O F.C. Porto já cumpriu o seu objectivo, indo a Setúbal arrecadar mais três pontos e dando mais um passo na direcção do título. O Sporting enfrenta hoje, não o Boavista, mas um "Boavistinha" já que os axadrezados jogarão em Alvalade sem quatro dos seus principais jogadores: os dois defesas-centrais titulares; Tiago, a referência do meio-campo e João Pinto, apenas e só o melhor jogador da equipa. Com todas estas contrariedades o Sporting tem a tarefa bastante facilitada num jogo que em condições normais teria bastante dificuldade em vencer. Os três pontos serão assim, ao que tudo indica, conquistados facilmente.
sábado, março 11, 2006
sexta-feira, março 10, 2006
Sorteio da Liga dos Campeões
Desta vez a sorte foi madrasta. O Barcelona é talvez, por esta altura, a melhor equipa europeia o que significa que as hipóteses de qualificação para o Benfica são muito reduzidas. O clube espanhol tem passeado no campeonato do seu país e nesta Liga dos Campeões já deixou o Chelsea pelo caminho, o que diz bem do seu potencial. Constituído por um conjunto de estrelas das quais se destacam Ronaldinho Gaúcho (a sua principal figura), Eto, Deco e Messi para além de outros jogadores de reconhecida capacidade futebolística, o Barcelona tem nesta eliminatória todo o favoritismo do seu lado. O Benfica, se quiser vencer, terá de jogar no limite das suas capacidades, fazer dois jogos perfeitos e esperar que o Barcelona não esteja ao seu melhor nível. Se a nível desportivo o sorteio não podia ter sido pior, já em termos financeiros foi óptimo, uma vez que o 1º jogo se realiza na Luz e isso dá-nos a garantia de lotação esgotada.
quinta-feira, março 09, 2006
Benfica faz história
Memorável vitória encarnada ontem em Liverpool. Sim, porque não é todos os dias que se elimina o campeão europeu, derrotando-o na sua própria casa e no desfecho da eliminatória se consegue um score favorável de 3-0. Não é para todos, muito menos para os clubes portugueses que até ontem nunca tinham conseguido desfeitear o Liverpool, em Anfield Road. Só por isto dá para ter uma ideia da dimensão desta vitória. Para o Benfica este feito torna-se ainda mais importante porque desde há muito anos que o clube não se via nestas andanças, nomeadamente numa fase tão adiantada da Liga dos Campeões. Seria bonito que esta vitória significasse o renascer do Benfica europeu, algo a que o seu historial obriga e que os adeptos tanto anseiam. Vontade não falta ao nosso presidente. Veremos se estes desejos se concretizam e voltaremos a ter o Benfica na alta roda do futebol europeu.
O Benfica acabou por superar as melhores expectativas. Estou em crer que poucos acreditavam no sucesso da equipa, ainda para mais quando se soube que Petit não iria jogar. Verdade se diga que a sua ausência pouco se fez notar, tal a atitude posta em campo pelos seus colegas. Não houve um único jogador encarnado que pisou o relvado de Liverpool que não se comportasse como um verdadeiro campeão. Foram sobretudo brilhantes na atitude, na forma abnegada como se entregaram à luta e na inteligência táctica com que souberam posicionar-se em campo. E neste particular Koeman esteve à altura dos acontecimentos: sagaz na forma como colocou as suas pedras em jogo bem como na forma como foi intervindo no jogo, acertando nas substituições e no timing em que elas deveriam ser feitas.
O Liverpool iniciou o jogo instalando-se no meio-campo do Benfica, não com a acutilância esperada mas, ainda assim, criando algumas oportunidades que não conseguiram concretizar, umas vezes por manifesta infelicidade dos seus jogadores, outras, graças a excelentes intervenções de Moretto e da defesa encarnada. Durante este periodo que durou cerca de 20', o Benfica chegou e tremer mas conseguiu não soçobrar. A partir daqui o Benfica, superado que foi o nervosismo inicial, conseguiu a pouco e pouco sacudir a pressão, assentar o seu jogo e aqui e ali começou a importunar o último reduto do adversário. Isto teve o condão de refrear os ímpetos ofensivos dos ingleses que se mostraram sempre receosos do contra-ataque encarnado. A subida no terreno permitiu que Geovanni numa jogada de insistência roubasse a bola a Carragher, a endossasse a Nuno Gomes que por sua vez a colocou nos pés de Simão e este num golpe de génio desferiu um remate em arco ao qual Reina não soube responder. Este golo veio dar ainda mais tranquilidade ao conjunto encarnado e, ao invés, uma enorme machadada nas aspirações do Liverpool que se via na obrigação de marcar, pelo menos, 3 golos. Se os ingleses já denotavam dificuldades na organização das jogadas ofensivas, a partir do golo sofrido o seu futebol passou a ser bastante previsível com sucessivos cruzamentos para a cabeça de Peter Crouch, o que facilitava a tarefa à defensiva encarnada que de frente para a bola, lá ia resolvendo os lances com maior ou menor dificuldade. E assim se chegou ao intervalo. Na 2ª parte os ingleses mantiveram a mesma toada, abusando do futebol directo mas encontrando na defesa encarnada uma muralha praticamente intransponível. Neste particular, Luisão e Anderson constituiram-se como elementos cruciais pela forma eficaz como anularam os pontas-de-lança do Liverpool. A meio da 2ª parte, Koeman, revelando uma óptima leitura das incidências do jogo, fez entrar Karagounis e aí o futebol encarnado ganhou outra dimensão: maior segurança no passe e no controlo da bola, o que permitiu que o Benfica se atrevesse mais nas acções ofensivas. Mais tarde colocou Ricardo Rocha que veio dar ainda mais segurança à defesa enquanto a entrada de Miccoli acabou por revelar-se decisiva, dado que o italiano acabou por marcar o 2º golo e acabou de vez com as pretensões do Liverpool.
Agora nos quartos-de-final esperemos que o sorteio nos seja favorável. É que das equipas ainda em compita, há algumas claramente indesejáveis. Barcelona, Juventus e Milão são adversários do mais alto quilate que não nos convinha nada apanhar pela frente. O próprio Lyon é uma equipa muito complicada, provavelmente um dos mais sérios candidatos à vitória final. Sobram Arsenal, Inter e Villareal. Arsenal e Inter são conjuntos com grandes valores individuais, é certo, mas que têm falhado como colectivo e, por isso, também se podem constituir em adversários ao alcance do Benfica. Ainda assim, de entre estes três, prefiro os espanhóis com quem já medimos forças e provámos que em nada lhes somos inferiores. Seja quem for que nos calhe em sorte, o Benfica não tem nada a recear, pois o principal objectivo foi alcançado. A eliminação do Liverpool já foi um bónus, pelo que a próxima eliminatória deve ser encarada com tranquilidade, sem que isso signifique falta de ambição de vencer.
quarta-feira, março 08, 2006
Que raio de azar!
Soube agora da triste notícia de que Petit não pode jogar esta noite. É uma lástima. Sem ele as possibilidades de êxito reduzem-se drásticamente. E só não digo que a eliminação é um facto, porque a bola é redonda e, às vezes, tudo pode acontecer. Mas que fiquei com a esperança praticamente reduzida a zero, lá isso fiquei. De tal maneira que se calhar já nem vou ver o jogo.
Corações ao alto
Hoje todas as atenções dos benfiquistas estarão viradas para Liverpool, onde o Benfica irá jogar cartada decisiva na Liga dos Campeões. Prevêem-se 90' (ou talvez mais) de grande sofrimento. Os ingleses irão por certo entrar a todo o gás na tentativa de cedo anularem a desvantagem trazida de Lisboa. Esses primeiros minutos vão ser muito importantes e poderão ser decisivos no desfecho da eliminatória. Veremos como os jogadores encarnados irão resistir ao inferno de Anfield Road. Não vai ser fácil, até porque alguns destes jogadores não estão habituados a jogar perante um ambiente tão adverso e, ainda por cima, frente a uma equipa poderosa. Estou-me pouco borrifando para a equipa que Koeman irá apresentar. Sejam eles quais forem, só espero é que entrem em campo jogando aquilo que sabem e que se deixem de tremideiras, porque elas só atrapalham. A partir daí, é entregarem-se ao jogo de alma e coração e esperar que os deuses venham a estar connosco mais uma vez (volto a invocar os deuses porque nas últimas vezes tem dado sorte e vai daí não se perde nada em tentar de novo). Uma última ideia: Koeman é capaz de jogar em Liverpool a sua continuidade como treinador na próxima época.
domingo, março 05, 2006
Miccoli entrou e revolucionou
Sorte, muita sorte, é o que se pode dizer da vitória do Benfica na Reboleira. Se há jogos em que os encarnados não mereciam ganhar, este foi sem dúvida um deles. A haver um vencedor nesta partida, este só poderia ter sido o Estrela da Amadora uma vez que foi a equipa que melhor futebol praticou e aquela que desfrutou das melhores oportunidades de golo. Já o Benfica foi uma enorme desilusão, mormente na 1ª parte, com os seus jogadores a entrarem no jogo, sem querer, sem garra, e a praticarem um futebol de fraquíssimo nível. Valeu o golo de Laurent Robert logo no início da 2ª parte, caso contrário, muito provavelmente, estaríamos aqui a comentar mais uma derrota encarnada. Pensava eu que após o golo do francês as coisas melhorariam mas enganei-me. É verdade que os jogadores encarnados começaram a correr mais, mas sem que isso tivesse significado uma grande melhoria no futebol praticado. Continuámos a dar muito espaço para o Estrela trocar a bola com à vontade e segurança; as saídas para o ataque eram feitas de forma lenta e atabalhoada - raramente conseguíamos fazer mais do que três passes seguidos - e a criação de desiquilíbrios na defensiva contrária era coisa que não existia. Só depois da entrada de Miccoli e de Manduca, é que os encarnados se dignaram começar a jogar. Viu-se finalmente a equipa a construir jogo e a criar embaraços na defensiva contrária, e já perto do final da partida, com muita sorte à mistura, Miccoli lá arrancou o golo que nos deu os três pontos e a possibilidade de mantermos a chama viva no que concerne à luta pelo título.
