conjunto de factores que todos nós conhecemos: é um treinador barato, faz parte do círculo de amigos do presidente e, sobretudo, é alguém que não faz ondas, é facilmente manobrável e não contesta a política desportiva do clube. Tudo características que agradam ao presidente.
A minha esperança é que o engenheiro, face a toda esta contestação de jogadores e adeptos, que vai subir de tom se formos eliminados quinta-feira e/ou se não conseguirmos o acesso directo à Liga dos Campeões, venha reconhecer que não tem condições para continuar o seu trabalho e renuncie ao cargo. Para quem se diz um indefectível benfiquista, a sua demissão seria uma prova de verdadeiro benfiquismo, colocando os altos interesses do Benfica acima dos seus próprios interesses. Seria um gesto bonito que a nação benfiquista não deixaria de registar.
A sua continuidade só seria tolerada se ganhássemos a Taça UEFA, algo que obviamente não vai acontecer. Mesmo eliminando o Espanhol, que sinceramente não prevejo, não estou a ver como teríamos capacidade para levar de vencida os adversários seguintes, tudo equipas com um ritmo competitivo e uma qualidade, que não parecem estar ao alcance do actual e desgastado Benfica.
segunda-feira, abril 09, 2007
Definitivamente arredados do título
Com mais uma exibição miserável, o Benfica provou que não merece ser campeão. Frente ao Beira-Mar, o último classificado da Liga, não só não é admissível perder como se exige que se ganhe por vários golos de diferença. Dizer que a equipa está cansada não serve de desculpa, pois outras equipas de campeonatos bem mais competitivos que o nosso e com provas europeias de permeio, estão aí para as curvas. Além do mais, nem sequer é preciso correr muito para vencer uma equipa como a dos aveirenses. Ficou bem visível, isso sim, que ao Benfica faltam-lhe argumentos para poder pensar em títulos, sejam eles nacionais ou internacionais. Somos a 3ª equipa portuguesa e é nesse lugar que vamos terminar o campeonato. F.C. Porto e Sporting têm-se mostrado superiores e no final da época irão comprová-lo.
Fernando Santos foi comparsa no descalabro pois voltou a fazer borrada. Chegando ao intervalo a perder, não se percebe como Karagounis pode ficar no balneário. Sobretudo porque saltava à vista que o Benfica esbarrava no muro aveirense e o grego é dos poucos que consegue criar desequilíbrios. Agora não se pode é colocá-lo a jogar encostado a uma das laterais quando se sabe que ele rende é a jogar no meio. Perante um opositor tão frágil, continuar a jogar com dois trincos, quando necessitávamos absolutamente da vitória, foi uma dádiva que Paço Soler não deixará de agradecer. Ou tirava Anderson e recuava Katsouranis ou, melhor ainda, tirava este último que nada mais fez do que arrastar-se em campo.
Ver jogadores a rir-se no banco, quando o Benfica estava à beira de perder pontos e com isso hipotecar definitivamente as suas aspirações na Liga, é algo que me choca e me deixa profundamente indignado. Estou a falar de Nuno Gomes e Anderson, dois “abnegados” jogadores que, mais uma vez, mostraram toda a sua classe em campo. Quem naquele momento tivesse ligado a televisão e deparasse com aqueles sorrisos por certo iria pensar que o Benfica estava a ganhar, o que obviamente não era o caso. Considero uma atitude inqualificável que põe em causa o profissionalismo de ambos e da qual se deviam envergonhar. Infelizmente assim não é, e é por estas e por outras que os anos vão correndo e os troféus teimam em não entrar nas vitrinas da Luz.
A jogarmos assim, quinta-feira, o destino estará traçado. Se tal acontecer os jogos até ao final do campeonato vão ser um verdadeiro suplício. Para os jogadores e, principalmente, para os adeptos, desanimados por mais uma época desportiva sem títulos. É a nossa sina, o que é que se há-de fazer!
Fernando Santos foi comparsa no descalabro pois voltou a fazer borrada. Chegando ao intervalo a perder, não se percebe como Karagounis pode ficar no balneário. Sobretudo porque saltava à vista que o Benfica esbarrava no muro aveirense e o grego é dos poucos que consegue criar desequilíbrios. Agora não se pode é colocá-lo a jogar encostado a uma das laterais quando se sabe que ele rende é a jogar no meio. Perante um opositor tão frágil, continuar a jogar com dois trincos, quando necessitávamos absolutamente da vitória, foi uma dádiva que Paço Soler não deixará de agradecer. Ou tirava Anderson e recuava Katsouranis ou, melhor ainda, tirava este último que nada mais fez do que arrastar-se em campo.
Ver jogadores a rir-se no banco, quando o Benfica estava à beira de perder pontos e com isso hipotecar definitivamente as suas aspirações na Liga, é algo que me choca e me deixa profundamente indignado. Estou a falar de Nuno Gomes e Anderson, dois “abnegados” jogadores que, mais uma vez, mostraram toda a sua classe em campo. Quem naquele momento tivesse ligado a televisão e deparasse com aqueles sorrisos por certo iria pensar que o Benfica estava a ganhar, o que obviamente não era o caso. Considero uma atitude inqualificável que põe em causa o profissionalismo de ambos e da qual se deviam envergonhar. Infelizmente assim não é, e é por estas e por outras que os anos vão correndo e os troféus teimam em não entrar nas vitrinas da Luz.
A jogarmos assim, quinta-feira, o destino estará traçado. Se tal acontecer os jogos até ao final do campeonato vão ser um verdadeiro suplício. Para os jogadores e, principalmente, para os adeptos, desanimados por mais uma época desportiva sem títulos. É a nossa sina, o que é que se há-de fazer!
Semana atribulada
Hoje inicia-se uma semana complicada para as nossas aspirações. Enquanto o Beira-Mar não me parece capaz de fazer mossa já o Espanhol vai exigir que os nossos rapazes metam toda a carne no assador, isto se não quiserem ser apeados da Taça UEFA. Contudo, suor, por si só, não vai bastar. Vai ser preciso bem mais do que isso: muita estaleca para levar de vencida os espanhóis.
quinta-feira, abril 05, 2007
Podia ter sido pior!
Estivemos à beira do KO, mas lá conseguimos força e ânimo para encurtar distâncias e trazer de Espanha um resultado que nos permite acalentar esperanças de resolvermos a eliminatória na Luz.
Foi um Benfica apático, amorfo, fisicamente desgastado, aquele que se apresentou nos primeiros 45 minutos. Não se percebe muito bem esta atitude dos jogadores encarnados que, por diversas vezes, esta época, teimam em dar trunfos aos adversários de forma absolutamente inqualificável. Fernando Santos também não sai incólume deste jogo pois voltou a apostar numa equipa que já em anteriores ocasiões não tinha correspondido às expectativas: João Coimbra e Derlei têm demonstrado cabalmente que não têm condições para jogar como titulares. Isto para não falar de Anderson e Nélson que vêm acumulando erros atrás de erros mas, nestes casos, é justo dizer-se, Fernando Santos não tem alternativas credíveis para os substituir.
Valeram aqueles 2 minutos de inspiração na 2ª parte, caso contrário a 2ª mão serviria apenas para cumprir calendário. Katsouranis voltará à equipa e a inclusão de Luisão seria extremamente importante para dar coesão ao sector defensivo que sem ele é um barco completamente à deriva (Quim incluído!). Oxalá o brasileiro consiga recuperar a tempo, pois desse modo as nossas possibilidades de chegar às meias-finais aumentam. Um golo pode bastar, mas só um Benfica ao seu melhor nível poderá eliminar estes espanhóis. É bom não esquecer que o nosso adversário ainda não perdeu nesta edição da Taça UEFA e tem potencial suficiente para chegar à Luz e vencer. Antevê-se, por isso, uma tarefa bastante complicada mas claramente ao alcance de um Benfica que jogue aquilo que sabe.
Foi um Benfica apático, amorfo, fisicamente desgastado, aquele que se apresentou nos primeiros 45 minutos. Não se percebe muito bem esta atitude dos jogadores encarnados que, por diversas vezes, esta época, teimam em dar trunfos aos adversários de forma absolutamente inqualificável. Fernando Santos também não sai incólume deste jogo pois voltou a apostar numa equipa que já em anteriores ocasiões não tinha correspondido às expectativas: João Coimbra e Derlei têm demonstrado cabalmente que não têm condições para jogar como titulares. Isto para não falar de Anderson e Nélson que vêm acumulando erros atrás de erros mas, nestes casos, é justo dizer-se, Fernando Santos não tem alternativas credíveis para os substituir.
Valeram aqueles 2 minutos de inspiração na 2ª parte, caso contrário a 2ª mão serviria apenas para cumprir calendário. Katsouranis voltará à equipa e a inclusão de Luisão seria extremamente importante para dar coesão ao sector defensivo que sem ele é um barco completamente à deriva (Quim incluído!). Oxalá o brasileiro consiga recuperar a tempo, pois desse modo as nossas possibilidades de chegar às meias-finais aumentam. Um golo pode bastar, mas só um Benfica ao seu melhor nível poderá eliminar estes espanhóis. É bom não esquecer que o nosso adversário ainda não perdeu nesta edição da Taça UEFA e tem potencial suficiente para chegar à Luz e vencer. Antevê-se, por isso, uma tarefa bastante complicada mas claramente ao alcance de um Benfica que jogue aquilo que sabe.
Já falta pouco
Deco diz que o Espanhol consegue fazer coisas fantásticas quando está em dia sim. Este fim-de-semana tive oportunidade de ver o confronto com o Valência e confesso que gostei da equipa de Barcelona. Do meio-campo para a frente pareceu-me uma equipa de grandes recursos embora na defesa revele carências, sobretudo nas zonas laterais.
Esperemos que hoje o nosso adversário esteja num dia não e nós saibamos aproveitar as suas fragilidades. É imperioso que o Benfica consiga marcar, nem que seja um golo. Veremos se são capazes.
Esperemos que hoje o nosso adversário esteja num dia não e nós saibamos aproveitar as suas fragilidades. É imperioso que o Benfica consiga marcar, nem que seja um golo. Veremos se são capazes.
domingo, abril 01, 2007
Empate comprometedor
Depois do empate desta noite as contas ficaram mais complicadas para o Benfica. O F.C. Porto fica agora a depender de si próprio e, com um calendário favorável pela frente, tem tudo para ser campeão. Ademais, ainda vamos ter o Sporting pela frente e, na minha opinião, os leões são um adversário bem mais difícil de ultrapassar do que os azuis-e-brancos. Ora se não conseguimos vencer o F.C. Porto, não estou a ver como vamos ter argumentos para derrotar o Sporting que, esta época, ainda não perdeu nenhuma vez fora do seu reduto. Resumindo: faltam sete jornadas, mas, pelo andar da carruagem, cheira-me que é mais um campeonato perdido.
quinta-feira, março 29, 2007
Scolari pouco ambicioso
Portugal podia e deveria ter ganho na Sérvia. O empate soube a pouco dada a superioridade lusa, em especial na 2ª parte, em que ficou bem patente que se tivéssemos sido mais ousados a vitória era capaz de não nos ter fugido. O conservadorismo de Scolari coartou-nos essa possibilidade. Para o brasileiro o ponto conquistado era suficiente e, por isso, resolveu não arriscar. Oxalá estes dois pontos não nos façam falta nas contas finais.
terça-feira, março 27, 2007
O jogo que estamos obrigados a ganhar
Para o Benfica esta é uma semana decisiva. Estamos impedidos de falhar frente ao F.C. Porto: uma derrota significará a nossa despedida relativamente ao título; um empate não nos retira a possibilidade de sermos campeões mas torna-a muito mais difícil. Já se sabe que não podemos contar com Quim e Luisão, o que constitui um acréscimo de dificuldade para essa partida. Rui Costa estará disponível mas não é crível que jogue de início. Até lá ainda há jogos de selecção e com eles lesões que podem daí resultar. A Luz vai estar repleta o que é óptimo como factor de motivação. Só falta a vitória do Benfica para nos colocar na frente do campeonato. Este é o cenário que todos nós, adeptos encarnados, desejamos incondicionalmente. Era tão bom que ele se concretizasse!
domingo, março 25, 2007
Fantástica 2ª parte
Uma 2ª parte de antologia permitiu a Portugal despachar a Bélgica com uma goleada. Foram 45 minutos de futebol do mais fino recorte que deram quatro golos e que bem podiam ter dado muitos mais. O momento apoteótico da partida deu-se com o golo fabuloso de Quaresma que colocou o estádio em delírio.
Agora segue-se a Sérvia que ontem contra todas as expectativas perdeu no Cazaquistão. Não vai ser tarefa fácil, mas a jogarmos assim muito dificilmente os sérvios nos conseguem ganhar. Uma vitória em Belgrado escancara-nos as portas do Euro-2008. Vamos esperar que os nossos putos se galvanizem e nos dêem essa alegria.
quinta-feira, março 22, 2007
Ambiente favorável a Portugal
A selecção belga sujeita-se a ter uma estadia para esquecer em terras lusas. Depois das polémicas declarações do seu guarda-redes relativamente a Cristiano Ronaldo, juntaram-se as agressões a alguns jornalistas na chegada à Portela o que vai, com certeza, acicatar os ânimos para o jogo de sábado. Os nossos jogadores lusos vão-se sentir mais motivados e o público não vai perdoar tamanha ofensa ao seleccionado belga. O ambiente será de cortar à faca e não é de admirar que ganhemos um aliado no próprio árbitro. Os jogadores belgas que se cuidem, pois qualquer entrada mais ríspida sobre um nosso jogador, em especial se se tratar de Cristiano Ronaldo, pode levá-los a seguir mais cedo o caminho dos balneários. Não há dúvida que arranjaram lenha para se queimarem. A Portugal resta-lhe saber aproveitar o clima criado.
quarta-feira, março 21, 2007
Péssimas notícias
Depois de Miccoli, foi agora a vez de Karagounis manifestar o desejo de sair do Benfica. O mesmo já se havia verificado com Luisão há umas semanas atrás. Se pensarmos que Rui Costa é bem capaz de pendurar as botas no final da época pode-se dizer que de uma assentada o plantel pode ver-se privado de quatro peças fundamentais o que, a concretizar-se, deixaria o Benfica numa situação deveras preocupante. Mesmo indo ao mercado não é fácil encontrar substitutos à altura tendo em conta que jogadores desta qualidade são caros demais para a carteira do clube. Enfim, vamos esperar para ver o que os próximos meses nos reservam no que toca a saída de jogadores.
terça-feira, março 20, 2007
O necessário contributo dos adeptos encarnados para um final feliz
Após a 22ª jornada e analisando as jornadas que faltam para o terminus do campeonato chego à conclusão óbvia que para o Benfica ser campeão só lhe resta uma solução: vencer o F.C. Porto e o Sporting. Um empate que seja, num qualquer destes jogos, constituirá, por certo, a morte do artista. Para que tal não suceda temos de aproveitar ao máximo a ligeira vantagem que o factor casa nos proporciona. A receita é simples: os adeptos têm de fazer da Luz um verdadeiro inferno para os nossos adversários. Este é um contributo que se exige a qualquer adepto que se preze e que quer ver a sua equipa campeã. É que todas as ajudas, por mais pequenas que sejam, podem ser decisivas no desfecho destas partidas. E a vitória nestes dois jogos pode bem passar por aí!
Mesmo depois de morto, Miklos Fehér rende dinheiro ao F.C. Porto
O Tribunal Constitucional (TC) determinou que o Benfica terá indemnizar o FC Porto em 600 mil euros, pelos direitos que o clube «azul-de-branco» detinha sobre a formação de Miklos Fehér. Como é possível que o Benfica seja condenado a pagar esta verba quando se sabe que o jogador praticamente nunca actuou pelo azuis-e-brancos? É das tais decisões que não dá para acreditar!
segunda-feira, março 19, 2007
Vitória moralizadora
Sofri bastante mas valeu a pena. Foram três preciosos pontos na Reboleira que nos dão a possibilidade de sonhar. Desta vez temos de agradecer ao nosso goleador Petit que nos últimos três jogos somou outros tantos golos. Faz aquilo que os nossos avançados deviam fazer mas não conseguem, por manifesta falta de codícia e talento. Neste particular, Nuno Gomes chega a exasperar o adepto mais calmo. Não só não faz o seu trabalho como, ainda por cima, complica, tornando-se, não poucas vezes, um aliado dos adversários. O pior é que não temos por lá ninguém que o possa substituir!
Mas não falemos de coisas tristes que hoje é um dia para celebrar. Nunca estivemos tão perto da liderança como agora. Falta-nos apenas um simples pontinho para a alcançarmos. Parece fácil, mas a tarefa afigura-se bastante complicada. O F.C. Porto virá à Luz jogar da mesma forma que o Sporting o fez no Dragão: cauteloso e espreitando o erro do adversário. Além disso, é um opositor de grande gabarito que, por certo, não regateará esforços no sentido de se manter no topo da classificação. O Benfica terá uma ajuda de peso: o seu público. Só que o público por muito que queira não marca golos e não os impede de entrar na nossa baliza. Por isso será necessária uma atitude idêntica à que tivemos hoje: capacidade de luta e bastante controlo emocional. Se a isto juntarmos uma pitadinha de talento pode ser que no final da noite de 1 de Abril o 1º lugar seja nosso. Até lá, convém que as lesões não nos batam à porta, pois será determinante que, nesse jogo, tenhamos toda a matéria prima operacional. A qualidade do adversário assim o exige e para lá disso gostaria de ver as duas equipas a jogar na máxima força, quanto mais não seja para se provar qual das duas é de facto a mais forte.
sábado, março 17, 2007
Sporting dá uma ajuda
O Sporting cumpriu o seu papel ganhando no Dragão. Agora é preciso que o Benfica faça o mesmo na Amadora. Veremos se os jogadores do meu clube têm estrutura psicológica para conviverem com a pressão de vencer. O meu principal receio é que não tenham, tendo em conta o que temos visto nos últimos jogos. É pois chegada a altura de provarem que podemos contar com eles. Segunda-feira, mais do que a entrega em campo, pede-se-lhes que tenham a cabecinha no lugar. Oxalá não lhes falte inteligência para perceberem isso.
sexta-feira, março 16, 2007
Segue-se o Espanhol
Foi mais um jogo de aflição. Após 10/15 minutos de brilho, em que podíamos ter resolvido a eliminatória, o golo de Pauleta colocou o Benfica num colete de forças do qual não mais se conseguiu livrar. Voltou a habitual intranquilidade, que tem sido apanágio nestes últimos jogos, e temeu-se o pior. O PSG tomou conta da partida, foi sempre mais equipa e adivinhava-se a qualquer momento um novo golo parisiense que, por certo, sentenciaria a eliminatória. Felizmente uma boa jogada individual de Léo, a três minutos do final, permitiu o penalty salvador que projecta o Benfica para os quartos-de-final da competição.
O Espanhol vai ser o nosso próximo adversário. Mais uma vez, e num plano teórico, (claro está!), o sorteio foi amigo. De entre os adversários possíveis este parece ser o mais acessível. Não deixa de ser um confronto difícil mas o Benfica tem argumentos suficientes para levar de vencida o clube espanhol. Temos ainda a vantagem de o 2º jogo ser em nossa casa o que constitui uma motivação acrescida. Para além disso, o ambiente que vamos encontrar em Espanha nem sequer é dos mais hostis, longe disso. Em suma: estão reunidas as condições para que o Benfica tenha sucesso nesta eliminatória, desde que a equipa deixe de jogar aos fogachos e consiga estar ao seu melhor nível durante grande parte dos 90 minutos. Se assim for, a presença nas meias-finais pode ser uma forte possibilidade.
O Espanhol vai ser o nosso próximo adversário. Mais uma vez, e num plano teórico, (claro está!), o sorteio foi amigo. De entre os adversários possíveis este parece ser o mais acessível. Não deixa de ser um confronto difícil mas o Benfica tem argumentos suficientes para levar de vencida o clube espanhol. Temos ainda a vantagem de o 2º jogo ser em nossa casa o que constitui uma motivação acrescida. Para além disso, o ambiente que vamos encontrar em Espanha nem sequer é dos mais hostis, longe disso. Em suma: estão reunidas as condições para que o Benfica tenha sucesso nesta eliminatória, desde que a equipa deixe de jogar aos fogachos e consiga estar ao seu melhor nível durante grande parte dos 90 minutos. Se assim for, a presença nas meias-finais pode ser uma forte possibilidade.
quarta-feira, março 14, 2007
Sp. Braga eliminado
A eliminação do Sp. Braga foi inteiramente justa e não merece a mínima contestação. Os resultados das duas partidas poderão dar uma ideia de equilíbrio que efectivamente não se verificou. O Tottenham foi sempre muito superior. E se essa superioridade não se traduziu numa eliminatória mais desnivelada foi apenas porque a sorte esteve do lado dos bracarenses. Conforme se pôde observar a qualidade e a intensidade de jogo dos ingleses fica a anos-luz da dos portugueses. No campeonato português estamos habituados a um ritmo pausado e lento o que nos obriga a sentir naturais dificuldades quando apanhamos equipas deste calibre. E quando os jogos são em casa destes adversários os problemas avolumam-se por razões que se prendem com o ambiente adverso que as nossas equipas não conseguem superar. Por enquanto só os três grandes estão preparados para estes confrontos. As restantes equipas portuguesas ainda não têm cabedal para estas andanças. E muito dificilmente terão tendo em conta o nível da nossa Liga. Isto para já não falar dos orçamentos reduzidos face aos clubes médios europeus.
terça-feira, março 13, 2007
Vitória merecida
Sem ter feito uma exibição de encher o olho o Benfica fez o quanto baste para levar de vencida o U. Leiria. Valeram sobretudo os primeiros 25 minutos em que, aí sim, os encarnados fizeram uma exibição bem conseguida, com boas trocas de bola, desmarcações a preceito e criando várias oportunidades de golo que poderiam ter originado um score mais dilatado no final da 1ª parte. Como já vem sendo habitual, o Benfica, depois de se apanhar a ganhar, entrou em período de contenção de esforços, deixando de correr como até aí vinha fazendo, permitindo que o U. Leiria sacudisse a pressão a que estava a ser sujeito e equilibrasse a partida. A 2ª parte trouxe-nos um U. Leiria decidido a discutir o resultado. O Benfica encolheu-se, começando a revelar alguma intranquilidade, aproveitando os de branco para assumir mais o jogo embora sem conseguirem criar situações de verdadeiro perigo para a baliza de Quim. Já perto do final da partida um excelente pontapé de Petit colocou um ponto final nas aspirações leirienses.
Destaque para a exibição de David Luiz que revelou pormenores de bom jogador. Personalizado, excelente nas antecipações e jogando fácil foram os atributos que mais apreciei. O futuro dirá se foi apenas um jogo de engate ou se, pelo contrário, estamos perante um jogador com qualidades para vingar no Benfica.
Pena o 5º amarelo a Katsouranis que, deste modo, não poderá defrontar o E. Amadora. Esperemos que João Coimbra dê conta do recado e faça esquecer o grego.
Destaque para a exibição de David Luiz que revelou pormenores de bom jogador. Personalizado, excelente nas antecipações e jogando fácil foram os atributos que mais apreciei. O futuro dirá se foi apenas um jogo de engate ou se, pelo contrário, estamos perante um jogador com qualidades para vingar no Benfica.
Pena o 5º amarelo a Katsouranis que, deste modo, não poderá defrontar o E. Amadora. Esperemos que João Coimbra dê conta do recado e faça esquecer o grego.
domingo, março 11, 2007
Benfica obrigado a ganhar
A 21ªjornada não trouxe, até ao momento, nada de novo. O Sporting não se ressentiu da ausência de Liedson e venceu o E.Amadora com toda a clareza, o mesmo acontecendo com o F.C.Porto que, sem precisar de se aplicar a fundo, ganhou ao Marítimo, colocando pressão no Benfica que se vê obrigado a ganhar ao U. Leiria. Nos encarnados a dúvida reside em saber quem jogará ao lado de Anderson. Apesar da convocação de Daniel Luiz, estou em crer que Fernando Santos vai continuar a apostar no grego. Eu apostaria no brasileiro mas como o engenheiro não gosta de arriscar é natural que Katsouranis volte a jogar na defesa.
sexta-feira, março 09, 2007
Benfica de duas caras
Pior do que a derrota de ontem à noite foi ter acontecido a lesão de Luisão. O brasileiro é o baluarte da nossa defesa e a sua ausência, que se prevê relativamente longa, pode condicionar as nossas ambições na Taça UEFA e, mais ainda, na Liga Bwin. Infelizmente as lesões no Benfica continuam a suceder-se a um ritmo preocupante, ainda por cima, afectando, invariavelmente, os nossos melhores jogadores. Como todos sabemos, o plantel é curto em qualidade e estes afastamentos, mais ou menos prolongados, dos principais jogadores, têm reflexos negativos na prestação da equipa.
O jogo de ontem em Paris foi um exemplo disso mesmo. Bastou Luisão sair do terreno de jogo para o Benfica entrar em colapso e sofrer dois golos em três minutos. Ora isto não pode acontecer numa equipa com ambições e, em especial, quando se tem pela frente um adversário de pouca categoria. O problema é que o Benfica só se torna ameçador quando pode utilizar a sua melhor equipa. Quando uma ou duas das principais peças não pode jogar e somos obrigados a recorrer ao banco, a equipa fragiliza-se em demasia, transformando-se num conjunto acessível a qualquer adversário. Isto é motivo mais do que suficiente para me deixar preocupado para os confrontos que se avizinham. A começar já pelo jogo frente ao U.Leiria na 2ªfeira.
quinta-feira, março 08, 2007
Tabela salarial no Sporting
Liedson: 110 mil euros
Ricardo: 75 mil euros
Bueno: 73 mil euros
Caneira: 68 mil euros
Romagnoli: 66 mil euros
Polga: 54 mil euros
Paredes: 54 mil euros
Alecsandro: 52 mil euros
Farnerud: 44 mil euros
J. Moutinho: 32 mil euros
Pinilla: 30 mil euros
C. Martins: 30 mil euros
Abel: 30 mil euros
Custódio: 26 mil euros
R. Tello: 25 mil euros
J. Alves: 25 mil euros
L. Loureiro: 25 mil euros (emprestado ao E. Amadora)
Tonel: 24 mil euros
Tiago: 22 mil euros
Ronny: 21 mil euros
M. Veloso: 20 mil euros
Djaló: 20 mil euros
M. Garcia: 17 mil euros
Varela: 13 mil euros (emprestado ao V. Setúbal)
Nani: 12 mil euros
Pereirinha: 10 mil euros
André Marques: 10 mil euros (emprestado ao O. Moscavide)
Nuno Santos: 9 mil euros (emprestado ao V. Guimarães)
Wender: 6 mil euros (vinculado ao Sp. Braga)
R. Patrício: 2 mil euros (júnior, foi titular com o Marítimo)
P.S. Que rica tabela salarial. Com estes vencimentos não admira que o Sporting viva com uma mão à frente e outra atrás. Afinal Nani sempre tem razão quando diz que é dos mais mal pagos do plantel. Consultando a lista abro a boca de espanto relativamente aos vencimentos de alguns jogadores. Só para citar alguns, aqui vão estes exemplos: Bueno, Romagnoli, Alecsandro, Farnerud...Realmente não dá para acreditar!