Do lado encarnado, poucos jogadores merecem uma nota de destaque. Léo voltou a ser um exemplo para os seus colegas pela forma abnegada como se entrega à luta e pela qualidade do seu jogo; Miccoli foi a figura principal da equipa, não só pelo golo decisivo que marcou, mas, também, pelo facto de em 30' ter rematado mais do que todos os seus colegas durante os 90'. Em contrapartida, tivemos um Moretto que tarda em mostrar as qualidades que o fizeram vir para a Luz (responsabilidades no golo sofrido e mais umas quantas intervenções a deixarem os adeptos encarnados em sobressalto); Karagounis não conseguiu ser o coordenador do futebol ofensivo da equipa e L. Robert voltou a facturar, embora continue a evidenciar uma lentidão deveras exasperante.
Uma nota para a equipa de arbitragem. Paulo Costa esteve mal, muito mal, ao não punir uma entrada assassina de Paulo Machado sobre Petit logo aos 3', enquanto os seus auxiliares penalizaram em demasia o Benfica com foras-de-jogo mal assinalados.
sexta-feira, março 03, 2006
Final na Reboleira
Mais uma final aguarda o Benfica amanhã na Reboleira. Escusado será dizer que os encarnados não podem perder pontos, pois todos sabemos que qualquer resultado que não seja a vitória, significa o adeus ao título. O Estrela da Amadora afigura-se um adversário complicado, não só porque está numa posição difícil e precisa de angariar pontos, mas também porque tem feito a vida negra aos clubes que o visitam, que o diga o F.C. Porto que saiu de lá derrotado. O próprio Sporting não guarda boas recordações dos amadorenses que o desfeitearam em Alvalade. Ora tudo isto somado, são motivos mais do que suficientes para que os jogadores encarnados estejam alertados para as dificuldades que os esperam. Deseja-se uma atitude idêntica aquela que tiveram frente ao F.C. Porto, porque só desse modo poderão pensar em vencer. Espero que Koeman mantenha a mesma estrutura que apresentou na última jornada, com a excepção óbvia de Simão que não poderá estar presente por força do jogo de castigo que tem de cumprir. Para o seu lugar colocaria Manduca em apoio a Nuno Gomes, o homem mais adiantado no terreno. A alternativa Marcel, parece-me pouco apropriada, dado que o Benfica tem-se dado mal quando joga com dois pontas-de-lança. Em equipa que ganha não se mexe, pelo que esse deve ser o princípio a seguir pelo holandês.
quarta-feira, março 01, 2006
Vitória natural
Portugal fez uma exibição q.b., o suficiente para ganhar a um adversário pobre como foi esta Arábia Saudita. Num relvado em péssimo estado, valeram os últimos 25 minutos da 1ª parte em que a nossa selecção conseguiu produzir um futebol de qualidade. No resto do tempo pouco de positivo há a registar. Cristiano Ronaldo foi o jogador em destaque ao apontar dois golos, enquanto Quaresma que tinha aqui a sua prova de fogo, desiludiu em toda a linha. É verdade que o jogador portista tem brilhado na Liga portuguesa, mas também não é menos verdade que nos confrontos internacionais as suas exibições ficam quase sempre aquém das suas capacidades. Scolari vai ter a última palavra, mas ao que tudo indica não vai ser fácil a sua integração.
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
Liga ao rubro (II)
Terminada a 24ª jornada verificamos que, quer nos lugares cimeiros, quer nos lugares de descida, a luta está bastante renhida. O Boavista é o mais recente cliente dos primeiros lugares, depois de sete vitórias consecutivas que com certeza lhe dão a motivação suficiente para serem um sério pretendente à Liga dos Campeões. Das equipas que ocupam as posições cimeiras só o Nacional me parece não ter estofo para levar esta luta até ao fim. F.C. Porto e Sporting, pelo facto de serem as únicas que dependem apenas de si para conquistar o título, estão nesta altura numa situação privilegiada, mas tanto o Sp. Braga como o Benfica e o próprio Boavista, aí estão, prontos, para aproveitar qualquer escorregadela dos seus adversários.
Na parte inferior da tabela temos dez equipas a lutar pela manutenção e o Penafiel já com passaporte confirmado para a Liga de Honra. Naval e V. Guimarães têm vindo nos últimos jogos a fazer uma recuperação que lhes permite ainda sonhar com a permanência. Todos os outros, mais uns do que outros, muito terão de suar para alcançarem o desejado lugar no escalão máximo do nosso futebol. Os próximos jogos irão clarificar muita coisa mas estou convicto que só na derradeira jornada tudo ficará definido. Até lá, esta aberta a caça ao ponto.
A Liga está ao rubro
A Liga está relançada com a vitória do Benfica sobre o F.C. Porto. Nos lugares cimeiros as equipas não estão separadas por muitos pontos, embora portistas e leões estejam em situação privilegiada, pois só dependem de si para serem campeões. O Benfica conseguiu hoje mais um balão de oxígénio para enfrentar o resto do campeonato com alguma esperança de poder vencer. A missão é bastante complicada, mas ainda é possível desde que os encarnados não voltem a perder pontos, o que a acontecer os coloca definitivamente fora da rota do título. O Sporting que em determinada altura esteve à beira do colapso, está agora muito próximo do seu principal objectivo. O F.C. Porto viu a situação complicar-se, mas continua a estar numa posição invejável que por certo as outras equipas não desdenhariam. Enfim, num campeonato em que o futebol jogado é de fraca qualidade, resta-nos a consolação de pelo menos ser competitivo, o que não está a acontecer noutros campeonatos com outra envergadura, onde os campeões já estão praticamente encontrados.
Relativamente ao jogo de hoje, o Benfica acabou por ser um justo vencedor, pois foi a equipa que durante os 90' mais fez por merecer o resultado. Jogou melhor, mostrou mais ambição e criou mais oportunidades que o adversário. No golo que decidiu a partida, Laurent Robert teve a ajuda de Vitor Baía que pese embora a excelência do remate do francês, tinha obrigação de fazer melhor, dada a distância a que o livre foi marcado. Koeman esteve irrepreensível na forma como abordou o jogo, quer nos jogadores que colocou no relvado, quer na forma como interviu no jogo, nomedamente no capítulo das substituições. A partida não foi brilhante, longe disso. Os aspectos tácticos sobrepuseram-se aos aspectos técnicos com as duas equipas a demonstrarem muito receio uma da outra. Este facto contribuiu para que o jogo não tivesse muitos motivos de interesse. Depois do golo, o F.C. Porto foi obrigado a arriscar mais e, aí sim, verificou-se uma melhoria na qualidade do jogo. O Benfica fechou-se no seu meio-campo e passou a jogar em contra-ataque. Contudo, não aproveitou os espaços dados pelo adversário por falta de arte e engenho dos seus jogadores que por várias vezes contra-atacaram em superioridade numérica, mas não souberam dar a melhor sequência a esse lances. Com o jogo mais aberto, os últimos minutos foram de uma grande emotividade, sucedendo-se lances de perigo em cada uma das balizas sem que no entanto nenhuma das equipas fizesse o gosto ao pé. Valeu assim o golo de Laurent Robert que, mais uma vez, fez juz à sua reconhecida capacidade na marcação de livres.
Nos encarnados, destaque para a imperial exibição de Luisão que, nos últimos minutos, foi determinante na manutenção do resultado; Léo continua a brilhar e o melhor que se pode dizer da sua exibiçao é que meteu Quaresma no bolso, obrigando-o mesmo a mudar de flanco. Alcides foi outra nota alta desta partida: insuperável nas tarefas defensivas teve um cruzamento para Robert que poderia ter dado golo não fosse o corte in-extremis de Paulo Assunção; Anderson esteve bem na marcação e desta vez não cometeu nenhum deslize comprometedor; Petit a eficiência habitual no combate a meio-campo; Manuel Fernandes a subir de rendimento; Karagounis sem realizar uma grande exibição trabalhou imenso; Laurent Robert valeu sobretudo pelo golo que marcou; Simão decididamente não engrena: está em campo mas parece que não está; Nuno Gomes lutou bastante apesar de ter falhado um golo que sentenciaria a partida; Moretto no pouco que teve de fazer, esteve bem.
Na próxima jornada vamos à Reboleira em mais um jogo difícil e onde a vitória se apresenta como o único resultado possível. Esperemos que os jogadores encarnados estejam à altura da responsabilidade do encontro.
sábado, fevereiro 25, 2006
A sorte acompanha os leões
A estrelinha anda bem cintilante lá para os lados de Alvalade. Em Coimbra pouco fizeram para merecer a vitória, mas mesmo assim conseguiram-na e logo por três golos sem resposta. Pelo volume do resultado, quem não tenha visto o jogo dirá que o Sporting dominou a partida a seu bel-prazer. Nada mais falso. Foi a Académica a melhor equipa em campo só que teve contra si o facto de ter sido pouco eficaz na finalização. Os seus jogadores falharam em demasia nesse capítulo. Já o Sporting teve tudo a seu favor: entrou no jogo a ganhar, beneficiou de um golpe de génio de Liedson quando a Académica ameaçava marcar e já no findar da partida teve um penalti a castigar uma agressão de Pedro Roma a Liedson. E assim se fez a história do jogo: a Académica a jogar e o Sporting a marcar.
P.S. - Relativamente ao clássico de amanhã e ao melhor resultado para o Sporting, registei que Paulo Bento subscreve a minha análise.
Boavista soma e segue
Pois é, ninguém dava nada pelo Boavista e ele aí está nos lugares cimeiros da classificação. Com a vitória de hoje já está no 4ºlugar - ainda que há condição - o que o legitima a ser um sério candidato às competições europeias da próxima época, quiçá mesmo à Liga dos Campeões. João Pinto, a estrela da companhia, está a fazer uma temporada excelente e já leva 9 golos marcados o que o torna um dos melhores marcadores da Liga. Com uma prestação destas, Carlos Brito e os seus jogadores merecem o nosso aplauso.
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
Miccoli com saudades de Itália
O italiano veio dizer que se sente bem no Benfica mas está desejoso de voltar a Itália. Percebe-se. O seu principal objectivo ao vir para Portugal, seria a possibilidade de vir a integrar as escolhas do seleccionador italiano para o Mundial. Com o pouco que tem jogado certamente que Marcello Lippi não contará com ele. Apontado como a grande contratação do Benfica para esta época, Miccoli tem-se revelado uma enorme desilusão. Bem sei que as lesões o têm atormentado. Mas mesmo quando jogou, não mostrou créditos suficientes que justifiquem o investimento do Benfica na aquisição do seu passe. O clube não nada em dinheiro e 5 milhões de euros é efectivamente muito dinheiro, tendo em conta a relação custo/produtividade. Há com certeza jogadores mais baratos no mercado e que ofereçem melhores garantias do que o italiano. Estou convicto que os dirigentes encarnados pensarão o mesmo.
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
A aritmética dos sportinguistas
Há quem diga que para os leões o melhor desfecho no Benfica vs F.C. Porto, será a vitória dos da Luz. Não me parece. Penso que o empate seria o melhor resultado porque deixaria os portistas a 3 pontos (isto partindo do princípio que o Sporting vence a Académica) diferença que seria anulada em caso de derrota destes em Alvalade, além de que o Benfica ficaria 5 pontos. Na 1ª hipótese, o F.C. Porto ficaria com 2 pontos de vantagem, enquanto o Benfica mantinha a diferença de 3 pontos relativamente ao Sporting, ou seja, ainda perfeitamente na corrida ao 2º lugar.
Seja como for estas são contas que eu não gosto de fazer. As que me interessam são aquelas que passam pela vitória encarnada, porque só assim podemos acalentar algumas esperanças na revalidação dotítulo. O empate deixa-nos completamente arredados, ficando inclusivé em perigo a presença na Liga dos Campeões. Já a derrota pode até pôr em risco um lugar na Taça UEFA, o que a acontecer seria um descalabro de consequências imprevisíveis.
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Chelsea com vida difícil
Ao ser derrotado em casa frente ao Barcelona, o Chelsea é capaz de ter hipotecado as hipóteses de se manter na Liga dos Campeões. Sendo assim cai por terra o principal objectivo de Mourinho para esta época. O treinador português bem se pode lamentar de não ter podido jogar com as mesmas armas do adversário, dado que na 1ª parte se viu privado de um jogador, por expulsão de Del Horno, o que já havia acontecido na época passada em Barcelona. Em Espanha, o Chelsea precisará de marcar pelo menos 2 golos o que, frente a uma equipa como a do Barcelona, constitui uma tarefa gigantesca.
Benfica vence campeão europeu
Vitória importante, quiçá moralizadora, mas o favoritismo da eliminatória continua ainda assim a pertencer ao Liverpool. Foi fundamental não sofrer golos, embora a vantagem magra possa não ser suficiente para o ambiente que vamos enfrentar em Liverpool. Em casa, o Liverpool vai pôr em campo todas as suas principais armas, Peter Crouch e Gerrard incluídos, apostará num futebol directo aproveitando a estatura dos seus jogadores e aí dificilmente o Benfica não abanará. Hoje Moretto voltou a não estar feliz e em Inglaterra a prestação do guarda-redes vai ser decisiva. A nosso favor temos a pequena vantagem de se conseguirmos um golo o nosso adversário ter de marcar três. Resta saber se o Benfica terá capacidade para marcar esse tão desejado golo. Penso que as nossas possibilidades de irmos em frente nesta Liga dos Campeões passa muito por este aspecto: marcarmos um golo e conseguirmos não sofrer três. É que não sofrermos golos parece-me uma tarefa quase impossível.
No que toca ao jogo propriamente dito, parece-me que hoje Koeman acertou na táctica. A inclusão inicial dos 3 médios foi importante por forma a não perdermos a batalha do meio-campo, zona do terreno onde o Liverpool é bastante forte. Este facto permitiu-nos roubar espaços ao adversário, dificultando-lhe a organização e criação de jogo ofensivo. O Liverpool durante a 1ª parte teve mais tempo a posse de bola, mas foi pouco acutilante não criando dificuldades de monta à nossa defesa. Se nos aspectos defensivos estivemos exemplares já no plano ofensivo as coisas não nos correram bem, por força da falta de jogadores criativos que pudessem transportar a bola para a frente com segurança. Na 2ª parte e já com os ingleses a revelar algum desgaste físico, a entrada de Karagounis veio a revelar-se decisiva na melhoria do futebol encarnado. Alguns perguntarão porque razão o grego não entrou mais cedo já que Beto cada vez que tinha a bola a perdia de imediato. Eu penso que a substituição foi feita na altura certa, porque até aí Beto foi sempre bastante importante no encurtamento dos espaços, na recuperação de bola e no desgaste que foi provocando no adversário. Os ingleses acusando alguma fadiga deixaram de ser tão eficazes nas marcações, passando nós a ter mais liberdade de acção e aí a reconhecida capacidade técnica do grego fez o resto, permitindo maior fluidez ao nosso jogo ofensivo que até então praticamente não tinha existido. Apesar de tudo as oportunidades de golo continuavam a não surgir para nenhum dos lados. Acabou por ser um lance de bola parada a dar a vitória ao Benfica num lance bem congeminado por Petit que, contrariamente ao esperado, em vez do remate directo, decidiu-se por um cruzamento a que Luisão deu a melhor sequência desfeiteando Reina para gáudio dos adeptos encarnados.
No Benfica há a destacar as exibições de Luisão e Petit verdadeiros gigantes nesta partida. Léo cotou-se com outra boa exibição assim como Anderson na marcação a Fowler ( o problema deste jogador é que, por vezes, comete fífias que deitam tudo a perder como voltou a acontecer hoje por 2 vezes). Em contrapartida, Simão continua a sua travessia no deserto; Robert nem com a motivação extra de jogar contra ingleses conseguiu mostrar alguma coisa e Beto que esteve completamente desastrado no capítulo do passe.
O jogo de hoje veio provar o erro de nas competições nacionais o Benfica não jogar com 3 médios. Na Liga portuguesa jogamos sempre em desvantagem numérica na zona nevrálgica do terreno, estratégia que nos tem saído bem cara. É que jogar com 4 jogadores que não defendem ( os 2 pontas-de-lança e os médios alas) é um luxo com que não se compadece o futebol moderno. Esse 3º homem no meio-campo terá de ser um organizador de jogo, tarefa que Karagounis desempenha como ninguém no plantel encarnado. Este tem sido o grande erro do holandês que resolveu ceder aos desejos dos adeptos, cuja maioria não gosta que o Benfica jogue com 2 médios defensivos por entender que isso limita o futebol ofensivo da equipa. Um logro que a meu ver tem sido o responsável pelo descalabro da equipa.
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Sadinos indigestos
Quem diria que a União de Leiria depois de ter vencido Benfica e Nacional, aos quais marcou 7 golos, viesse a perder frente ao V. Setúbal que vinha de 3 derrotas consecutivas. Esta derrota dos leirienses dá-me um certo gozo dada a sobranceria de Jorge Jesus que últimamente tem andado insuportável, tão convencido está de que é um grande treinador. Pode ser que este desaire o faça descer à Terra. Já o V. Setúbal, com esta vitória, quase assegurou a permanência na Liga. Mais 3 pontinhos e entra de férias. Nada mau para quem era um dos grandes candidatos à descida.
Pede-se ajuda aos deuses
Koeman disse hoje que se o V. Guimarães ganhou ao Benfica então o Benfica também tem possibilidades de vencer o Liverpool. A teoria faz algum sentido. O problema é que, por certo, os ingleses não vão conceder as facilidades que o Benfica resolveu dar em Guimarães. O campeão europeu em título é uma equipa fortíssima que faz do jogo colectivo o seu ponto forte e que apresenta uma defesa coriácea, um meio-campo possante e lutador e um ataque onde tem pontificado o gigante Peter Crouch. Só um Benfica em noite inspiradíssima poderá levar de vencida este colosso do futebol britânico. E não basta ganhar. Mesmo ganhando, é fundamental não sofrermos golos e, neste particular, mais do que as situações de contra-ataque é das bolas paradas que tenho mais receio: jogadores com a envergadura de Hyypia, Carragher, Riise, Gerrard, Hamann, Morientes e principalmente Peter Crouch põem em respeito qualquer equipa. Confesso que não tenho grandes ilusões quanto ao desfecho da eliminatória. A mesma descrença já se tinha verificado quando defrontámos o M. United. Na altura pedi um milagre e ele aconteceu. Desta feita, outro milagre vinha mesmo a calhar.
domingo, fevereiro 19, 2006
Preocupações infundadas
Pelo que leio, todos os males do Benfica residem na figura do treinador. Se assim é, apresse-se a saída deste, para que os objectivos traçados no início de época ainda possam vir a ser alcançados. O que não faltam por aí são treinadores desempregados que não se fariam rogados em treinar tão prestigiado emblema. Segundo rezam os entendidos qualquer um serve, pois o menos qualificado será sempre melhor do que Koeman. Afastado o holandês, os jogadores ainda iriam a tempo de mostrar toda a sua categoria e levar o clube aos êxitos pretendidos. Como temos verificado, a excelência do plantel dá-nos as maiores garantias para o futuro. Pessoalmente penalizo-me por não ter acreditado nestes jogadores e não ter sabido avaliar a incompetência deste treinador. Infelizmente, imperativos temporais, não permitem que um novo treinador se sente no banco já contra o Liverpool, caso contrário, estou convicto, esta eliminatória com os ingleses estaria no papo. Mas tendo em conta que o segundo jogo é só daqui a 15 dias, um novo treinador em funções terá tempo suficiente para criar as condições, caso o resultado do jogo da Luz não seja muito desnivelado, de chegarmos a Inglaterra e despacharmos o Liverpool. Vão ver que com um pouco de sorte ainda chegamos à vitória na Liga dos Campeões. E quanto às provas nacionais as perspectivas são óptimas. A Taça de Portugal obviamente não nos fugirá e no campeonato o F.C. Porto irá por certo perder os 8 pontos que tem agora de vantagem. A começar já na próxima jornada com a derrota na Luz. Animem-se portanto os adeptos benfiquistas, pois como acabei de demonstrar nada está perdido.