Ricardo: 75 mil euros
Bueno: 73 mil euros
Caneira: 68 mil euros
Romagnoli: 66 mil euros
Polga: 54 mil euros
Paredes: 54 mil euros
Alecsandro: 52 mil euros
Farnerud: 44 mil euros
J. Moutinho: 32 mil euros
Pinilla: 30 mil euros
C. Martins: 30 mil euros
Abel: 30 mil euros
Custódio: 26 mil euros
R. Tello: 25 mil euros
J. Alves: 25 mil euros
L. Loureiro: 25 mil euros (emprestado ao E. Amadora)
Tonel: 24 mil euros
Tiago: 22 mil euros
Ronny: 21 mil euros
M. Veloso: 20 mil euros
Djaló: 20 mil euros
M. Garcia: 17 mil euros
Varela: 13 mil euros (emprestado ao V. Setúbal)
Nani: 12 mil euros
Pereirinha: 10 mil euros
André Marques: 10 mil euros (emprestado ao O. Moscavide)
Nuno Santos: 9 mil euros (emprestado ao V. Guimarães)
Wender: 6 mil euros (vinculado ao Sp. Braga)
R. Patrício: 2 mil euros (júnior, foi titular com o Marítimo)
P.S. Que rica tabela salarial. Com estes vencimentos não admira que o Sporting viva com uma mão à frente e outra atrás. Afinal Nani sempre tem razão quando diz que é dos mais mal pagos do plantel. Consultando a lista abro a boca de espanto relativamente aos vencimentos de alguns jogadores. Só para citar alguns, aqui vão estes exemplos: Bueno, Romagnoli, Alecsandro, Farnerud...Realmente não dá para acreditar!
quarta-feira, março 07, 2007
PSV soma e segue
Ronald Koeman, o tal que não prestava para treinador do Benfica, apurou-se para os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Se a isto somarmos o título praticamente alcançado no campeonato do seu país teremos de admitir que os adeptos benfiquistas se enganaram quanto às capacidades do holandês. Se bem me recordo, fui dos poucos a acreditar nele e sujeitei-me a inúmeras críticas por esse facto. Pelos vistos, quem estava certo era eu.
terça-feira, março 06, 2007
F.C. Porto afastado da Liga milionária
Eliminação esperada e justa do F.C. Porto. Os azuis-e-brancos entraram praticamente a ganhar mas não souberam depois segurar a vantagem, muito por culpa do monumental frango de Helton. Depois de estar em desvantagem o F.C. Porto nada fez para alterar o rumo dos acontecimentos e o resultado ajusta-se porque o Chelsea foi mais forte mesmo que o seu futebol estivesse longe de deslumbrar. Deve-se dizer, aliás, que a equipa inglesa está a anos-luz do que nos havia mostrado nos dois últimos anos. As contratações galácticas não acrescentaram valor à equipa, muito pelo contrário. Neste particular, o Chelsea começa a apresentar algumas semelhanças com o Real Madrid. Os madrilenos seguiram a mesma política de contratações e os resultados são aqueles que se conhecem.
segunda-feira, março 05, 2007
As deficiências do plantel encarnado
O recurso a Katsouranis para jogar na posição de defesa-central no jogo frente ao D.Aves, é a confirmação inequívoca das deficiências do plantel encarnado. Actualmente temos apenas treze jogadores que nos dão algumas garantias. O resto é de uma pobreza franciscana que obviamente obriga Fernando Santos a não fazer a desejada e necessária rotação. Confesso que eu também não arriscaria se estivesse no seu lugar. Imagino a dor de cabeça do engenheiro sabendo que tem Simão, Katsouranis e Petit à beira do 5º amarelo. Gerir uma situação destas não é fácil. Sobretudo quando se olha para o banco e não se vêem opções de qualidade.
sábado, março 03, 2007
Valeram os três pontos
Exibição absolutamente deplorável aquela que o Benfica fez esta noite nas Aves. Se não foi o pior jogo da época andou lá perto. Frente ao lanterna vermelha e jogando mais de vinte minutos contra dez jogadores não dá para perceber tanta intranquilidade revelada. Esperemos que isto tenha sido apenas uma má noite e que nos próximos jogos a equipa volte a praticar o futebol a que nos habituou. É que a jogar desta forma não iremos a lado nenhum.
sexta-feira, março 02, 2007
Katsouranis a central
Fernando Santos ainda não desfez a dúvida mas tudo indica que será Katsouranis a substituir Luisão no centro da defesa. Convenhamos que esta possibilidade não abona em favor de Daniel Luiz que ainda recentemente foi contratado para a posição de defesa central. Sendo o único central disponível no plantel não se compreende muito bem a necessidade de recorrer a um trinco para fazer o lugar. Ainda por cima quando o grego é um elemento fundamental no meio-campo. Fernando Santos lá terá as suas razões, sendo que a principal deve residir no facto de não acreditar nas potencialidades do brasileiro. Algo me diz que este jogador vai passar pela Luz sem sequer um dia vestir a camisola encarnada. Com o campeonato a entrar numa fase decisiva dificilmente voltará a ter uma outra oportunidade.
quinta-feira, março 01, 2007
Morreu Manuel Bento

O Benfica está de luto com a morte de Manuel Bento. De entre todos os guarda-redes que passaram pelo clube, ele foi o melhor. Garra e uma agilidade impressionante eram a sua principal imagem de marca. Consigo nas balizas o Benfica viveu páginas de glória: vários Campeonatos Nacionais e Taças de Portugal conquistadas e a presença na final da Taça UEFA, diante do Anderlecht. Paz à sua alma.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Benfica consolida 2ºlugar
Foram 40 minutos de sonho aqueles que o Benfica nos proporcionou na 1ª parte e que originaram dois golos tendo ficado outros tantos por marcar por falhas na finalização. Tínhamos o adversário à beira do K.O. mas, incompreensivelmente, os jogadores encarnados resolveram relaxar nos 5 minutos subsequentes o que permitiu aos pacenses diminuir a desvantagem e voltar a acreditar que a reviravolta no marcador seria possível. Ou seja, duma aparente facilidade passámos para uma situação complicada, sem necessidade e por culpa própria.
Na 2ª parte vimos um Paços de Ferreira a acercar-se da nossa baliza com manifesto perigo e, nesse período, o Benfica passou por momentos de desnorte (bem patentes nos protestos recebidos por protestos injustificados) que só não tiveram consequências negativas porque a sorte nos acompanhou. Valeu-nos o golo do Simão, que veio dar tranquilidade à equipa e arrefeceu os ímpetos pacenses. Resumindo: vitória justa mas suada perante um Paços de Ferreira aguerrido e que nos deu água pela barba.
Com esta vitória aumentámos a distância para os leões que estão agora a três pontos o que não deixa de ser importante. Ainda que o 1º lugar esteja ao nosso alcance, a manutenção da vice-liderança é fundamental pelas razões que se conhecem. Quanto mais cedo a conquistarmos, melhor!
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
sábado, fevereiro 24, 2007
Empate comprometedor
É bem provável que o Sporting tenha dito o adeus definitivo à conquista do título. Empatar em casa com o último classificado é um desperdício demasiado pesado para quem quer ser campeão. A recorrente desculpa de que estes maus resultados se devem à imaturidade dos jovens talentos leoninos, começa a não colar. Paulo Bento já viu melhores dias e a contestação dos sócios começa a fazer-se sentir. Ele que se cuide.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
O papel de Rui Costa no Benfica
Do jogo de Bucareste reforçei a ideia que venho remoendo há algum tempo. O Benfica joga melhor sem Rui Costa em campo. E quer-me parecer que Fernando Santos sabe disso. O maestro só joga por ser quem é - o seu estatuto a isso obriga - e não porque o rendimento da equipa suba com ele dentro das quatro-linhas. Entre colocá-lo a jogar ou sentá-lo no banco o engenheiro opta pela primeira hipótese porque, doutra forma, se as coisas lhe corressem mal, seria atacado por todos os lados. Sem Rui Costa o Benfica é uma equipa mais arrumadinha, mais equilibrada (em especial nas transições ataque/defesa) e sobretudo mais solidária. Para mim ele é, nesta fase da sua carreira, um bom suplente, um jogador para ajudar naquelas alturas em que os adversários já se encontrem desgastados fisicamente e onde a sua capacidade técnica pode ser determinante na criação dos necessários desiquilíbrios. O problema reside em saber até que ponto o jogador aceitaria ser uma segunda escolha. Pelo que conhecemos dele não me parece que aceitasse pacificamente essa condição. Basta lembrar os seus últimos tempos na seleccção nacional.
Sp. Braga surpreende
Quem efectivamente me surprendeu foi o Sp. Braga tão convencido estava da sua mais que provável eliminação. Foi uma estreia auspiciosa do novo comandante Jorge Costa que começa da melhor forma a sua carreira enquanto treinador principal. Com o contributo dos bracarenses, Portugal vê definitivamente afastada a possibilidade de perder um clube na Liga dos Campeões na época 2008/2009, o que é sempre uma óptima notícia tendo em conta a precaridade financeira dos nossos clubes.
Segue-se o PSG
Contrariando a minha natureza, desde cedo me mostrei confiante num bom resultado, mesmo depois do golo dos romenos, pois se aquele era o temível Dínamo então só um Benfica à Varzim poderia ser eliminado da Taça UEFA. Felizmente o meu palpite bateu certo e o Benfica subiu mais um degrau na competição onde irá encontrar pela frente o PSG, do nosso conterrâneo Pauleta. Os franceses não passam por um bom momento de forma, mas isso não quer dizer nada, porque, como se sabe, as competições europeias dão sempre uma força acrescida que, por vezes, se revela suficiente para superar fases menos boas. Uma nova vitória é imprescindível não só porque esta é uma competição em que o clube aposta forte mas também, porque, ao Benfica, convém-lhe ir somando pontos por forma a reforçar o seu ranking europeu para que, no caso de apuramento para a Liga dos Campeões, possa entrar num grupo mais acessível e aumentar assim as suas possibilidades de qualificação para uma fase seguinte. Não vai ser fácil mas não deixa de ser um emblema perfeitamente ao nosso alcance com a aparente vantagem de, quando nos deslocarmos a Paris, termos o caloroso apoio dos nossos adeptos emigrantes.
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
F.C. Porto em desvantagem na eliminatória
No Dragão assistiu-se a um jogo sensaborão, em que, tal como se esperava, o F.C. Porto não conseguiu levar de vencida um Chelsea muitos furos abaixo daquilo que o vimos fazer nas duas últimas épocas. Mourinho não tem tido sorte com as lesões na sua equipa e hoje voltou a ter mais uma adversidade com a saída de John Terry, logo nos primeiros minutos da partida, facto aproveitado pelo F.C. Porto para marcar o seu golo quando os ingleses estavam reduzidos a 10 unidades. Os portistas não souberam, no entanto, aproveitar a vantagem inicial e agora têm uma tarefa bem complicada em Londres, onde o Chelsea assume todo o favoritismo.
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
E vão três!
O Sp. Braga já vai no terceiro treinador. Depois de Carlos Carvalhal foi agora a vez de Rogério Gonçalves ser demitido. Já se previa este cenário. Desde cedo se percebeu que à primeira oportunidade o ex-treinador da Naval seria corrido para dar lugar a Jorge Costa, este sim a principal aposta do presidente bracarense. A própria pose do "portista" no banco assim o indiciava. Em muitos dos jogos mais parecia ser Jorge Costa o treinador principal da equipa e não o adjunto, tão veementes eram as suas instruções para dentro do campo. Não sei se Rogério Gonçalves alguma vez se apercebeu deste facto, mas as imagens eram suficientemente esclarecedoras.
Continuamos na rota do título
Num campo tradicionalmente complicado, as dificuldades que se esperavam no confronto com o Nacional acabaram por não se confirmar, tendo o Benfica vencido com alguma facilidade. Não sei se por culpa dos nacionalistas que tiveram uma noite desinspirada se por mérito do Benfica, que não permitiu veleidades ao adversário, o que é certo é que esta vitória permitiu-nos ultrapassar o Sporting na classificação e manter acesa a chama na luta pelo título. Pena foi a lesão muscular de Rui Costa que o vai obrigar a nova paragem e que certamente o impedirá de jogar no decisivo jogo em Bucareste. Numa altura crítica da época esta infelicidade do “maestro” é uma grande contrariedade para o Benfica que não tem um plantel em qualidade suficiente que lhe permita dar-se ao luxo de ficar sem uma das suas peças fundamentais.
Depois de uma 1ª parte equilibrada, em que as equipas se equivaleram, o Benfica entrou, na 2ª parte, determinado em resolver a partida o que veio a verificar-se graças à astúcia de Miccoli que, nas duas oportunidades de que dispôs, não desaproveitou o ensejo de alvejar com êxito a baliza de Diego. A partir daqui o Benfica limitou-se a gerir a vantagem, controlando o jogo e impedindo que o Nacional criasse perigo junto à sua área. Os nacionalistas bem tentaram contrariar a superioridade benfiquista mas faltou-lhes arte e engenho para o conseguirem. O Benfica sem fazer uma exibição brilhante fez, contudo, o suficiente, para vencer com toda a justiça.
No Benfica há que destacar a grande exibição de Luisão, que mais uma vez se mostrou intransponível nas tarefas defensivas; Simão que voltou a ser o motor da equipa; Karagounis que entrou muito bem no jogo e foi precioso na construção das jogadas de ataque; Miccoli pela eficiência demonstrada na altura de rematar à baliza (e vão três golos decisivos nos dois últimos jogos).