Benfica à beira do abismo
Depois do embate em Guimarães penso que ficou claro que o Benfica já não tem condições para lutar pela reconquista do campeonato. Para que as esperanças subsistissem era imprescindível uma vitória sobre os vimaranenses. Como a derrota veio a ser o desfecho final, o campeonato para nós terminou, restando-nos agora lutar por um lugar europeu que não é líquido que seja a Liga dos Campeões. O resultado de hoje aconteceu com toda a naturalidade. Era aliás previsível face às exibições que o Benfica vinha fazendo nos últimos tempos. Eu próprio o fui dizendo neste espaço. Fui acusado de pessimista crónico e de não perceber nada de futebol. Pelos vistos a razão estava do meu lado. Não que isso me envaideça, antes pelo contrário. Tomara que estivesse enganado. Infelizmente os meus receios vieram a confirmar-se.
Num jogo do tudo ou nada pedia-se aos jogadores encarnados uma atitude diferente daquela que revelaram nos primeiros 30' da 1ª parte. O V.Guimarães entrou em campo a todo o gás mostrando-se melhor adaptado ao estado do terreno e dominando claramente a partida. O Benfica, ao contrário, revelou-se medroso, desorganizado, pouco combativo e completamente inadaptado face às péssimas condições do relvado. Quando acordou já se encontrava a perder. E se a atitude melhorou a qualidade do futebol nem por isso. A prova evidente de tal desinspiração, está patente no pouco ou nenhum trabalho a que Nilson foi submetido. Lembro-me apenas de duas oportunidades de golo esbanjadas e ambas por Nuno Gomes: exasperante a lentidão no primeiro lance; remate desastrado, no segundo lance, quando se encontrava junto à pequena-área vimaranense. Tudo o mais, foi um deserto de ideias e de incapacidade futebolística. E para ajudar à festa, Ricardo Rocha ofereceu dois golos. Num curto espaço de tempo que, curiosamente coincidiu com as contratações de Inverno, o futebol encarnado descaracterizou-se por completo. Não há fio de jogo, não há qualidade, não há vontade, não há nada. E pior do que isso, não há equipa. O que há é um conjunto de jogadores que se reúnem todos os fins-de-semana para jogarem em nome do Benfica sem que para isso revelem o mínimo de atributos para envergarem tão gloriosa camisola. O historial do clube merece outros protagonistas, porventura menos afamados, mas mais briosos e com sangue na guelra. Haja alguém que dê um murro na mesa e saiba mostrar a estes rapazes que as coisas têm que mudar e depressa. E já agora não atirem todas as responsabilidades para cima de Koeman. É verdade que o holandês não está isento de culpas mas é bom que outros se cheguem à frente no repartir do insucesso. Jogadores e dirigentes têm contribuído, e de que maneira, para este descalabro. Deseja-se por isso ponderação e bom senso na análise da situação, uma vez que é imperioso encontrar soluções eficazes que ponham termo a esta espiral de derrotas em que o Benfica se deixou enredar.
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
Jogo decisivo em Guimarães
O Benfica joga amanhã a 1ª de duas finais, a saber: V.Guimarães e F.C. Porto. Para os encarnados as contas são fáceis de fazer: em caso de não averbarem seis pontos nestes dois jogos, bem podem dar a época como perdida, o mesmo é dizer que a conquista da Liga já era. E se o confronto com os azuis-e-brancos se antevê de grau de dificuldade máximo, o jogo de amanhã em terras de Afonso Henriques, para lá caminha. Não só porque o V. Guimarães vive com a corda na garganta ( a descida à Liga de Honra está ali ao virar da esquina), mas também pelo facto de vir de uma vitória moralizadora que os poderá catapultar para um patamar exibicional que até ao momento nunca conseguiram nesta Liga. Para além do mais, temos verificado que as equipas nacionais se costumam trancender quando jogam com o Benfica (então os guarda-redes nem se fala!). Por todos estes motivos, é bom que os jogadores encarnados se capacitem que têm de estar ao seu melhor nível se quiserem manter a chama acesa no que toca à revalidação do título. Não haverá margem de tolerância para o erro e para o jogo mole. Quer-se uma equipa na verdadeira acepção da palavra, uma equipa que dê mostras da sua real capacidade, que se entregue ao jogo de alma e coração e que desde o 1º minuto evidencie a sua superioridade perante o adversário. Os dirigentes e os adeptos continuam a acreditar na equipa. É preciso que os jogadores provem que são merecedores da nossa confiança. Não basta vir a público dizer que a equipa está viva, como Simão o fez após a derrota com o Sporting. Têm de o demonstrar dentro de campo. Menos paleio e mais acção é o que eu lhes peço enquanto adepto.
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Costinha pode ser chamado à Selecção
Nem tudo está perdido para o jogador. Afastado do Dínamo de Moscovo e correndo riscos de não voltar a jogar até ao final da época, Costinha poderia ver fechadas as portas do Mundial. Questionado sobre essa possibilidade, Scolari desdramatiza a questão dizendo que tal facto não é impeditivo de uma eventual convocação. Para o seleccionador tudo é possível desde que o jogador esteja bem fisicamente. É caso para perguntar: quem é amigo, quem é?
Tarefa facilitada
As expulsões de Van der Gaag e Marcinho (dois dos melhores jogadores maritimistas), ontem no jogo frente ao V. Guimarães, devem ter deixado os portistas bastante satisfeitos. Com as ausências de Quaresma e Pepe as coisas podiam tornar-se difíceis. Assim, tudo fica mais fácil para o F.C. Porto.
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Taça de Portugal
O sorteio dos quartos-de-final voltou a fazer-me a vontade. Um adversário acessível e, ainda por cima, em casa. Não nos podemos queixar da sorte. Para tudo ser perfeito, Sporting e F.C. Porto deviam defrontar-se entre si. Foi pena. Pode ser que a Académica e o Marítimo se encham de brios e os despachem sem dó nem piedade. Fico a torcer por isso.
Vencer sem convencer
Preocupante é o mínimo que se pode dizer da exibição encarnada. Frente a um Penafiel, que é só o último classificado da Liga, o Benfica fez mais uma exibição para esquecer, pese embora os 4 golos marcados. Não fosse o adversário tão frágil e provavelmente o resultado não teria sido a vitória. O futebol praticado pelo Benfica não empolga ninguém. É um futebol sem ideias, abúlico, previsível, parecendo até que os jogadores estão a fazer um frete. No jogo de ontem salvaram-se Moretto, Luisão, Léo, Petit e a espaços Geovanni. Quanto aos outros, uma mediocridade confrangedora. Os jogos vão-se sucedendo e as novas aquisições tardam em justificar a sua contratação: Robert joga a passo e obriga a que Simão jogue na direita, onde rende bem menos.; Karagounis que prometia após o jogo com o Nacional, voltou a exibir-se ao nível dos primeiros jogos, embora tenha a atenuante de ter jogado numa posição muito recuada; Anderson desde o jogo com o Sporting, vai coleccionando fífias; Manuel Fernandes não acrescenta nada ao meio-campo; Simão há muito que não se vê; Manduca parece que está sempre cansado; Marcel não há meio de fazer o gosto ao pé. Enfim, numa altura em que se aproximam jogos decisivos a equipa encarnada está de rastos. Ou mudam de atitude e arrepiam caminho, ou então o destino está traçado e não é com certeza aquele que todos os benfiquistas desejam.
sábado, fevereiro 11, 2006
Passeio em Belém
Vitória clara do F.C. Porto perante um Belenenses que nunca mostrou capacidade para discutir o resultado. José Couceiro terá de esperar por outra oportunidade para se "vingar" da sua anterior equipa. Adriano, que veio dar outro poder atacante aos azuis-e-brancos, facturou os dois golos correspondendo da melhor forma a passes de Quaresma. Na defesa Pepe tem-se revelado intransponível e Helton desde que assumiu a titularidade parece que as bolas fogem da baliza do F.C. Porto. Apesar de muito criticado o que é verdade é que o dispositivo táctico que Co Adriaanse decidiu implementar, lá vai dando os seus frutos. Com este ou outro sistema, o F.C. Porto é, sem sombra de dúvida, a equipa que pratica o futebol mais espectacular e mais produtivo da Liga, como aliás os resultados o têm vindo a provar. Fica a convicção de que os seus mais directos adversários vão ter muito que penar para o desalojar do 1º lugar.