Agora segue-se um jogo de grau de dificuldade máxima. Vamos ser obrigados a jogar ao mais alto nível se quisermos passar à fase seguinte da competição. O ambiente hostil que vamos encontrar vai ser, julgo eu, o nosso principal adversário. É fundamental que os nossos jogadores não se deixem amedrontar pois isso é meio caminho andado para a eliminação. Para além deste aspecto, outro dos meus grandes receios reside na condição física de alguns jogadores que não me parece ser a melhor. Oxalá saibamos superar os obstáculos que vamos ter pela frente e sigamos em frente na Taça UEFA, prova em que temos naturais ambições.
Depois de uma 1ª parte equilibrada, em que as equipas se equivaleram, o Benfica entrou, na 2ª parte, determinado em resolver a partida o que veio a verificar-se graças à astúcia de Miccoli que, nas duas oportunidades de que dispôs, não desaproveitou o ensejo de alvejar com êxito a baliza de Diego. A partir daqui o Benfica limitou-se a gerir a vantagem, controlando o jogo e impedindo que o Nacional criasse perigo junto à sua área. Os nacionalistas bem tentaram contrariar a superioridade benfiquista mas faltou-lhes arte e engenho para o conseguirem. O Benfica sem fazer uma exibição brilhante fez, contudo, o suficiente, para vencer com toda a justiça.
No Benfica há que destacar a grande exibição de Luisão, que mais uma vez se mostrou intransponível nas tarefas defensivas; Simão que voltou a ser o motor da equipa; Karagounis que entrou muito bem no jogo e foi precioso na construção das jogadas de ataque; Miccoli pela eficiência demonstrada na altura de rematar à baliza (e vão três golos decisivos nos dois últimos jogos).
Agora segue-se um jogo de grau de dificuldade máxima. Vamos ser obrigados a jogar ao mais alto nível se quisermos passar à fase seguinte da competição. O ambiente hostil que vamos encontrar vai ser, julgo eu, o nosso principal adversário. É fundamental que os nossos jogadores não se deixem amedrontar pois isso é meio caminho andado para a eliminação. Para além deste aspecto, outro dos meus grandes receios reside na condição física de alguns jogadores que não me parece ser a melhor. Oxalá saibamos superar os obstáculos que vamos ter pela frente e sigamos em frente na Taça UEFA, prova em que temos naturais ambições.
sábado, fevereiro 17, 2007
F.C. Porto consolida liderança
Sortes diferentes para F.C. Porto e Sporting na 18ª jornada. Os portistas depois de três derrotas consecutivas deram um pontapé na crise e despacharam a Naval com uma goleada. Os leões com um empate na capital do móvel atrasaram-se na corrida ao título e estão agora o cinco pontos da liderança. Fica por saber o que fará o Benfica amanhã na Madeira: se aproveita o deslize do Sporting e retorna ao 2º lugar, ou se, pelo contrário, aumenta a desvantagem para o F.C. Porto. Face à inconstância dos encarnados não arrisco nenhum prognóstico.
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Bracarenses conseguem vitória importante
O Sp. Braga acabou de dar um contributo positivo na luta que Portugal vem travando com a Roménia pela entrada de três equipas na Liga dos Campeões, na época de 2008/2009. Só que esta vitória dos bracarenses ainda não é suficiente. Se quisermos sair vitoriosos neste confronto com os romenos vai ser indispensável que o Benfica cumpra a sua obrigação de seguir em frente na Taça UEFA. Para o futebol português seria importante e, em particular, para o Benfica, que não se pode dar ao luxo de ficar fora da liga milionária, sob pena de os nossos cofres sofrerem um rombo assinalável, o que não convinha nada numa altura em que o clube vem dando passos significativos no equilíbrio das suas contas.
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Vitória arrancada a ferros
Não vale a pena bater mais no ceginho. O jogo de hoje veio confirmar que o Benfica não está bem. Para além duma grande desorganização colectiva, os jogadores evidenciaram uma enorme descrença e uma débil condição física. Valeu o resultado que, embora escasso, abre-nos perspectivas de podermos passar a eliminatória dado que, habitualmente, não sofrer golos em casa acaba por ser determinante nestes jogos a eliminar. O Dínamo mostrou ser um conjunto matreiro, tácticamente irrepreensível, com jogadores dotados técnicamente, dando mostras que na Roménia vão ser um osso bem duro de roer. Ainda por cima tendo o apoio do seu público que pela amostra vai criar um ambiente terrível, a que só um Benfica personalizado e sem tremideiras, poderá responder.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Obrigados a vencer e convencer
Quarta-feira o meu Benfica joga uma cartada decisiva. Depois do afastamento da Liga dos Campeões e da Taça de Portugal, uma eliminação frente aos romenos do Dínamo de Bucareste seria uma enorme machadada no orgulho benfiquista já de si tão ferido. Não há por isso margem para o erro. Temos o exército na máxima força pelo que não há desculpas para que as coisas não corram da melhor forma. Vencer não é um objectivo, é um imperativo. A Fernando Santos exige-se, acima de tudo, que não invente, sobretudo na hora de recorrer ao banco já que tem sido nesse particular que o engenheiro tem cometido as maiores asneiras. Aos jogadores pede-se disponibilidade total, cabeça no lugar e acerto na finalização, pecha que nos tem sido fatal nos últimos jogos. Seja qual for a receita, o certo, é que temos forçosamente de garantir um resultado que nos permita encarar o jogo da 2ª eliminatória sem sobressaltos, o mesmo é dizer, não sofrer golos e marcar pelo menos dois. Menos do que isto é meio caminho andado para mais uma desilusão algo que os apaniguados benfiquistas já têm de sobra e, por isso, dispensam.
domingo, fevereiro 11, 2007
Grandes responsabilidades de Fernando Santos na eliminação
Fernando Santos fez muito bem em assumir a derrota no encontro de ontem uma vez que a responsabilidade lhe cabe quase por inteiro. Estávamos a fazer uma agradável 1ª parte, controlando o adversário, fazendo boa circulação de bola e criando excelentes situações de finalização quando o técnico encarnado resolve fazer uma alteração táctica para a 2ª parte que se veio a mostrar nefasta para os interesses da equipa. A troca de João Coimbra por Mantorras revelou-se um autêntico flop pois ficámos com menos um elemento no meio-campo, o que nos criou demasiadas dificuldades quer ao nível da construção de jogo quer ao nível da pressão sobre o adversário, passando os varzinistas a trocar a bola a seu bel-prazer sem que os nossos jogadores conseguissem acertar nas marcações. Esta inferioridade numérica na zona nevrálgica do terreno, foi a responsável pela péssima 2ª parte do Benfica não obstante a eliminação se ficar a dever a duas burridades de Nélson que, mais uma vez, deu provas que a inteligência chegou ali e parou.
Este vergonhoso afastamento da Taça de Portugal trouxe-nos ainda uma dor de cabeça acrescida: Simão e Luisão vão estar ausentes no jogo com o Nacional. Sendo eles, muito provavelmente, os jogadores mais influentes na equipa estou para ver como é que o engenheiro vai enfrentar este problema. Estou convencido que será Katsouranis a ocupar o lugar de Luisão pois não acredito que o técnico vá apostar em Daniel Luiz num jogo de tanta responsabilidade. Já quanto ao lugar de Simão, seja qual for o jogador escolhido, este será sempre uma solução de recurso uma vez que o capitão não tem substituto à altura. Num campo tradicionalmente difícil e sem as suas principais referências sempre quero ver como é que o Benfica vai trazer os três pontos da Madeira.
sábado, fevereiro 10, 2007
Cambada de coxos!
Na única competição em que tínhamos alguma possibilidade de vencer, somos afastados, e logo por um clube que não ganhava há 10 jogos e que, ainda por cima, joga num escalão secundário. Infelizmente, é mais uma humilhaçao a juntar a tantas outras que vamos amealhando época após época. Numa semana em que fomos apontados como o 20º clube mais rico da Europa, esta eliminação vem colocar as coisas no seu devido lugar. Grandes? Só se for em bazófia!
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Que bom seria se fosse verdade
"O Benfica é o primeiro clube português presente no «top 20» do «ranking» anual dos clubes com maiores receitas do Mundo, elaborado pela Deloitte e habitualmente designado como a lista dos clubes mais ricos do Mundo".
Não sei porquê não fiquei muito entusiasmado com esta notícia. E não fiquei porque a realidade diz-me exactamente o contrário, como se pode verificar analisando os sucessivos relatórios anuais de contas que são bem elucidativos quanto ao nosso estado financeiro: encargos de tal monta que as receitas ainda não conseguem cobrir as despesas. Ora, enquanto assim for, nunca poderemos almejar a entrada no clube dos mais ricos do futebol europeu. Se por acaso isto não bastar para ficarmos convencidos, compare-se o orçamento do Benfica com os orçamentos dos clubes das melhores ligas europeias e veja-se a diferença abissal. São realidades completamente distintas que impossibilitam que qualquer clube português possa sequer sonhar um dia poder bater-se de igual para igual com os melhores do futebol europeu. Daí este ranking ser pouco credível. Quanto muito alimenta o ego de alguns benfiquistas, sobretudo daqueles que gostam de se deixar enganar.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Derlei começa mal
Pode-se dizer que Derlei entrou com o pé esquerdo neste retorno ao futebol português. 20 minutos foram suficientes para o brasileiro agredir um adversário e, com esse gesto, ver-se impedido de jogar nas próximas 3 semanas. É bom que ele não se esqueça que tem apenas 4 meses para convencer técnico e dirigentes a apostarem na sua contratação. Desbaratar de forma inglória quase um mês de competição foi uma atitude infeliz que pode colocar em risco o seu desejo de permanecer no Benfica. Além disso, este gesto irreflectido, prejudica o clube, o que não abona a favor do seu carácter.
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Benfica transformado em entreposto de jogadores
Algo que acontece com inusitada frequência é ver-se jogadores do Benfica com vontade de sair do clube. Depois de Simão, Manuel Fernandes, Ricardo Rocha (só para citar os últimos), chegou agora a vez de Luisão. Consigo compreendê-los: para além das questões financeiras e da possibilidade de jogarem em campeonatos mais competitivos, percebo que envergar uma camisola que raramente alcança algum título seja demasiado frustrante para um jogador com ambição. Longínquos vão os tempos em que jogar no Benfica tinha algum significado. No presente, serve apenas de entreposto.
domingo, fevereiro 04, 2007
Incoerências
Há dois anos atrás, os sportinguistas disseram cobras e lagartos do golo de Luisão no jogo frente ao Sporting que praticamente sentenciou o campeonato a favor do Benfica. Alegaram eles que o brasileiro havia feito falta sobre Ricardo e que era uma vergonha o árbitro não ter anulado o golo. Ontem, a vitória sobre o Nacional nasce de uma falta clamorosa de Bueno que se encavalita sobre um adversário e que o árbitro e o fiscal-de-linha viram mas resolveram deixar passar em claro. Curiosamente, desta vez, os sportinguistas não se manifestaram. É assim o futebol português!
sábado, fevereiro 03, 2007
Enorme desperdício
Com a vitória do Estrela no Dragão a minha frustração aumentou sabendo que, se não fosse a tremenda inabilidade dos nossos jogadores, estaríamos agora a dois pontos da liderança e a depender única e exclusivamente de nós próprios na luta pelo título. Ao contrário dos optimistas eu não me conformo com o resultado de ontem.
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Empate decepcionante
Esta noite tive um dos maiores desgostos enquanto benfiquista. Se não tivesse presenciado não acreditava. Não há palavras para expressar a revolta que vai dentro de mim por ter visto os jogadores do meu clube, esbanjarem tantas e tão claras oportunidades de golo, algumas delas de forma tão absurda, que, estou certo, até um bébé de colo as concretizaria. E não me venham falar em falta de sorte. Aquilo a que assisti hoje foi a maior manifestação de azelhice que eu alguma vez vi na história do futebol mundial. Com tamanha prova de incapacidade encaremos a realidade: ficou claro que não merecemos ser campeões. Para o ano há mais!
Adeptos encarnados com fome de bola
Segundo noticia a "Bola", a lotação do Estádio da Luz, para o jogo de logo à noite frente ao Boavista, está praticamente esgotada. Não será necessário dizer que esta previsível enchente se deve não só à boa campanha que a equipa vem fazendo nos últimos tempos, o que permitiu alcançar o 2ºlugar e reduzir a distância que nos separa do FCP, mas sobretudo a possibilidade de verem actuar Derlei com a camisola encarnada. Confesso que deposito algumas expectativas no brasileiro a ponto de acreditar que ele venha trazer grandes alegrias ao clube. E algo me diz que é já esta noite que ele vai fazer o gostinho ao pé, introduzindo a redondinha na baliza dos axadrezados.
terça-feira, janeiro 30, 2007
As novas contratações do Benfica
Os novos jogadores encarnados já estão identificados e tudo indica que em matéria de contratações nos vamos ficar por aqui. Derlei é um jogador sobejamente conhecido do futebol português, com provas dadas, e que pode vir a ser muito útil ao Benfica no resto da temporada, não obstante a sua idade e desde que se apresente em boas condições físicas. Ainda que, muito provavelmente, já não se encontre na plenitude das suas capacidades, a sua qualidade técnica permanece intacta, o que é garantia suficiente para que possamos acreditar que o ataque encarnado vai ficar mais forte. Já quanto ao novo defesa-central devo dizer que coloco as maiores reticências quanto à possibilidade de este jogador se constituir numa mais-valia para o Benfica: demasiado jovem, jogando na terceira divisão brasileira e, ainda por cima, padecendo de pubalgia, não são propriamente credenciais que nos permitam perceber o que levou os dirigentes encarnados a apostar na sua vinda para o clube. Desejo sinceramente que eles saibam o que estão a fazer, caso contrário, só nos resta rezar para que Luisão e Anderson gozem de perfeita saúde até ao final da época. De vez em quando, do mercado brasileiro, surgem boas surpresas. Vamos acreditar que David Luiz seja um desses casos.
segunda-feira, janeiro 29, 2007
A prova de que Domingos mentiu
Num canal que não a Sporttv (já não me recordo qual) vejo o resumo do U.Leiria-F.C. Porto. No lance que ditou a expulsão de Quaresma, no exacto momento em que o jogador portista atinge Tixier com uma cotovelada, vê-se um Domingos muito atento à jogada e não a olhar para o chão, como ele próprio afirmou, quando o jornalista o interrogou sobre a justeza da decisão arbitral. Ou seja, Domingos mentiu. Nada que nós já não soubéssemos, mas que, ainda assim, foi bom ver a confirmação pelas câmaras televisivas.
domingo, janeiro 28, 2007
Vitória suada mas merecida
Depois do percalço do FCP em Leiria, era imperativo que o Benfica ganhasse no Restelo de modo a reduzir a diferença que o separa do líder e ganhar novo alento na corrida pela conquista da Liga. Foi o que veio a acontecer, mas não se pense que foi fácil já que o Belenenses se constituiu num adversário tremendamente difícil, tendo-nos criado enormes dificuldades.
O Belenenses entrou a todo o gás, jogando muito compacto, com os sectores muito próximos entre si e exercendo uma forte pressão sobre os jogadores encarnados que se viam em palpos de aranha para construir o seu jogo. Esta foi a toada durante toda a 1ª parte, mas que não impediu que o Benfica fizesse dois golos e mantivesse a sua baliza inviolada. Ambos com a chancela de Rui Costa: o primeiro num excelente passe a rasgar que permitiu que Simão se isolasse e, aproveitando um desentendimento entre Costinha e Ronaldo, concretizasse com êxito; o segundo num livre muito bem executado a que Luisão deu o melhor seguimento. Foram 45 minutos de forte pendor ofensivo do Belenenses, mas sem resultados práticos, e um Benfica pragmático: forte a defender e com grande eficácia na finalização.
Na 2ª parte o cariz do jogo modificou-se: o Belenenses foi menos ameaçador, aproveitando o Benfica para se libertar do colete de forças que o adversário lhe tinha imposto até aí. Os jogadores encarnados começaram então a fazer circulação de bola com mais confiança, com mais à vontade, gerindo da melhor forma a vantagem no marcador. Jogando com cautela o Benfica ia espreitando a possibilidade de através de venenosos contra-ataques chegar ao terceiro golo. Num deles, Nuno Gomes falhou escandalosamente a hipótese de sentenciar a partida. Já perto do final da partida, Silas marcou o golo que o Belenenses fez por merecer e criou alguma emoção para os últimos minutos que, no entanto, apenas vieram a resultar na expulsão de José Pedro e na amostragem de alguns cartões amarelos a jogadores do Belenenses.
No Benfica gostei especialmente das exibições de Luisão, imperial na forma como não permitiu veleidades aos avançados contrários; Léo, pela raça e pelo acerto demonstrado quer nas tarefas defensivas quer nas ofensivas; Petit pelo excelente posicionamento táctico e na recuperação de bolas; Karagounis, exímio no controlo da bola; Rui Costa, pelas assistências que resultaram em golos e Simão que, mais uma vez, se assumiu como a principal referência da equipa. No Belenenses particular destaque para Rodrigo Alvim, um jogador que me enche as medidas e que deve merecer o olhar atento do técnico e dirigentes encarnados. Se fosse eu que mandasse não pensava duas vezes: contratava-o!
O Belenenses entrou a todo o gás, jogando muito compacto, com os sectores muito próximos entre si e exercendo uma forte pressão sobre os jogadores encarnados que se viam em palpos de aranha para construir o seu jogo. Esta foi a toada durante toda a 1ª parte, mas que não impediu que o Benfica fizesse dois golos e mantivesse a sua baliza inviolada. Ambos com a chancela de Rui Costa: o primeiro num excelente passe a rasgar que permitiu que Simão se isolasse e, aproveitando um desentendimento entre Costinha e Ronaldo, concretizasse com êxito; o segundo num livre muito bem executado a que Luisão deu o melhor seguimento. Foram 45 minutos de forte pendor ofensivo do Belenenses, mas sem resultados práticos, e um Benfica pragmático: forte a defender e com grande eficácia na finalização.
Na 2ª parte o cariz do jogo modificou-se: o Belenenses foi menos ameaçador, aproveitando o Benfica para se libertar do colete de forças que o adversário lhe tinha imposto até aí. Os jogadores encarnados começaram então a fazer circulação de bola com mais confiança, com mais à vontade, gerindo da melhor forma a vantagem no marcador. Jogando com cautela o Benfica ia espreitando a possibilidade de através de venenosos contra-ataques chegar ao terceiro golo. Num deles, Nuno Gomes falhou escandalosamente a hipótese de sentenciar a partida. Já perto do final da partida, Silas marcou o golo que o Belenenses fez por merecer e criou alguma emoção para os últimos minutos que, no entanto, apenas vieram a resultar na expulsão de José Pedro e na amostragem de alguns cartões amarelos a jogadores do Belenenses.
No Benfica gostei especialmente das exibições de Luisão, imperial na forma como não permitiu veleidades aos avançados contrários; Léo, pela raça e pelo acerto demonstrado quer nas tarefas defensivas quer nas ofensivas; Petit pelo excelente posicionamento táctico e na recuperação de bolas; Karagounis, exímio no controlo da bola; Rui Costa, pelas assistências que resultaram em golos e Simão que, mais uma vez, se assumiu como a principal referência da equipa. No Belenenses particular destaque para Rodrigo Alvim, um jogador que me enche as medidas e que deve merecer o olhar atento do técnico e dirigentes encarnados. Se fosse eu que mandasse não pensava duas vezes: contratava-o!
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Domingos ganha ao seu clube do coração
Inesperada a derrota do F.C. Porto em Leiria. A expulsão de Quaresma acabou por ser determinante no desfecho da partida pois, enquanto estiveram onze contra onze, o FCP foi claramente superior, pressentindo-se que mais tarde ou mais cedo iriam alcançar o golo. Com menos um jogador em campo tudo se tornou mais difícil e, mesmo criando as melhores oportunidades, os azuis-e-brancos, não só não ganharam como acabaram por perder o jogo que poucos acreditariam que pudesse vir a suceder.
De salientar a falta de fair-play do técnico portista, no final da partida, acusando a arbitragem de ser a principal responsável pela derrota da sua equipa. Sabemos que isto é prática corrente nas hostes portistas, mas esperava que Jesualdo Ferreira, que sempre nos habituou a ser um modelo de comportamento, tivesse uma atitude mais digna e não descarregasse no trio de arbitragem a frustração de uma derrota que de forma nenhuma lhes pode ser atribuída. A justeza da expulsão de Quaresma não oferece a mais pequena dúvida e se houve erros de arbitragem eles repartiram-se pelas duas equipas. Custa a perceber como a personalidade dos treinadores portugueses se transforma tão facilmente sempre que são chamados a orientar o FCP. É que, curiosamente, não têm este comportamento quando treinam outros emblemas. A que se devem estes desvios comportamentais era algo que eu gostava que os próprios nos explicassem. Quem sabe, pode ser que um dia o façam!
P.S. A desculpa de Domingos para não comentar a expulsão de Quaresma é, no mímino, nojenta!!
terça-feira, janeiro 23, 2007
Sorteio da Taça de Portugal
O sorteio ditou que o Benfica se desloque ao campo do Varzim para disputar a próxima eliminatória da Taça de Portugal. Não se pode dizer que o sorteio tenha sido aziago para as nossas cores, apesar de irmos jogar fora de casa. É um clube da II Liga, com tradições no futebol português, mas a quem temos a obrigação de ganhar porque a diferença de potencial é demasiado evidente. Outro resultado que não a vitória seria um desastre total.
Olhando para os outros confrontos tudo indica que nos quartos de final só restarão equipas da 1ª Liga, a menos que surja alguma surpresa que desta feita não me parece que se vá verificar. Só se for o Maia a eliminar o Beira Mar. Nos outros jogos não vejo grandes hipóteses de os pequenos se imporem aos clubes de maior nomeada. Dia 10 de Fevereiro logo veremos.
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Se fosse eu que mandasse não o vendia
Embora não haja ainda confirmação oficial tudo se conjuga para que Ricardo Rocha venha a ser jogador do Tottenham. Se do ponto de vista financeiro não tenho dúvidas de que o Benfica faz um excelente negócio, a confirmarem-se as verbas vindas a público, já do ponto de vista desportivo esta transferência deixa-me as mais sérias reservas. Ricardo Rocha vinha a revelar-se um elemento imprecindível na defesa, estando a atravessar um óptimo momento de forma talvez o melhor desde que está no Benfica e, além disso, a faltarem tão poucos dias para o terminus do período de contratações e com os cofres depauperados, muito dificilmente vamos encontrar alguém da sua igualha. Numa altura em que ainda estamos em três frentes não me parece que o Benfica se possa dar ao luxo de prescindir de uma das suas peças de mais alto rendimento. Fernando Santos já avisou que para o seu lugar não quer nenhum jogador que esteja a jogar na Liga, o que significa que, muito provavelmente, o Benfica se irá virar para o mercado brasileiro, onde não faltam jogadores de qualidade, mas onde o risco de comermos gato por lebre também acontece com demasiada frequência. Uma coisa é certa: não podemos falhar na escolha do jogador sob pena de virmos a pagar juros muito altos já a curto prazo. Quer em termos desportivos quer mesmo em termos financeiros.
Benfica segue em frente na Taça de Portugal
Foram precisos vinte minutos de suor para o Benfica vencer o União de Leiria e carimbar o passaporte para a próxima eliminatória. Na 1ª parte deu a impressão de os jogadores encarnados estarem em greve de zelo, tal o ritmo de passeio que decidiram dar à partida, talvez pensando que as coisas se iriam resolver a contento sem necessidade de grandes esforços. Equivocaram-se. E não fosse o golo do União de Leiria e talvez a toada se mantivesse durante toda a 2ª parte pois nos primeiros quinze minutos a atitude dos jogadores pouco se alterou.
Com o golo de Harison os encarnados empertigaram-se e ao futebol lento, pastoso e mal jogado deu lugar um futebol acutilante e muito mais objectivo. Claro está que para esta mudança muito contribuiu a alteração táctica que Fernando Santos resolveu introduzir. A entrada de Mantorras veio criar dificuldades à defesa leiriense que até aí, com apenas Nuno Gomes para marcar, vinha tendo uma noite perfeitamente descansada. Os leirienses começaram a ter grandes dificuldades em fechar os caminhos para a sua baliza aproveitando o Benfica para criar sucessivas jogadas de perigo. A dez minutos do final Simão ( e não Nuno Gomes que não chegou a tocar na bola)resolveu acalmar a descrença que já se apoderava dos adeptos e fez o empate. Pouco minutos volvidos, Mantorras colocava justiça no resultado e fazia o 2º golo, quebrando o seu jejum que já vinha desde Abril do ano passado.
Vitória justíssima do Benfica que foi a única equipa a tentar ganhar o jogo apesar dos confrangedores quarenta e cinco minutos iniciais; o União de Leiria limitou-se a defender e a esperar que um qualquer lance de bola parada resolvesse a contenda a seu favor. Esteve quase a consegui-lo o que seria uma enorme injustiça face àquilo que produziu durante os noventa minutos
sexta-feira, janeiro 19, 2007
E vai mais uma!
Confesso que já não tenho paciência para as lesões de Miccoli. São tantas que já lhe perdi a conta. O homem faz dois ou três jogos e depois fica no estaleiro por períodos nunca inferiores a um mês. Agora, para não variar, lá temos o italiano de novo lesionado e durante um período de tempo ainda indefinido. Por melhor que seja o jogador, e tenho que reconhecer que foi um dos melhores jogadores que passou pelo Benfica nos últimos anos, o que é um facto é que o clube não se pode dar ao luxo de ter nos seus quadros um jogador caro que raramente joga. Com a saída de Kikin só temos Nuno Gomes para o ataque uma vez que de Mantorras nem vale a pena falar. É manifestamente pouco para os compromissos que temos até ao terminus da época. Pressionados pelo pouco tempo que falta até ao final de Janeiro e tendo em conta que o dinheiro para compras é escasso, prevejo a vinda de um atacante em saldo, daqueles que ninguém quer, e do qual não poderemos esperar grande coisa. Infelizmente, o passado recente leva-me a temer que isso venha a acontecer.
quarta-feira, janeiro 17, 2007
A estrela deixou de cintilar
Paulo Bento já viu melhores dias no Sporting. Depois de eliminado da Liga dos Campeões e impedido de participar na Taça UEFA, deitou praticamente a perder, este fim-de-semana, a possibilidade de vencer o campeonato. Ainda por cima vai ganhando alguns anti-corpos no plantel leonino, como são os casos de Carlos Martins e Nani. Se deixar fugir o 2º lugar e não ganhar a Taça de Portugal, arrisca-se a um despedimento igual ao de José Peseiro no final da época. Colocado nos píncaros pela maioria da comunicação social, parece que ainda vai ter de penar uns tempinhos até poder seguir as pisadas de José Mourinho, como alguns prognosticaram. Resta saber se algum dia o conseguirá.
terça-feira, janeiro 16, 2007
Objectivo cumprido
Não foram favas contadas os três pontos ontem trazidos de Coimbra. Após sofrerem um golo (irregular), logo a abrir a partida, os academistas tiveram uma reacção espantosa que só não deu frutos porque na baliza encarnada esteve um Quim numa das suas melhores noites. Foi uma primeira parte inteiramente dominada pela Académica a que o Benfica ia respondendo conforme podia. Tudo isto acontecia porque no meio campo o Benfica tinha menos um elemento e para complicar as coisas Karagounis não fechava no corredor direito. Com o grego a esquecer-se das suas funções defensivas, Nelson teve de fazer das tripas coração para suster o endiabrado Lino perdendo com ele inúmeros lances. Do outro lado, Filipe Teixeira também ia fazendo das suas. Com tamanho balanço ofensivo os academistas descuravam a sua defensiva aproveitando o Benfica para desenvolver venenosos contra-ataques que poderiam ter decidido o jogo não fora um golo mal anulado a Katsouranis e várias oportunidades desperdiçadas.