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Assistências aos jogos
No campeonato das assistências aos jogos, o Benfica já está no 1ºLugar. Ao fim de 21 jogos a classificação é a seguinte:
1º Benfica - 40793 (Média); 448732 (Total)
2º F.C. Porto - 38749 (Média); 426243 (Total)
3º Sporting - 30890 (Média); 308905 (Total)
4º V. Guimarâes - 14475 (Média); 144757 (Total)
5º Sp. Braga - 11634 (Média); 127976 (Total)
6º Académica - 7384 (Média); 73840 (Total)
7º Boavista - 4272 (Média); 47000 (Total)
8º Marítimo - 4000 (Média); 44.000 (Total)
9º V. Setúbal - 3570 (Média); 35700 (Total)
10º U. Leiria - 3279 (Média); 32794 (Total)
11º G. Vicente - 3173 (Média); 31739 (Total)
12º P. Ferreira - 2530 (Média); 25300 (Total)
13º Beleneneses - 2472 (Média); 27200 (Total)
14º Penafiel - 2280 (Média); 22800 (Total)
15º Rio Ave - 2181 (Média); 24000 (Total)
16º Nacional - 2110 (Média); 21100 (Total)
17º Naval - 1920 (Média); 21130 (Total)
18º E. Amadora - 1619 (Média); 17801 (Total)
Por aqui se percebe porque alguns clubes vão fechando as portas. Tendo como referência o Benfica que apresenta uma média de sensivelmente 40.000 espectadores por jogo, verificamos que grande parte dos clubes não atinge este número ao fim duma época inteira o que não deixa de ser impressionante. Urge perceber porque tal acontece: bilhetes demasiadamente caros? qualidade do futebol praticado pouco convidativo? excesso de jogos na Tv? Uma coisa é certa: os clubes não aguentarão por muito mais tempo uma realidade destas.
1º Benfica - 40793 (Média); 448732 (Total)
2º F.C. Porto - 38749 (Média); 426243 (Total)
3º Sporting - 30890 (Média); 308905 (Total)
4º V. Guimarâes - 14475 (Média); 144757 (Total)
5º Sp. Braga - 11634 (Média); 127976 (Total)
6º Académica - 7384 (Média); 73840 (Total)
7º Boavista - 4272 (Média); 47000 (Total)
8º Marítimo - 4000 (Média); 44.000 (Total)
9º V. Setúbal - 3570 (Média); 35700 (Total)
10º U. Leiria - 3279 (Média); 32794 (Total)
11º G. Vicente - 3173 (Média); 31739 (Total)
12º P. Ferreira - 2530 (Média); 25300 (Total)
13º Beleneneses - 2472 (Média); 27200 (Total)
14º Penafiel - 2280 (Média); 22800 (Total)
15º Rio Ave - 2181 (Média); 24000 (Total)
16º Nacional - 2110 (Média); 21100 (Total)
17º Naval - 1920 (Média); 21130 (Total)
18º E. Amadora - 1619 (Média); 17801 (Total)
Por aqui se percebe porque alguns clubes vão fechando as portas. Tendo como referência o Benfica que apresenta uma média de sensivelmente 40.000 espectadores por jogo, verificamos que grande parte dos clubes não atinge este número ao fim duma época inteira o que não deixa de ser impressionante. Urge perceber porque tal acontece: bilhetes demasiadamente caros? qualidade do futebol praticado pouco convidativo? excesso de jogos na Tv? Uma coisa é certa: os clubes não aguentarão por muito mais tempo uma realidade destas.
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Vitória justa
O objectivo foi conseguido: eliminar o Nacional. Tal como se previa não foi uma eliminatória fácil. Foi uma vitória arrancada a ferros uma vez que o vencedor só foi encontrado através do recurso às grandes-penalidades. Embora não jogando bem, o Benfica fez o suficiente para resolver a eliminatória durante os 90'. Os encarnados esbanjaram várias oportunidades de golo que poderiam ter dado uma outra expressão ao resultado. O Nacional limitou-se a defender nunca conseguindo importunar Quim que se limitou a assistir ao jogo. No Benfica há a destacar as exibições de Léo (que grande "joga"), Luisão (redimiu-se das más exibições dos últimos jogos), Ricardo Rocha e Karagounis que veio dar outra segurança no capítulo do passe e na organização de jogo. O grego voltou a provar que merece mais oportunidades do que aquelas que Koeman lhe tem dado. Ao invés, Simão continua a revelar que está longe da forma ideal enquanto Marcel não se pode dar ao luxo de falhar dois golos feitos. Agora que venha o próximo adversário. Se possível o mais fraquinho e de preferência jogando em casa.
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Benfica - Nacional
Hoje é dia de Taça de Portugal. O Benfica tem em mãos uma eliminatória complicada. O Nacional talvez não seja, nesta altura, o melhor adversário face à crise que parece instalada na equipa da Luz. Os encarnados vão ter de estar ao seu melhor nível, pois os madeirenses são um adversário de peso, constituído por jogadores de qualidade e que vem à Luz com naturais ambições de vencer e afastar o Benfica da competição. Novas alterações vão ser feitas na estrutura da equipa: Quim regressa, Anderson também e Geovanni volta ao lado direito do ataque. A nota mais significativa e mais preocupante é a ausência de Petit. Veremos como o Benfica resolverá os problemas no miolo muito especialmente as transições ataque-defesa. Prevê-se mais uma noite de emoções fortes.
domingo, fevereiro 05, 2006
A imprescindibilidade de Beto
Verdade se diga que o Benfica, ontem em Leiria, até fez um jogo engraçado em termos ofensivos. Não fossem as azelhices na finalização e a portentosa exibição de Costinha (é inevitavel nos jogos com o Benfica) e o Benfica certamente teria ganho os três pontos. O problema é que o futebol não vive só do ATAQUE. Para se ganharem jogos é preciso, antes de mais, DEFENDER a nossa baliza, impedindo que o adversário finalize com êxito. Ora neste particular o clube da Luz tem errado em demasia nos dois últimos jogos. E analisando as estatísticas chegamos a uma conclusão interessante: nos seis golos sofridos, em cinco deles, Beto não estava em campo, sendo que o golo em que ele estava presente foi obtido na transformação de um penalti. Pode ser uma simples coincidência. Pessoalmente não acredito que seja essa a explicação. Acontece simplesmente que o brasileiro em termos defensivos é irrepreensível ( exímio recuperador de bolas e excelente na forma como ocupa o espaço defensivo) enquanto que o seu habitual substituto, Manuel Fernandes, apresenta graves lacunas nesse aspecto do jogo. E ontem, mais uma vez, isso veio a confirmar-se: no lance do 1º golo do Leiria, Manuel Fernandes não estava em "su sitio"; se a isto juntarmos as frequentes perdas de bola que deram origem a perigosos contra-ataques do adversário, provavelmente encontramos uma das explicações para a derrota. Está provado que o Benfica precisa de jogar com dois médios centrais que garantam com sucesso os equilíbrios defensivos da equipa. E os resultados são esclarecedores quanto à necessidade de Petit e Beto fazerem parte do onze titular. As 9 vitórias consecutivas foram conseguidas com esta dupla em campo. Dir-me-ão que com Beto em campo a equipa perde ofensividade. Plenamente de acordo. Mas enquanto não encontrarem um jogador que faça as duas funções (atacante e defensiva) com eficácia deixem lá estar o brasileiro. Caso contrário as derrotas irão suceder-se.
A culpa é do treinador
Ontem, Koeman lá fez a vontade ao povinho e colocou uma equipa em campo de acordo com as preferências da maioria dos adeptos. Só faltou o Karagounis. De nada lhe valeu. Perdeu-se, e, como se perdeu, há que atirar as culpas para cima do treinador como se fosse ele o responsável pelas flagrantes oportunidades de golo desperdiçadas e pelas ofertas de golo ao adversário. É assim a cultura desportiva em Portugal. Quando os resultados não aparecem o culpado é sempre o treinador. Acontece que nos últimos 15 anos têm passado pelo Benfica alguns treinadores com excelente currículo. Pelos vistos, dando ouvidos à opinião da maioria, temos de chegar à conclusão de que estes treinadores, ao assentarem arreiais na Luz, desaprendem tudo aquilo que sabiam, tornando-se em vulgares treinadores sem o mínimo de qualidade para orientarem o Benfica. Se isto não é um absurdo então temos aqui um caso do foro sobrenatural. Será mau olhado? Há quem diga que Bella Gutman é o responsável. Se assim for, o problema só se resolve com o recurso a um especialista na matéria. Ao que consta, Alexandrino está desempregado.
sábado, fevereiro 04, 2006
O fim do sonho
Dois jogos, duas derrotas, seis golos sofridos e seis pontos perdidos. Com uma contabilidade destas não se pode pensar em ser campeão. Até ao final do campeonato, aos jogadores encarnados, pede-se-lhes que dignifiquem a camisola que envergam e procurem atingir um lugar que dê acesso à Liga dos Campeões. É o mínimo que se lhes exige depois de desbaratarem por completo as possibilidades de revalidarem o título. F.C. Porto e Sporting discutirão entre si quem será o campeão, enquanto Benfica, Nacional e Sp. Braga disputarão os outros lugares europeus. Para os adeptos fica mais um ano de desilusões algo a que já vamos estando habituados. Valeu o interregno do ano passado, para, de alguma forma, amenizar esta espiral de inêxitos que curiosamente vem assolando o clube não só no futebol mas também nas restantes modalidades. Tamanha colecção de desaires, penaliza em demasia o coração dos adeptos e retira-lhes motivação para continuarem a acompanhar o clube. Eu por mim falo: estou cansado de ver o Benfica perder!
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
Futsal encarnado à deriva
O futsal encarnado vai de mal a pior. Já não bastava a decepcionante carreira que estão a fazer no campeonato, acabam agora de ser eliminados na 2ª fase da UEFA CUP, numa prova em que tinham as mais altas expectativas. A rábula das contratações dos brasileiros que, por falta dos certificados internacionais, acabaram por jogar apenas o último jogo enchem de ridículo Luis Moreira, o responsável máximo da modalidade no Benfica. As suas explicações não convencem ninguém, antes põem a nú as fragilidades dum departamento que dá mostras do mais puro amadorismo. O planeamento da época, nomeadamente, entradas e saídas de jogadores, tem sido um verdadeiro desastre conforme os resultados assim o demonstram. Pelo andar da carruagem o título nacional está entregue ao Sporting que esta época tem-se revelado insuperável.