Com a entrada de Manú, poucos minutos decorridos na 2ª parte, o Benfica equilibrou as forças a meio-campo e não mais a Académica dispôs das facilidades que vinha desfrutando até aí. O jogo tornou-se menos espectacular mas ainda assim bem interessante pela incerteza do resultado. As melhores oportunidades couberam ao Benfica, uma delas escandalosamente esbanjada por puro egoismo de Nelson que numa situação de 3x1 resolveu inventar. Já perto do final da partida Léo sentenciou a partida numa jogada de fino recorte.
O Sporting está agora mais perto, apenas com um ponto de vantagem pelo que o 2º lugar é um objectivo perfeitamente alcançável. Já quanto ao 1º lugar, o F.C. Porto não dá mostras de ceder o que nos permite perspectivar que em condições normais o campeão está encontrado.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Fundamental vencer em Coimbra
Ao Benfica, esta noite, não lhe resta outra alternativa que não seja ganhar o confronto com a Académica. Não tanto pelos pontos de atraso relativamente ao F.C. Porto, porque esses já me parecem irrecuperáveis, mas pela possibilidade de se aproximar do Sporting aproveitando o deslize deste em Belém. Custe o que custar, o 2º lugar nesta Bwinliga tem de ser nosso para garantirmos a presença na Liga dos Campeões da próxima época. Bem sei que lutar por um lugar secundário não deve ser lá muito motivante para os jogadores. Mas, se estamos colocados nesta posição, a culpa deve-se em grande parte a eles, graças ao fraco desempenho que têm tido ao longo deste campeonato. Tivessem eles tido outra atitude dentro de campo e, provavelmente, estaríamos agora a discutir o título com o F.C. Porto. Como isso não aconteceu, vêmo-nos obrigados a lutar por objectivos bem menos ambiciosos, mas, ainda assim, importantes para o futuro do clube. Eles que não se esqueçam disso!
domingo, janeiro 14, 2007
Confirmada a saída de Kikin
Kikin retorna ao México, o que significa que o Benfica vai buscar alguém para o substituir, pois doutra forma não se justificaria a sua venda, estando o plantel tão carenciado de pontas-de-lança. Ainda por cima quando se sabe que dois deles não nos dão o mínimo de garantias quanto à sua condição física. Sendo assim, resta aguardar para sabermos qual o jogador que estará a chegar, esperando eu que acertem na escolha e não repitam o fiasco que foram as contratações de Janeiro da época passada.
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Ganda Beckam!
O inglês é que a sabe toda. Vá la saber-se como, mas o que é certo é que o rapaz conseguiu convencer os americanos a pagarem-lhe mais de 20 mil contos por dia, durante os próximos cinco anos. Tiro-lhe o chapéu. Quem é que disse que para se ser o futebolista mais bem pago do planeta é preciso saber jogar bem à bola?!
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Benfica vence Torneio do Dubai
Na minha modesta opinião, a liga portuguesa tem de instituir o desempate por penalties. Era a forma de o Benfica amealhar mais uns pontinhos, tal o jeito que os nossos guarda-redes revelaram na defesa dos remates dos 11 metros. Tamanha eficiência proporcionou-nos arrecadar uma bela maquia o que de alguma forma ameniza os estragos provocados pela eliminação da Liga dos Campeões.
O jogo da final, embora ligeiramente melhor que o anterior frente ao Bayern, não teve grandes motivos de interesse. Voltámos a defender bem mas revelámos grande fragilidade ofensiva. É notório que sem Miccoli o Benfica perde poder ofensivo, uma vez que Kikin e Mantorras estão longe de ter o rendimento do italiano. Bem sei que o dinheiro não abunda mas o plantel está a precisar urgentemente de um avançado. De preferência, alguém com presença física dentro da área e que jogue bem de cabeça, tão evidentes são as limitações que os nossos avançados têm nesse capítulo. A ver vamos o que LFV tem em mente.
terça-feira, janeiro 09, 2007
Sorteio da Taça de Portugal
Coube-nos em sorte o União de Leiria. É certo que havia por lá equipas bem mais acessíveis. Mas tendo em conta que jogamos em casa e temos naturais aspirações à conquista do troféu só nos resta ganhar. Outro resultado que não esse seria um verdadeiro desastre. Não me parece que tal vá acontecer, mas perante a eliminação do FCP diante do Atlético todo o cuidado é pouco.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Benfica na final do Dubai
É sempre prestigiante ganhar ao Bayern. Ainda que num torneio da treta, através de grandes penalidades e num jogo em que ambas as equipas não jogaram um chavo. Além disso, já encaixámos uma bela maquia que poderá ser aumentada se vencermos a Lázio na final. Há que convir que 1,5 milhão de dólares não é propriamente uma verba para se desprezar, especialmente num clube que tem os cofres depauperados.
domingo, janeiro 07, 2007
Atlético comete a proeza de eliminar F.C. Porto no Dragão
Soube-me bem a derrota do F.C. Porto. Ainda para mais quando é vencido por um clube da II B, o Atlético, um dos históricos do futebol português. No entanto, esta eliminação teria um outro sabor há uns anos atrás, na altura em que a Taça de Portugal tinha um prestígio que hoje já não tem. Nos tempos que correm a Taça de Portugal é uma competição menor a que poucos dão atenção. O que importa é o campeonato e aí os portistas continuam a dar cartas como bem sabemos. Apesar de tudo, sempre foi uma derrota portista e isso, para mim, é sempre um motivo de satisfação.
Benfica segue em frente na Taça de Portugal
Perante um adversário de um escalão inferior os encarnados fizeram o q.b. para levar de vencida os homens da bairrada. Foi o resultado mais volumoso da época e, pelo que ouvi do relato, mais uns quantos golos ficaram por marcar. Destaques para o bis de Kikin e Nuno Gomes e para a excelente exibição de Simão Sabrosa. Katsouranis como não podia deixar de ser voltou a marcar revelando, mais uma vez, a sua codícia sempre que aparece na zona de finalização. Finalmente, ao fim de 3 meses, Rui Costa voltou a envergar a camisola de que tanto se orgulha constituindo um óptimo reforço para o que resta da temporada. Agora vem aí uma deslocação ao Dubai que, tal como frisou Fernando Santos, só vem atrapalhar. Oxalá não venha ninguém de lá lesionado. Ao menos isso.
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Nuno Assis suspenso até ao final da época
O Tribunal Arbitral do Desporto decidiu aplicar um ano de suspensão a Nuno Assis na sequência do controlo anti-doping positivo registado a 3 de Dezembro de 2005. Descontados os quase 6 meses já cumpridos o jogador só pode voltar a jogar na próxima época.
Sobre este caso vale a pena relembrar as palavras de Olivier Niglli da AMA:"Em Portugal, o jogador não foi formalmente punido por nada. Teve 6 meses em 1ª instância, foi uma decisão portuguesa que podia ter sido objecto de recurso se tivesse sido mantida até ao fim. A Comissão Nacional Antidopagem (CNAD) não apresentou mas o jogador fê-lo e o caso foi reaberto, o que nos levou a querer averiguar o que se passou. E sobretudo porque o jogador depois foi ilibado".
Daqui se entende que se o Conselho de Justiça da FPF não tem violado a lei ao arquivar o processo - opinião da Procuradoria-Geral da República que levou à queixa da Sec. Estado Desporto e a retirada de estatuto de Entidade Pública à FPF - e o Benfica não tivesse recorrido da suspensão o assunto já estava finalizado e o jogador livre porque só lhe faltavam cumprir mais 19 dias. Percebe-se que o Benfica tenha acreditado no jogador e tivesse por todos os meios procurado defender a sua inocência mas perante o resultado melhor fora que tivesse ficado caladinho. Não ficou, tramou-se!
quarta-feira, janeiro 03, 2007
As contratações de Janeiro
Não se prevêem contratações sonantes neste mês de Janeiro. Com os clubes portugueses na penúria mais uma vez iremos assistir à chegada de uma catrefada de brasileiros de duvidosa qualidade e a algumas trocas de jogadores entre clubes nacionais. Não mais do que isso. No caso do Benfica, não me admiraria que ficasse tudo como está. E bem vistas as coisas se calhar é preferível que assim seja. Se não há dinheiro mais vale que os dirigentes encarnados estejam quietinhos, do que voltarem a repetir os erros da época transacta em que se contrataram jogadores por atacado e sem que nenhum deles se tivesse imposto na equipa. É tempo de pôr cobro à vinda de jogadores que nada acrescentam à equipa. Desses já nós lá temos muitos pelo que não há necessidade de aumentar o seu número.
O novo contrato de Fernando Alonso
Fernando Alonso trocou a Renault pela McLaren. Até aqui nada de surpreendente. O que surpreende é o montante que o piloto espanhol irá auferir na nova escuderia. 30 milhões de euros ano, 6 milhões de contos na moeda antiga o que dá um valor aproximado de 2 mil contos por dia. Ora, por muito bom que seja o piloto, nada justifica um salário destes. Com tanta gente a morrer de fome e a viver na miséria esta exorbitância de dinheiro é um insulto. Haja vergonha!
sexta-feira, dezembro 29, 2006
A Taça da Liga
Hermínio Loureiro garante que a Taça da Liga vai ser uma realidade na próxima época. Com um quadro competitivo tão reduzido como é o português é necessário fazer alguma coisa no sentido de dar mais jogos aos jogadores e possibilitar aos clubes a cativação de mais receitas. No entanto, para que os clubes apostem nesta competição é necessário garantir, desde logo, que o vencedor tenha acesso à Taça UEFA. Se assim não for, teremos uma competição votada ao fracasso com reduzido interesse competitivo e jogado em estádios vazios. É certo e sabido!
terça-feira, dezembro 26, 2006
Diego retorna ao futebol brasileiro
Diego é o primeiro jogador do Benfica a sair na reabertura do mercado. O Grémio é o seu destino e é daqueles jogadores que mesmo antes de vestir a camisola encaranada se via que nunca teria hipóteses de singrar na Europa. No campeonato do mundo de sub-20 tinha dado para ver que estávamos perante um jogador lento, técnica e tacticamente limitado e com reduzido poder de recuperação de bola. Foi daquelas contratações que o Benfica nunca devia ter feito tão evidente era a sua incapacidade futebolística. Razão tinha o Veiga que nunca o quis.
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Vitória por números exagerados
Ontem os deuses estiveram com o Benfica. Nas quatro oportunidades que teve marcou outros tantos golos. Conseguiram o melhor resultado neste campeonato sem, contudo, excepção feita ao golo do mexicano, os seus pontas-de-lança terem rematado uma única vez à baliza. Reconheça-se que isto não é um facto normal, antes pelo contrário. Em contrapartida, o Belenenses acumulou flagrantes oportunidades de golo sem conseguir concretizar nenhuma, muito por força das excelentes defesas de Quim que terá, talvez, realizado a sua melhor exibição com a camisola encarnada. Em suma, excelente resultado para as nossas cores mas com uma exibição bastante frouxa.
Para além de Quim, o melhor elemento em campo, destaque-se a prestação de Katsouranis que tem vindo a revelar-se num elemento imprescindível nesta equipa. Não se dá muito por ele, mas o que é certo é que o homem cumpre as suas funções a preceito e, ainda por cima, marca golos. Neste particular, já leva 5 marcados o que para um médio defensivo não deixa de ser um factor abonatório da sua qualidade. Se é verdade que habitulamente não temos tido sorte com a maioria das contratações, no caso do grego parece-me que acertámos em cheio. O engenheiro teve olhinhos!
Quem, apesar de se ter estreado a marcar, parece estar de malas aviadas é Kikin. Embora nos úlitmos jogos tenha vindo a melhorar de rendimento, vê-se que falta ali qualquer coisa. É que um avançado que se preze tem de rematar à baliza, algo que o mexicano não faz; além disso tem o mau hábito de jogar muito longe da área adversária o que também não é suposto um ponta-de-lança fazer. Seja como for a sua saída só fará sentido desde que para o seu lugar se contrate outro ponta-de-lança. Se assim não for é de ficar com ele, pois para além de Mantorras não ser uma alternativa credível, ainda temos o problema de Miccoli estar constantemente lesionado. A ver vamos o que nos reserva o mês de Janeiro no que toca a reforços para o plantel.
quarta-feira, dezembro 20, 2006
O "flop" da redução do número de clubes na Liga portugues
A paragem de um mês na Liga portuguesa é uma medida sem paralelo e que não faz sentido nenhum. Deixa os adeptos frustrados sem possibilidade de ver a sua equipa durante largo tempo; deixa os plantéis sem motivação para trabalhar correndo-se o risco de os jogadores perderem a forma desportiva e, sobretudo, deixa os clubes, em especial os de menor dimensão, sem possibilidades de fazer receitas para fazer face aos seus compromissos.
Tudo isto se deve à redução do número de clubes. Na génese desta redução esteve a possibilidade de aumentar os níveis de competitividade da nossa Liga, objectivo que não foi alcançado se atentarmos naquilo que temos observado ao longo deste campeonato. Os três lugares da frente já estão ocupados pelas equipas habituais, com o F.C. Porto a fazer um campeonato à parte tão evidente é a sua supremacia, e as diferenças face às outras equipas irão-se acentuar à medida que o campeonato for avançando. Entretanto a qualidade do futebol praticado continua nivelado por baixo o que significa que se calhar, e tendo em conta as razões apontadas no início deste post, muito provavelmente, esta redução não trouxe ao futebol português os benefícios pretendidos. Bem antes pelo contrário, digo eu.
terça-feira, dezembro 19, 2006
Afinal já não recebemos o subsídio de Natal
Filipe Vieira bem os tentou enganar, mas o certo é que os tipos do Portsmouth não foram na conversa. Na altura fiquei surpreendido em saber que havia um clube disposto a pagar 10 milhões pelo Manuel Fernandes. É que o rapaz nem metade vale. Infelizmente para o Benfica os ingleses viram a tempo a grande asneira que iam cometer. Parece que o Benfica não o quer de volta o que significa que o vamos ter que vender a um preço de saldo.
domingo, dezembro 17, 2006
Um desfecho natural
Uma primeira parte para esquecer e com o Benfica a chegar ao golo com uma grande dose de sorte. Na etapa complementar, já com as pedras nos seus devidos lugares, os encarnados fizeram jus à vitória e mereciam um resultado mais dilatado, tantas foram as oportunidades desperdiçadas.
Simão, a atravessar um óptimo momento de forma, voltou a ser o abono de família da equipa, exibindo-se a grande altura, mormente na 2ª parte, quando Fernando Santos o colocou na posição em que o nosso capitão mais gosta de jogar e onde obtém melhor rendimento. Destaque também para as exibições de Nuno Gomes que voltou a fazer o gosto ao pé e esteve eficiente nas tabelinhas, segurando bem a bola e endossando-a com qualidade; Nélson em óptima condição física, fez estragos na defesa sadina, comportando-se como um verdadeiro extremo direito. De resto, todos os jogadores encarnados se exibiram a um nível aceitável embora Kikin continue a revelar grandes dificuldades em impor o seu futebol.
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Podia ter sido bem pior
Não se pode dizer que o sorteio da Taça UEFA tenha sido madrasto, ao colocar os romenos do Dínamo de Bucareste no caminho do Benfica. É um adversário acessível que nós temos por obrigação eliminar. Nem mesmo o facto de comandarem o seu campeonato e a Roménia ser o país que esta época mais pontos conquistou nas provas europeias, nos retira a condição de favorito. Esta eliminatória tem ainda um interesse acrescido: o de saber quem - nós ou os romenos - terá na época de 2008/2009 três equipas na Liga dos Campeões. A luta tem sido renhida, e se os eliminarmos é bem provável que Portugal assegure em definitivo esse desiderato. Tal facto deve constiuir um factor de motivação extra para os jogadores encarnados. Oxalá eles tenham consciência desta necessidade imperiosa de deixarmos o nosso adversário pelo caminho.
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Excelente escolha
A nomeação de Maria José Morgado para dirigir todos os processos relativos ao Apito Dourado, deixa-me com alguma esperança de que, desta vez, a justiça vai actuar com a determinação que há muito se exige, no sentido de combater a corrupção generalizada que prolifera no futebol português. São conhecidas as suas denúncias sobre esta matéria pelo que tem agora a oportunidade e a possibilidade de provar todas as acusações que fez ao mundo do futebol. Se não o conseguir vai ser uma profunda desilusão. Tenho receio que não a deixem levar o processo até ao fim. É que o lobby do futebol é muito poderoso e vai procurar fazer valer a sua influência.
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Pinto da Costa vs Justiça
Anda por aí muito boa gente a pensar que é desta que Pinto da Costa vai assentar com o lombo na prisão. Bem podem esperar sentados, pois tal cenário nunca se vai verificar. Por muitos indícios que haja sobre as suas práticas criminosas, o homem acabará sempre por se safar, com maior ou menor dificuldade. Bem o podem constituir arguido no Apito Dourado ou noutro processo qualquer que no final o veredicto é sempre o mesmo: absolvido por falta de provas. Condenar corruptos em Portugal é um processo muito complicado e mais complicado se torna quando estão em causa grandes figuras. A pessoa em causa é nem mais nem menos do que o maior suspeito de tráfico de influências e corrupção que alguma vez passou pelo futebol português. É só lembrar as variadíssimas histórias que toda a gente conhece: o tempo das malinhas, dos quinhentinhos; das agressões a tudo e a todos, nas cobranças por serviços prestados; nos jogadores que se compravam e não se pagavam, não porque não houvesse dinheiro, mas porque serviam para pagar favores de permanências ou não descidas de divisão; de empréstimos monetários ou facilitações de negócios; das viagens para famílias inteiras; nas prendas a jornalistas; nos investimentos indirectos e encapotados em orgãos de comunicação social; nas lutas pelos órgãos da FPF (Comissão de arbitragem à frente); na selecção e promoção de árbitros; na hereditização dos árbitros das Associações amigas, etc. Como vêem as histórias são aos montes. Falta o mais difícil: prová-las. Não que elas não existam. O que está em questão é saber se a justiça está interessada em investigá-las. Quanto a mim, não está!
segunda-feira, dezembro 11, 2006
A triste realidade
Tendo em conta o que o Benfica tem feito fora de portas, o empate alcançado frente à Naval tem de ser considerado um resultado normal. É bom que não nos esqueçamos que, até ao momento, nos jogos fora de casa, já perdemos 15 pontos. Quer isto significar que em 21 pontos possíveis só conquistámos 7, o que é manifestamente insuficiente para quem aspirava ser campeão. Com uma contabilidade destas, não só o título deixa de ser um objectivo, como o próprio 2º lugar me parece um desiderato só passível de ser alcançado, se o Sporting passar por uma profunda crise futebolística. Como não é provável que isso vá acontecer, resta-nos lutar pelo 3º lugar, sendo que este tem de ser forçosamente nosso, sob pena de ficarmos, desde logo, arredados da próxima Liga dos Campeões. Por muito que doa aos adeptos benfiquistas esta é a nossa realidade e há que ter consciência que é isto que se vai passar. Quem julgar que esta análise não tem qualquer cabimento é porque anda completamente iludido e sobrevaloriza a capacidade dos nossos jogadores. Simão, Rui Costa e Miccoli são os únicos jogadores cuja categoria respeita a grandeza do Benfica (sendo que um deles ainda "não jogou" e o italiano raramente o faz por estar constantemente lesionado). O resto são verbos de encher que, noutros tempos, nunca teriam condições para envergar a camisola do Glorioso. Ora, se assim é, como podemos nós sonhar com títulos?
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Uma derrota previsível
Por estranho que pareça o golo de Nelson foi pernicioso para o Benfica. Foi a partir desse momento que o cariz do jogo se alterou. Até aí e perante a passividade do nosso adversário, que se mostrou demasiado cauteloso, o Benfica foi aguentando com relativa facilidade as raras investidas dos ingleses, trocando a bola com inesperado à vontade e marcando o ritmo de jogo, algo que não se esperava que viesse a acontecer nos primeiros 15/20 minutos da partida. A partir do golo sofrido o Manchester adiantou as suas linhas, exerceu uma enorme pressão, obrigou-nos a recuar no terreno, e o empate que se adivinhava acabou por aparecer já no período de descontos da 1ª parte. Foi um forte revés nas aspirações encarnadas que não mais soube estar à altura das exigências. Na 2ª parte, o Manchester voltou a ter a iniciativa de jogo, marcou cedo e a partida ficou decidida.
Só um Benfica em grande noite poderia ter algumas perspectivas de vencer. Não foi isso o que se verificou, muito por culpa do nosso adversário que se mostrou demasiado forte para a nossa actual capacidade. O resultado não oferece discussão. Foi justo e merecido. Agora há que enfrentar a Taça UEFA com ambição, pois trata-se de uma competição onde temos legítimas aspirações. Não teremos adversários fáceis, como é óbvio, mas qualquer deles está perfeitamente ao nosso alcance.
Uma nota de destaque para a grande exibição de Simão, o único jogador a criar dificuldades à defensiva inglesa; para o grande golo de Nélson e, finalmente, para a excelente prestação de Ricardo Rocha que, talvez motivado pelos primeiros golos alcançados com a camisola encarnada, tem vindo a subir de rendimento a olhos vistos.
Precisamos de um Benfica à Benfica
Aguarda-se uma noite de vibrantes emoções. Desta vez, ao contrário de sexta-feira, vou estar em frente do televisor, seguindo a par e passo a aventura do meu Benfica em Manchester. Estou com uma certa curiosidade em verificar, até que ponto aquela vitória em Alvalade aumentou os níveis de confiança dos nossos jogadores. É que para vencer o Man. United vai ser preciso uma grande dose de confiança e, sobretudo, de qualidade futebolística. Será que vamos estar à altura das exigências da partida?
terça-feira, dezembro 05, 2006
Sporting fora da Europa
Os adeptos leoninos devem estar em estado de choque. Depois da humilhante derrota frente ao Benfica, vêem-se agora afastados da Taça UEFA, após a vitória do Spartak em Alvalade. Quem prognosticaria, há uma semana atrás, que o Sporting iria passar por uma hecatombe desta dimensão? Muito pouca gente, seguramente! Se bem estou lembrado, não se poupavam adjectivos à competência de Paulo Bento e à capacidade do conjunto leonino e eis que, num curto espaço de tempo, tudo parece ruir tal qual um castelo de cartas. O treinador leonino deixa de ser um Deus e dos jovens leões já se diz que lhes falta maturidade. Nada de anormal. É o habitual exagero lusitano.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Sem nada a perder
Todos nós benfiquistas gostaríamos de ver o Benfica vencer em Manchester. Não só pelo que isso representaria em termos financeiros mas também pelo reforço do prestígio do clube na Europa. Porém, tendo em conta o potencial do adversário que vamos defrontar, as suas naturais aspirações na competição e o facto de o jogo ser em sua casa, o mais natural e provável é que venhamos a ser eliminados da Liga dos Campeões. A suceder, e oxalá não aconteça, não me parece que isso constituia uma grande tragédia para as nossas cores, uma vez que já temos assegurada a continuidade na Europa, ainda que seja através da Taça UEFA, uma competição menos prestigiante e bem menos atractiva em termos financeiros. Nada que me tire o sono. Muito sinceramente, preferia ver o Benfica vencer esta competição, do que vê-lo afastado numa próxima eliminatória da Liga milionária. Mais a mais, é um troféu que nos falta e que precisamos de conquistar, quanto mais não seja para equilibrarmos as contas com o nosso rival nortenho. Isto de saber que há um clube em Portugal com mais títulos europeus do que nós, é algo que me custa a engolir.
sábado, dezembro 02, 2006
F.C. Porto soma e segue
Estes gajos do FCP chateiam de tanto ganhar. Ainda não chegámos ao Natal e as faixas estão praticamente encomendadas. Para o resto do campeonato o interesse reside em saber qual dos dois grandes de Lisboa terá acesso directo à Liga dos Campeões. Talvez não fosse má ideia introduzir nos regulamentos da Liga uma lei que impedisse os azuis-e-brancos de ganhar duas épocas consecutivas. Ou então, iniciarem os campeonatos com pontos negativos. Qualquer uma delas, teria a concordância da maioria dos portugueses. Eu subscreveria sem hesitações.
O jogo que eu não vi
Verdade se diga que esta vitória do Benfica em Alvalade constituiu para mim uma enorme surpresa. De tal forma estava convencido que iríamos perder que nem sequer tive coragem de assistir ao jogo. É que se há derrotas que me tiram anos de vida essas são exactamente aquelas que acontecem com os lagartos. E como a minha capacidade de sofrimento tem limites resolvi fazer um retiro durante os 90 m da partida. Já não é a primeira vez que o faço e, contrariamente ao desejado, o sofrimento acaba sempre por ser maior. O desconhecimento do que se está a passar provoca-me uma tremenda ansiedade a ponto de não conseguir fazer mais nada durante aquele período de tempo. Ansiedade essa que atinge o pico máximo nos momentos dos golos, dado que há sempre alguém a manifestar-se de forma audível e nós ali sem sabermos em que baliza é que a bola entrou. A sensação é tão desagradável que não aconselho ninguém a passar por uma situação destas. Só indivíduos completamente paranóicos como eu é que se dão ao luxo de provar emoções deste calibre. Felizmente, desta vez, os golos foram na baliza certa e a satisfação não poderia ser maior. Fica o desgosto de ter perdido a oportunidade de ver o meu Benfica ganhar em Alvalade, mas a consolação de termos ganho os três pontos que, isso sim, é que é importante.
terça-feira, novembro 28, 2006
O "Day After" após Manchester
Após os próximos dois jogos do Benfica uma questão se vai colocar aos adeptos encarnados: vai ou não Fernando Santos continuar à frente do comando técnico da equipa? Trata-se de uma questão pertinente atendendo a que são duas provas em que o Benfica tinha naturais aspirações - numa conquistar o título nacional, noutra passar à fase seguinte da competição - e com a impossibilidade de estes objectivos serem alcançados as pessoas são levadas a interrogar-se o que ficará lá a fazer o engenheiro depois de tão rotundo fracasso? Estou convencido que a unanimidade dos adeptos vai querer a sua saída, embora também me pareça que LFV não nos vai satisfazer esse desejo. Por duas importantes razões. A primeira prende-se com a forte relação de amizade entre os dois; a segunda tem haver com o facto de um eventual despedimento implicar o reconhecimento de que a sua contratação foi um péssimo acto de gestão desportiva e isso é algo que LFV nunca assumirá. Sendo assim, tudo indica que Fernando Santos irá continuar. A não ser que, ele próprio, num acto de contrição e humildade, apresente a demissão o que, digo eu, só o dignificaria e prestigiaria. Não acredito que este cenário se venha a verificar. Mas que fazia todo o sentido lá isso fazia!
domingo, novembro 26, 2006
Baixo pecúlio para tantas oportunidades criadas
O Benfica entrou bem no jogo criando ao longo dos primeiros 45' ocasiões de golo suficientes para chegar ao intervalo com um resultado folgado a seu favor. Acontece que, umas vezes, por pura azelhice, outras vezes, porque Marcos se mostrava intransponível, os jogadores encarnados não conseguiam colocar a bola dentro da baliza adversária. Teve de ser um jogador maritimista a fazer um auto-golo para que o Benfica pudesse chegar à vantagem no marcador. Quando tudo indicava que os encarnados iriam ampliar a vantagem com facilidade, uma péssima cobertura no meio-campo permitiu que Marcinho fosse avançando no terreno e a cerca de 25 metros da baliza de Quim desferisse um potente remate, sem qualquer oposição, fazendo um golo de bandeira. Golo imerecido, pois até aí o Marítimo nada tinha feito que justificasse este golo. Mas é assim o futebol, e os jogadores do Benfica deveriam estar prevenidos para estas situações.