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
Sábado vai haver festa em Alvalade
O jogo da próxima jornada entre Sporting e Nacional promete. Não tanto pelo futebol que as duas equipas têm apresentado, nem pelo lugar que ambas ocupam na tabela classificativa, mas pela troca de palavras entre os dirigentes dos dois clubes a propósito de recentes declarações do presidente nacionalista, que ao saber de um eventual interesse dos leões por Adriano, disse que não permitiria a ida do jogador para Alvalade por entender que o Sporting era um clube do seu campeonato. Os leões não se conformam com este desplante de Rui Alves, consideram uma falta de respeito, e recusam-se a receber os madeirenses com os salamaleques da praxe, tão grande é a indignação. Posto isto, imagina-se a recepção que os nacionalistas vão ter quando subirem ao relvado. Não vão faltar cartazes, insultos e assobios. Prevejo até, que as mães dos jogadores não vão ser poupadas. E não pelas melhores razões.
Simão permanece na Luz
Acreditem que é verdade: Simão sempre ficou no Benfica. Se calhar contra a sua vontade e de certeza contra a vontade de alguns orgãos de informação, nomeadamente o jornal "O Jogo", que não se cansou de fazer parangonas com a ida do jogador para Inglaterra. Como tantas outras vezes, os jornais enganaram-se. As fontes fidedignas afinal não eram tão credíveis quanto isso, mas os jornais lá se foram vendendo que é aquilo que mais lhes interessa. O respeito pelo leitor é algo que não faz parte do código deontológico dos jornalistas. O que conta são as vendas, nem que para isso se inventem notícias.
terça-feira, janeiro 31, 2006
A aposta em Karagounis
A derrota frente ao Sporting veio reforçar aquilo que digo há já muito tempo: ao Benfica falta um médio centro que seja o responsável pela organização de jogo. Essa função tem sido atribuída a Petit, Beto e, algumas vezes, a Manuel Fernandes, jogadores que objectivamente não têm condições de desempenhar essa função, dada a sua notória incapacidade para construir jogo ofensivo. Actualmente, no plantel encarnado, só vejo um jogador capaz de assumir essa tarefa. Esse jogador é Karagounis, cuja contratação, a par de Miccoli, foi a grande aposta do Benfica para esta temporada. Incompreensivelmente, ou talvez não (cabe a Koeman responder), o grego raramente foi utilizado. Inicialmente porque tinha pouca rotina de jogo, depois porque se lesionou e, finalmente, depois do jogo de Setúbal, em que por sinal terá feito a melhor exibição ao serviço do Benfica (uma excelente 2ª parte), não mais voltou a ter uma oportunidade de demonstrar que pode constituir uma mais-valia para a equipa. Penso que a hecatombe de sábado justifica por si só a presença de Karagounis em Leiria. Deixar as coisas tal como estão é que não faz qualquer sentido.
segunda-feira, janeiro 30, 2006
Co Adriaanse com vida difícil
A relação entre os adeptos portistas e Co Adriaanse já teve melhores dias. Se os actos de vandalismo ocorreram quando o clube está na liderança do campeonato e com quatro pontos de vantagem, imagine-se o que acontecerá se o F.C. Porto não vencer a Liga. Depois da humilhação sofrida na Liga dos Campeões, o holandês tem andado a brincar com o fogo, ao colocar Vitor Baía no banco já depois de ter feito o mesmo com Jorge Costa. Foi ousadia a mais e a paciência dos adeptos começa a esgotar-se. E se desta feita foi o carro a sofrer as consequências, da próxima vez o alvo pode ser o próprio Co Adriaanse. Ele que não se cuide, não!
domingo, janeiro 29, 2006
Rescaldo da jornada
Do mal o menos. Esperava-se que o F.C. Porto saísse de Vila do Conde com três pontos no bornal, mas afinal apenas trouxe um. Os seus adversários mais directos agradecem a gentileza. Os adversários, digo bem. Porque não é sómente o Benfica que aspira a chegar ao título. Sporting (que após a vitória sobre o velho rival deve ter os índices de confiança altíssimos; além disso tem Liedson, e quem dispõe do brasileiro não pode deixar de sonhar), Nacional e Sp. Braga mantêm-se também na corrida. As próximas jornadas determinarão quem tem pedalada para lutar com o F.C. Porto pela conquista do campeonato.
Na cauda da tabela classificativa, o Penafiel já deixou de lutar; o V. Guimarães não consegue sair dos lugares de descida; a Naval ainda não atirou a toalha ao tapete e a Académica, Gil Vicente e P.Ferreira estrebucham pela manutenção. Provavelmente, destas seis equipas sairão os quatro clubes para a divisão de honra.
sábado, janeiro 28, 2006
Falta de estaleca
Exibição absolutamente deplorável do Benfica. Inexplicável atitude dos jogadores que não se compreende numa equipa que pretende revalidar o título. Alguns irão acusar os jogadores de falta de profissionalismo, outros dirão que foi um problema de cansaço, eu diria que foi uma questão de índole psicológica: os jogadores encarnados simplesmente acusaram a responsabilidade do encontro, a responsabilidade de terem de ganhar o jogo e isso inibio-os de jogarem aquilo que sabem. Foi uma reacção à Fernando Mamede. Acontece que este medo de falhar não pode surgir em jogadores que vestem a camisola da águia, pois trata-se de um clube que está habituado a lutar pela vitória nas provas em que participa. Mal estaremos se cada vez que tivermos um jogo decisivo, em que defrontamos conjuntos do nosso nível, os jogadores venham a ter uma atitude semelhante à de hoje. Espero bem que não, mas confesso que tenho as mais sinceras dúvidas. Veremos como a equipa vai reagir à derrota com o Sporting, em que medida os jogadores vão querer e poder demonstrar, que o que aconteceu esta noite foi apenas um acidente de percurso que não se voltará a repetir. Os próximos jogos, especialmente aqueles que vamos disputar com o F.C. Porto e o Liverpool serão decisivos quanto às nossas reais capacidades.
Quanto ao jogo propriamente dito, o Sporting foi um justíssimo vencedor mais parecendo que estava a jogar em Alvalade e não na Luz, tal o à vontade com que jogou, mesmo depois de estar a perder. Dominaram o encontro a seu bel-prazer, através de uma boa dinâmica de jogo, fazendo uma boa circulação de bola, com os seus jogadores a chegarem quase sempre primeiro à bola, ganhando inavariavelmente as bolas divididas e criando oportunidades suficientes para sairem da Luz com uma goleada. Liedson provou, se é que era necessário demonstrá-lo, que é o melhor futebolista a actuar em Portugal e fazendo juz ao que dizem os adeptos leoninos, voltou a resolver uma partida. Ele sózinho desbaratou por completo a defesa encarnada.
O Benfica não existiu em nenhum momento dos 90 minutos. Não houve um único jogador encarnado que se destacasse pela positiva. Desde o guarda-redes ao avançado foi o descalabro total. Nem Petit conseguiu agarrar no jogo. Foi uma equipa sem ideias, sem norte, completamente amarrada, não conseguindo fugir às fortes marcações do adversário, jogando de forma muito lenta e previsível, falhando constantemente no capítulo do passe o que não lhe permitia ligar uma jogada e dessa forma criar situações de perigo para a baliza leonina ( Ricardo foi um espectador durante toda a partida). Incompreensivelmente, depois de estarem a ganhar, recuaram imenso no terreno ( no que poderia ser entendido como uma atitude estratégica, mas que cedo se verificou ser um sinal de fraqueza perante o maior poder do adversário), dando a iniciativa de jogo ao Sporting que obviamente não se fez rogado. Poderiam nessa altura ter aproveitado as recuperações de bola para contra-atacar, mas infelizmente nem isso conseguiram.
Mais do que a derrota o que impressionou foi a falta de capacidade para dar a volta aos acontecimentos, o que não deixa de ser preocupante tendo em conta as ambições da equipa. Os jogadores terão de se consciencializar de que não podem ter mais nenhum percalço sob pena de os objectivos a que se propuseram irem todos por água abaixo. Têm de demonstrar por actos e não por palavras, que têm estaleca para servir o Glorioso. É que de amostras de jogadores está o clube farto.
P.S.- Pinto da Costa deve estar a rir-se às gargalhadas. Preparem-se para ouvir o homem caso o F.C. Porto ganhe amanhã em Vila do Conde.
sexta-feira, janeiro 27, 2006
Equipa para amanhã
Menos uma dor de cabeça: Petit recuperou e vai jogar. Só espero que esteja nas melhores condições físicas por forma a desenvolver o futebol a que estamos habituados. Já Miccoli não recuperou da mialgia e por isso ficou fora da convocatória. Esta ausência não é preocupante, tendo em conta aquilo que (não) tem jogado. De resto, a convocatória não apresenta surpresas continuando Koeman a não apostar em Nuno Assis o que poderá configurar a saída do jogador ainda neste mês de Janeiro (o Benfica pretende a saída definitiva do jogador de modo a recuperar algum do investimento feito, mas não me parece que haja algum clube interessado nisso; interessados só a título de empréstimo). Olhando para as escolhas de Koeman nos últimos jogos tudo indica que amanhã o Benfica subirá ao relvado com a seguinte constituição
Agora é só jogarem aquilo que sabem e ganhar o jogo. Não é tarefa fácil mas está perfeitamente ao nosso alcance. Vamos a isso rapazes!
quinta-feira, janeiro 26, 2006
Sousa Cintra, um cromo do desporto nacional
E porque estamos em semana de derby nada como relembrar este
momento radiofónico que ficou para a história.
momento radiofónico que ficou para a história.
Petit ausente do derby?
A lesão de Petit está-me a deixar preocupado. Nem quero admitir a hipótese de ele não poder jogar sábado. É que as perspectivas com o "Pitbull" em campo são umas; com ele ausente as possibilidades de o Benfica ganhar a contenda reduzem-se drásticamente. Estão a imaginar um meio-campo com Beto e Manuel Fernandes? Pois é, eu também estou. E o que vejo não me permite dormir descansado. Presumo que esta preocupação seja extensiva a todos os adeptos encarnados e ao próprio Koeman também. Num jogo de extrema dificuldade e em que estamos obrigados a ganhar (sob pena de deixarmos fugir o F.C. Porto na tabela classificativa), esta lesão vem na pior altura.
quarta-feira, janeiro 25, 2006
A substituição de Vitor Baía
Co Adriaanse está a jogar uma cartada muito alta ao retirar a titularidade a Vitor Baía. Depois de Jorge Costa, este assomo de coragem pode valer-lhe um valente pontapé no traseiro no final da época, caso não consiga vencer a Liga. Se o encosto do central já provocou alguma celeuma, atirar com o guarda-redes para o banco pode acicatar os ânimos dos adeptos portistas, se Helton não corresponder.É bom lembrar que para o universo portista, Vitor Baía não é um jogador qualquer: é o jogador mais acarinhado pela massa associativa e aquele que mais vezes participou nos êxitos do F.C. Porto. É certo que a sua carreira desportiva ao mais alto nível está perto do fim, mas, ainda assim, tem demonstrado ao longo da época que as suas capacidades permanecem intactas, daí não se perceber muito bem o porquê da sua substituição. Não quero acreditar que tenha sido o lance do 2º golo do Estrela da Amadora a despoletar esta situação, porque se foi, todos os guarda-redes desta Liga já teriam encostado ás boxes. Quem se deve estar a rir é Scolari que frequentemente tem sido insultado pelos dirigentes portistas por não convocar o guarda-redes para a selecção. Estes sempre disseram que Vitor Baía era o melhor guarda-redes a actuar em Portugal, pelo que agora não se devem sentir muito confortáveis perante esta decisão do treinador holandês.
Por favor, calem-se!
A disputa verbal entre Pinto da Costa e José Veiga, a que agora se juntou Reinaldo Teles, está aí para lavar e durar. Pelo menos até ao jogo entre as duas equipas prevê-se que os insultos de parte a parte se mantenham ou, quiçá, até subam de tom. Não me parece que desta guerrilha algum dos clubes saia beneficiado, antes pelo contrário. O triste espectáculo que têm dado só os denigre aos olhos da opinião pública e não me parece que lhes aumente os índices de popularidade ( a não ser entre aqueles que gostem deste futebol jogado fora das quatro linhas). Já sabemos que Pinto da Costa se sente como peixe na água neste tipo de contendas e o melhor que há a fazer, é deixá-lo a falar sózinho, porque, hoje em dia, já ninguém dá crédito às suas atoardas. Enquanto benfiquista gostaria que os dirigentes do meu clube não se vissem envolvidos em peixeiradas desta natureza que só prejudicam a imagem do Benfica. É no campo de jogo que temos de mostrar a nossa força e não em jogos florais, onde dispersamos energias que nos podem impedir de nos concentrarmos nos nossos verdadeiros objectivos.
Reconhecimento da verdade

Retirado do Bola na Área, estas declarações interessantes de Filipe Soares Franco, à revista de domingo do Correio da Manhã:
«Não podemos ter medo de enfrentar a verdade e, num contexto de rácios, o Benfica é efectivamente maior do que o Sporting: tem mais adeptos e mais sócios, tem mais títulos conquistados, venceu mais competições europeias. Os sportinguistas não devem negar as evidências, até porque quando queremos ser os primeiros temos de seguir dois princípios: não mentir e ter a referência a abater. Além do mais, o facto de o Benfica ser maior não quer dizer que seja melhor».
domingo, janeiro 22, 2006
Desculpa esfarrapada
Soares Franco, qual Dias da Cunha, vem dizer que a arbitragem de ontem foi miserável prejudicando claramente o Sporting. Não sei que jogo é que ele viu, porque se foi aquele que todos vimos, o presidente leonino só pode estar a brincar. O lance do penalti não oferece dúvidas. Já o mesmo não se poderá dizer do livre indirecto na pequena-área maritimista, a castigar pretenso atraso de Van der Gaag ao seu guarda-redes que nunca existiu. Aqui o árbitro favoreceu os leões num lance que lhes poderia ter dado a vitória. Além disso no decorrer da 2ª parte cada vez que um jogador do Sporting caía o Marítimo era invariavelmente punido com uma falta. E já nem falo da mão de Polga dentro da área verde-branca. Que Rui Costa é um mau árbitro já todos sabemos, mas não foi por ele que o Sporting não obteve a vitória. Imagina-se o cenário do próximo fim-de-semana: se ganharem na Luz o mérito vai todo para os jogadores e o seu treinador; se perderem, a culpa será do árbitro, pois então!
sábado, janeiro 21, 2006
Sporting e F.C. Porto com sortes diferentes
O Sporting atrasa-se na corrida ao título. Os leões até entraram bem no jogo, marcaram um golo cedo, quase encostaram o adversário ás cordas, mas não souberam dar a estocada final. Depois dos primeiros vinte minutos, os maritimistas começaram a acertar nas marcações, começaram a ligar os passes e já perto do final da 1ª parte aproveitaram uma desatenção da defesa leonina e empataram a partida. Na 2ª parte o Sporting apareceu bastante nervoso com um futebol muito desligado e inconsequente e não fora o penalti falhado e o Marítimo poderia ter saído de Alvalade com os três pontos da vitória ( ainda estou para perceber o que se passou na cabeça do treinador do Marítimo para pôr Sousa, o jogador mais tosco em campo, a marcar a penalidade). Sá Pinto não se pode queixar da sorte pois em dois jogos consecutivos comete dois penaltis esbanjados pelos adversários. O Sporting está agora a 9 pontos do F.C. Porto e a 6 do Benfica, embora tenha a possibilidade de encurtar distâncias relativamente aos encarnados já na próxima jornada. É quase um jogo do tudo ou nada para os leões. Em caso de derrota ficam irremediavelmente afastados do título e até mesmo do 2º lugar.
O F. C. Porto conseguiu resistir à pressão de ter de vencer, ganhando à Naval através de uma exibição muito frouxa e graças a um auto-golo de Fernando. O único aspecto relevante da partida foi a não inclusão de Vitor Baía no que poderá ser a perda definitiva do lugar de guarda-redes principal do F.C. Porto. Depois de Jorge Costa coube agora a vez de Baía. O F.C. Porto perde as referências do clube tal como vai acontecendo com o Sporting que vê sair o capitão Beto. No final da época veremos se valeu a pena.
Vitória preciosa
Este foi um daqueles jogos em que o Benfica venceu mas esteve longe de convencer. O Gil Vicente jogou melhor, foi mais perigoso, e só não alcançou outro resultado porque esta noite a sorte esteve do lado dos encarnados. O jogo iniciou-se com o penalty desnecessário de Simão sobre Carlitos, o que permitiu aos gilistas adiantarem-se no marcador. Poucos minutos volvidos o Gil Vicente devolveu a gentileza e ofereceu um penalty ao Benfica (curiosamente o comentador de serviço na Sporttv teve dúvidas quanto à justeza da penalidade, quando há uma semana, num lance bem menos evidente, foi peremptório ao afirmar que Luisão tinha cometido infracção merecedora de castigo máximo; teve de ser Carlos Carvalhal a clarificar a situação, porque o dito senhor, mais uma vez, não soube despir a camisola azul e branca que enverga todas as semanas). No resto da 1ª parte apenas há a assinalar a grande jogada que deu origem ao 2º golo encarnado. Na 2ª parte o Gil Vicente entrou decidido a alterar o rumo dos acontecimentos, mas um lance infeliz de Jorge Baptista deitou tudo a perder ao permitir o 3º golo encarnado. A partir daqui o Benfica, incompreensivelmente, recuou em demasia no terreno, aproveitando os gilistas para provocarem alguns sustos, estando mesmo à beira de marcar num lance em Carlos Carneiro atirou ao poste da baliza encarnada, já com Moretto batido. Foi uma 2ª parte dominada pelos gilistas e onde o Benfica raramente conseguiu fazer uma jogada com princípio, meio e fim. Neste período os encarnados revelaram pouca segurança no controlo e circulação da bola bem como dificuldades na organização defensiva (especialmente nos lances de bola parada em que os gilistas ganhavam sempre na antecipação). Neste particular Manuel Fernandes sobressaiu pela negativa: com ele em campo, o meio-campo encarnado, perde consistência, fica muito mais vulnerável às investidas dos adversário graças à sua manifesta indisciplina tática, já para não falar das constantes faltas estúpidas que parece ter prazer em fazer ( meu rico Beto!). Destaques para as exibições de Luisão (intransponível) e Alcides que no seu estilo trapalhão lá vai levando a água ao seu moinho. Nuno Gomes muito batalhador, mas infeliz na finalização (e hoje abusou nos foras-de-jogo, embora houvesse um mal assinalado em que ficaria isolado para a baliza). Relativamente aos reforços, não desgostei de Manduca que esteve bem enquanto teve forças; Moretto não teve trabalho; Robert pouco se viu nos 20' que esteve em campo e Marco Ferreira não acrescentou nada ao jogo.