A 2ª parte iniciou-se praticamente com a lesão de Miccoli (mais uma!), o que pareceu incomodar os seus colegas que a partir desse momento não mais conseguiram repetir a exibição da 1ª parte. Nem mesmo a expulsão de Marcinho veio alterar esta situação. O Benfica passou a jogar sobre brasas, a querer fazer tudo depressa e, como é habitual nestas alturas, depressa e bem não há quem. Não fosse o golo de Katsouranis a aproveitar o facto de o Marítimo momentaneamente estar com apenas 9 elementos em campo e não sei se o Benfica conseguiria ganhar o jogo. Pelo que se estava a ver muito dificilmente isso iria acontecer.
A ausência de Miccoli para os decisivos jogos contra o Sporting e Manchester United não auguram nada de bom. Tem sido o nosso jogador mais determinante e sem ele em campo a equipa ressente-se. Não dá para entender que face ao seu historial clínico o jogador tenha entrado para a 2ª parte mesmo depois de apresentar queixas de dores musculares ao intervalo. Parece que o italiano assim o quis, mas, neste caso, o treinador sabendo do que a "casa gasta" não deveria ter permitido a sua reentrada em campo. É para isso que ele lá está. Para tomar as decisões que melhor sirvam os interesses do Benfica. Assim não o fez. Nos próximos dois jogos irá, muito provavelmente, sofrer as consequências da sua infeliz decisão.
terça-feira, novembro 21, 2006
Miccoli fez a diferença
Mais três golos mas desta vez fomos nós que os marcámos. Valha-nos isso. Foi uma vitória que nos garantiu um lugar na Taça UEFA e esse terá sido o dado mais importante a retirar deste jogo frente aos dinamarqueses. É que o Celtic ganhou ao Manchester e, sendo assim, a hipótese de continuarmos na Liga dos Campeões é agora muito remota. Para nos apurarmos necessitamos de ganhar em Old Trafford algo que no momento actual do Benfica me parece uma tarefa praticamente inacessível. Só um Benfica inspiradíssimo poderia cometer tal proeza e, pelo que temos visto durante esta época, os encarnados têm sido tudo menos brilhantes.
O jogo desta noite mostrou-nos as duas faces do Benfica desta temporada. Uma 1ªparte pautada, aqui e ali, com períodos de bom futebol que conseguiu confundir os dinamarqueses e nos permitiu a criação de uma mão cheia de oportunidades consubstanciadas com a obtenção de 3 golos. Na 2ª parte tivermos o reverso da medalha. Um Benfica desorganizado, amorfo, trapalhão que enervou os adeptos e deu moral ao adversário para tomar as rédeas do jogo sem contudo criar grandes situações de perigo. Com um adversário mais poderoso este incompreensível abaixamento de rendimento poderia causar outro tipo de embaraços.
Verdade se diga que estes desvarios exibicionais do Benfica não me surpreendem minimamente. São fruto de um plantel bastante desequilibrado onde a categoria de alguns jogadores não disfarça a vulgaridade da maioria. Se a isto juntarmos a pouca capacidade de liderança do treinador encarnado, facilmente se percebem as razões da grande irregularidade do Benfica esta época. Com um treinador que conseguisse transmitir confiança talvez as coisas melhorassem. Assim é difícil.
segunda-feira, novembro 20, 2006
Real Madrid assina contrato estratosférico
O Real Madrid revelou hoje que assinou um contrato com a Mediapro para ceder os direitos audiovisuais até 2012/2013 por uma verba superior a 1.100 milhões de euros. Na moeda antiga são qualquer coisa como 220 milhões de contos. É, de facto, um número impressionante. Por cá, LFV promete um Benfica no topo do futebol europeu num prazo de meia-dúzia de anos. Perante valores desta dimensão talvez não fosse má ideia ele repensar esse objectivo.
domingo, novembro 19, 2006
Mais uma penosa derrota
Não há memória duma coisa destas. Habituámo-nos à "chapa 3" e não queremos outro resultado. A continuarmos assim arriscamo-nos a entrar no Guiness como a equipa que mais vezes sofre três golos. Se marcássemos quatro ou cinco, não me importava que mantivéssemos a média. Convenhamos que tal cenário até seria o ideal: uma chuva de golos em cada jogo é um espectáculo que nenhum adepto desdenharia, ainda por cima, sabendo de antemão, que a vitória seria sempre nossa. O problema é que tal desígnio está-nos completamente vedado. A realidade é bem mais prosaica e dura: em cinco jogos somámos onze pontos perdidos e apenas uma vitória. Se isto é uma performance de uma equipa que quer ser campeã vou ali e já venho. Por muito que nos custe sejamos realistas e percebamos que temos uma equipa de gente anã e fisicamente débil, com um índice técnico rudimentar e uma estrutura psicológica incapaz de fazer frente à menor adversidade. Com um handicap destes como é que podemos aspirar a ganhar seja o que for? Eu por mim estou conformado. Prepare-se a próxima época que esta já deu o que tinha a dar. A saída de Veiga dá-me alguma esperança para o futuro desde que para o seu lugar se encontre a pessoa certa. De preferência alguém que saiba como se constrói uma equipa de futebol. É o que nos tem faltado de há muitos anos a esta parte.
quarta-feira, novembro 15, 2006
Vencer sem convencer
Jogo fraquinho de Portugal que fez o q.b. para vencer o Cazaquistão por três golos a zero. Na 1ª parte ainda se viram algumas jogadas de bom recorte, a maioria delas protagonizadas por Cristiano Ronaldo (quem havia de ser?!) que até conseguu um golo de belo efeito num violento remate de fora da área. Para além dele, só Simão jogou ao seu nível. Nuno Gomes teve uma noite desastrada, falhando golos cantados, enquanto os restantes colegas também se mostraram pouco inspirados. Valeu que o adversário era uma pêra doce. Contra as selecções que lutam pela qualificação vamos ter que mostrar outras credenciais, caso contrário corremos o risco de ficar de fora da fase final do Europeu.
domingo, novembro 12, 2006
Koeman dá cartas na Holanda
O PSV é agora o lider isolado do campeonato holandês depois de vencer o Ajax em Amesterdão. Na Liga dos Campeões a passagem à fase seguinte está praticamente assegurada. O treinador é Koeman, o tal a quem foram tecidas as maiores críticas enquanto esteve à frente do Benfica. Olhando para os resultados fica a ideia que afinal o homem não é tão mau como o pintavam por cá. Não restam dúvidas que em Portugal somos muito exigentes quanto à valia dos treinadores. Até parece que passamos a vida a ganhar títulos. A começar pelo Benfica, onde os títulos se sucedem a um ritmo alucinante!
quinta-feira, novembro 09, 2006
Muitas surpresas na convocatória da selecção
Scolari resolveu fazer uma pequena revolução na lista de convocados para a selecção. Resta saber se estas alterações são para continuar ou se elas acontecem apenas porque o próximo adversário é o Casaquistão. Renovação ou não, gostei desta aposta na juventude. Veremos se os petizes correspondem ao voto de confiança do seleccionador.
terça-feira, novembro 07, 2006
M.United eliminado
O Manchester United foi hoje afastado da Taça da Liga pelo último classificado da segunda divisão inglesa. Se isto acontecesse com o meu Benfica teríamos, no mínimo, uma manifestação dos adeptos à porta do Estádio da Luz e o treinador demitido na hora. Em Manchester, na próxima jornada da Premier League, o estádio estará a abarrotar e os adeptos a puxarem pela equipa. Diferenças de mentalidade. Apenas e só.
segunda-feira, novembro 06, 2006
Digno de entrar no Guiness
Esta noite, no jogo entre Sporting e Sp. Braga, assistimos a um facto insólito. Os leões viram ser-lhes contabilizados três golos sem que nenhum dos seus jogadores tivesse marcado algum: houve dois auto-golos e um golo sancionado que não chegou a entrar na baliza do Sp. Braga. Não me lembro de alguma vez na vida ter assistido a semelhante coisa. Irra que é sorte a mais!
Vitória clara a merecer um resultado mais dilatado
O jogo de ontem à noite proporcionou-nos uma 1ª parte cinzenta com o Benfica a ter o comando da partida e o Beira-Mar a fechar-se bem na sua defensiva. Apesar de ter muita posse de bola os encarnados raramente fizeram perigar a baliza aveirense e, quando isso aconteceu, tiveram no guarda-redes adversário um obstáculo intransponível.
Na 2ª parte tudo mudou. Os dois golos nos minutos iniciais sentenciaram o desafio. A partir daí assistiu-se a um assalto encarnado ao último reduto aveirense com inúmeras oportunidades construídas que a serem concretizadas teriam levado o Benfica a uma goleada das antigas. Foi o melhor período da equipa, com um futebol bastante agradável e objectivo, a que faltou uma outra eficiência na finalização. De registar a espectacular exibição do guarda-redes aveirense que só à sua conta impediu uma mão cheia de golos. Do lado do Benfica todos os jogadores se exibiram a boa altura, ficando na retina uma portentosa jogada de Miccoli, com uma finta impossível sobre um adversário, que me deixou particularmente maravilhado. Só foi pena o lance não ter dado em golo. Se isso tivesse acontecido, estou certo que o estádio vinha abaixo!
Este jogo veio confirmar a subida de rendimento do Benfica. Está incomparavelmente melhor e evidencia uma capacidade ofensiva que me tem surpreendido. Há, contudo, que melhorar os aspectos defensivos para termos uma equipa mais consistente. Continuamos, nesse capítulo, a revelar algumas falhas preocupantes, mormente, nos lances de bola parada e nas transições ataque-defesa a que temos que pôr cobro com a máxima urgência. De resto convém manter esta veia goleadora já que os próximos embates - Copenhaga e Sp. Braga - são jogos a que estamos obrigados a vencer, caso queiramos manter intactas as nossas aspirações.
quinta-feira, novembro 02, 2006
A vitória desejada
Confrontos entre Benfica e Celtic já se sabe que o resultado acaba sempre num 3-0. Desta feita a vitória coube-nos a nós e ainda bem que assim foi, pois, caso contrário, tínhamos hipotecado as hipóteses de seguir para a próxima fase da Liga dos Campeões. Com este resultado mantivemos em aberto a possibilidade de sermos um dos dois apurados. Claro está que para que isso seja uma realidade precisamos de vencer o F.C. Copenhaga em nossa casa e esperar para ver no que vai dar o jogo entre Celtic e Manchester United. Pode acontecer até que, mesmo ganhando aos dinamarqueses, tenhamos que ir ganhar a Manchester o que seria uma tarefa bem complicada. Seja como for todas estas contas estão dependentes duma vitória sobre os dinamarqueses. Caso ela não aconteça tudo se esfuma. Muito provavelmente até a qualificação para a Taça UEFA fica em risco.
No jogo de ontem à noite não se pode dizer que não tenhamos sido bafejados pela sorte. A sorte que nos tem sido madrasta noutros jogos, desta vez foi bastante nossa amiga. Os dois golos de vantagem conseguidos ao intervalo foram uma benesse de Caldwell que não só fez um auto-golo como, pouco depois, à custa de uma infeliz recepção, isolou Nuno Gomes que não teve dificuldade em fazer o golo. Verdade se diga que nos primeiros 45' pouco fez o Benfica para merecer uma vantagem tão dilatada. Não fosse o central escocês e provavelmente o resultado na 1ª parte seria um empate a zero.
O intervalo fez bem aos encarnados uma vez que nos segundos 45' o Benfica conseguiu rectificar alguns aspectos menos positivos da 1ª parte, nomeadamente, dificuldades ao nível da marcação e da transição defensiva, bem como dificuldades na circulação de bola. Passámos a jogar mais compactos, dando a iniciativa ao adversário, fechando-lhe os caminhos para a baliza o que permitiu inúmeras recuperações de bola que originaram perigosos contra-ataques; conseguimos também uma maior segurança no passe, evitando o recurso aos lançamentos compridos que nos faziam perder a bola inúmeras vezes. Sem espaços e fisicamente debilitados os escoceses foram presas fáceis para os encarnados nesta 2ª parte. O 3º golo apareceu assim como o corolário lógico da supremacia do Benfica neste período e culminou a melhor jogada da partida. Pena foi não termos marcado mais golos pois oportunidades para isso não faltaram. Teria sido importante pois nada nos diz que o goal-average não venha a ser determinante na qualificação.
Realçe para a exibição de Nelson que na minha opinião terá sido o jogador encarnado mais em destaque. Não só pelo excelente cruzamento que ditou o auto-golo escocês como ainda pelas várias incursões pelo corredor direito que levavam perigo à baliza do adversário. Este é o jogador que tão bem deu conta do recado no início da época passada. Esperemos que esteja de volta aos seus melhores dias.
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