sexta-feira, janeiro 20, 2006
E vão dois esta semana
Decididamente os dirigentes portistas perderam o tino. Pela segunda vez esta semana, os portistas publicam um comunicado no seu site oficial, desta feita para manifestarem a sua indignação pelo facto de ontem à noite, José Veiga ter alegadamente jantado com um ex-árbitro assistente num restaurante em Penafiel. Um tipo lê e não acredita. Mas desde quando é que jantar com um ex-árbitro assistente põe em causa a verdade desportiva? Será que tal indivíduo está impedido de se relacionar com gente do futebol simplesmente porque já não se encontra ao serviço da modalidade? Além do mais, se há clube que não tem autoridade moral para redigir comunicados destes, esse clube é precisamente o F.C. Porto. Realmente é preciso ter (muita) lata. Todos sabemos que até há pouco tempo era prática corrente (se é que ainda hoje isso não se verifica), ver-se Pinto da Costa ou outro qualquer dirigente portista em repastos com árbitros no activo e, em alguns casos, até a seguir a jogos do F.C. Porto em que os mesmos árbitros haviam participado. Não há dúvida que esta obsessão pela dupla LFV/JV só vem provar que os altos dirigentes do F.C. Porto estão a entrar em fase de desespero, o que só pode querer significar que o Benfica está no bom caminho.
quinta-feira, janeiro 19, 2006
Sp. Braga encosta em Penafiel
O Sp. Braga deixa dois pontos em Penafiel e atrasa-se no assalto ao 2ºlugar. Wender desta vez não teve o protagonismo das últimas partidas, falhando inclusivé um penalty. As recentes convulsões no plantel bracarense deixaram marcas e o Sp. Braga está longe das exibições alcançadas na 1ª volta. O Penafiel fez o seu papel: lutar em cada jogo pelo melhor resultado possível, independentemente de a descida de divisão ser, aparentemente, um dado consumado. Com este resultado o Benfica tem a possibilidade de criar um fosso de 4 pontos relativamente ao Sp. Braga. Para isso precisa de ganhar em Barcelos, num jogo que se afigura de extrema dificuldade, face ao que aconteceu na 1ª volta e atendendo ao bom momento de forma que os gilistas têm evidenciado nas últimas partidas. O Benfica terá de estar ao seu melhor nível se quiser averbar os três pontos. Ademais, não podemos perder pontos para o F.C. Porto que tem frente à Naval uma jornada descansada.
quarta-feira, janeiro 18, 2006
Os brasileiros do Benfica
Já anda muita boa gente preocupada, benfiquistas incluídos, pelo facto de o Benfica se começar a assemelhar a uma escola de samba, tal a quantidade de brasileiros que tem ao seu serviço. Por mim tanto se me dá, desde que o clube vá ganhando até podemos ter a totalidade do plantel constituído por jogadores do Sri Lanka que comemoro as vitórias da mesma maneira que comemoraria se só tivéssemos jogadores portugueses. No futebol de hoje os clubes são verdadeiros entrepostos de jogadores estrangeiros e não vejo que isso afecte os adeptos. No final de contas o que o adepto quer é ver vencer a sua equipa predilecta. O resto são provincianismos bacocos que já não têm razão de existir no mundo global em que vivemos.
P.S. - Pergunte-se a um adepto se prefere vencer com estrangeiros ou perder com nacionais e vão ver qual a resposta.
Pinto da Costa com memória curta
Pinto da Costa devia abster-se de comentar as declarações de Luis Filipe Vieira, porque no que toca a verdade desportiva, a sua casa está cheia de telhados de vidro: apito dourado, quinhentinhos, viagem do Calheiros e, por aí fora. Relativamente às suas criticas às últimas contratações dos encarnados, porque não relembrar o que sucedeu com César Peixoto, Maniche, Sokota, Paulo Assunção, Duda, Deco, isto só para falar nas mais recentes. Ainda agora tivemos os casos dos jogadores emprestados que contra o que a lei diz não jogaram contra o F.C. Porto: Maciel, Diogo Valente, Bruno Vale e Bruno Machado. Tudo isto acontece, porque Pinto da Costa começa a perceber que já não tem a força doutros tempos e, além disso, encontrou em LFV um adversário que lhe faz frente.
As piadas de Miguel Sousa Tavares
Ficámos a saber pela boca de MST, esse supra-sumo da crítica nacional, que ao contrário do que se pensava, o F.C. Porto não era favorito no jogo disputado com o Estrela da Amadora. A explicação é simples: o estado do terreno na Reboleira. Como o terreno de jogo tem dimensões reduzidas e a relva mais parece um campo de batatas, ficaram anuladas, desde logo, as pretensas vantagens dos portistas que têm como ponto forte a qualidade técnica dos seus jogadores. Pelo contrário, MST, considera até, que o seu clube entrou em desvantagem porque teve de aprender do zero os truques que aquele terreno impõe e o adversário conhece bem. Quanto aos golos do adversário temos que para MST: o 1º golo foi na própria baliza e o 2º golo - um frango como toda a gente viu - resulta de um remate inofensivo que graças a um ligeiro desvio no lamaçal voltou a trair Baía ( Se fosse Ricardo que estivesse na baliza, MST, por certo, viria dizer que tinha sido um frango do tamanho da Torre dos Clérigos). Resumindo: a derrota portista não aconteceu por força da imperícia dos seus jogadores, nem sequer pelo mérito do Estrela da Amadora, mas fundamentalmente pelas condições deploráveis do terreno de jogo. Um prodígio, este homem!
terça-feira, janeiro 17, 2006
LFV à sua imagem

LFV não faz a coisa por menos, e vai daí assume a candidatura do Benfica à conquista da Liga dos Campeões. Não é a primeira vez que o presidente encarnado diz isto. Resolveu voltar a dizê-lo hoje, para que não haja dúvidas sobre as ambições do Benfica para esta época. Confiança não lhe falta. Por mim contentava-me apenas com a Liga Nacional, mas isso sou eu que sou pouco ambicioso. Nada como ter horizontes alargados. E isso é algo que não falta ao nosso presidente. O Liverpool que se cuide, pois a renovação do título europeu fica assim bem mais complicado. Eliminar o Benfica vai ser uma tarefa bem complicada.
segunda-feira, janeiro 16, 2006
Vitor Baía, o intocável
Vitor Baía sempre teve e continua a ter boa imprensa em Portugal. A sua colaboração num dos golos do Estrela da Amadora não teve repercussões na imprensa desportiva, facto que poderia ser considerado normal atendendo à normalidade de um "frango" num guarda-redes. Aliás não se conhece guarda-redes que, ao longo da carreira, não tenha dado os seus "franguitos". O problema é que em Portugal em matéria de frangos há dois pesos e duas medidas. Se o frango for do Vitor Baía, tudo bem, foi apenas um acidente de percurso e nem se fala no assunto. Se o dito frango for dado pelo Ricardo ( ou até mesmo pelo Quim), aí a conversa muda de figura. Pinto da Costa e seus acólitos vêm logo a terreiro dizer que não se percebe como Scolari mantém a confiança no jogador leonino, quando no Dragão mora um guarda-redes que é imune a espécimes de aviário. Mais uma vez se comprovou que tal não é verdade. Deve dizer-se até, que Vitor Baía nessa matéria já leva muito que contar. Seria de bom tom que a classe jornalística também tivesse consciência desse facto. Para quem não se lembra, em Espanha, Vitor Baía não teve uma passagem feliz. E do Scolari, nessa altura, nem se ouvia falar.
O ponta-de-lança desejado

Marcel já é do Benfica, como garante o presidente academista, José Eduardo Simões, no site do clube. O jogador tem qualidade, mas jogar no Benfica é uma realidade bem distinta daquela que viveu em Coimbra. As exigências são outras e poucos conseguem singrar. Aguardemos para ver se o brasileiro consegue corresponder às expectativas nele depositadas.
Nacional no caminho do Benfica
Não se pode dizer que o Benfica tenha sido muito feliz no sorteio para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. Calhou-lhe em sorte o Nacional, equipa revelação desta época, que é um adversário bem difícil de contrariar. É óbvio que jogando em casa os encarnados têm obrigação de vencer, mas isso não invalida que se diga que vão ter pela frente um osso bem duro de roer, como aliás tiveram oportunidade de comprovar no recente jogo para o campeonato. Se os conseguirmos eliminar fica a convicção de que afastamos um dos mais sérios pretendentes à conquista do troféu.
domingo, janeiro 15, 2006
Ganda Estrela da Amadora
Afinal o expediente da não inclusão de Bruno Vale no jogo desta noite, de nada serviu ao F.C. Porto, que perdeu três preciosos pontos na Amadora. O Estrela fez uma 1ª parte excelente, desbaratando por completo a defesa portista, Vitor Baía incluído. Na 2ª parte foi um sufoco. Os azuis-e-brancos encostaram os amadorenses à sua área e foram criando oportunidades suficientes para não perderem o jogo. Valeu, para nosso regozijo, que a cavalgada portista se quedou por um golo. O Estrela deu o estouro, mas de forma estoica soube segurar a vantagem adquirida na 1ª parte. E agora são apenas três, os pontos de vantagem sobre o Benfica. A Liga está ao rubro.
Benfica vence Académica
Vitória num jogo em que o resultado não traduz o que se passou em campo, já que foram muitas as dificuldades sentidas pelo Benfica. Nem foi tanto a Académica a criar problemas aos encarnados, mas antes os jogadores do Benfica que resolveram meter folga na partida de hoje. Então a 1ª parte foi verdadeiramente escandalosa em termos de entrega ao jogo: os encarnados não correram, não se aplicaram, limitaram-se a deixar passar o tempo numa atitude pouco profissional. Valeu que do outro lado estava uma Académica muito fraca que poucos engulhos criou ao adversário, mostrando o porquê de se encontrar abaixo da linha de água. Muito quezilentos, quiseram fazer crer, como bem expressou o seu presidente no final da partida, que só não saíram da Luz com um resultado positivo, porque a equipa de arbitragem assim não o quis. Que desculpa mais esfarrapada: o lance que dá origem ao 1º golo do Benfica é merecedor de grande-penalidade; o pretenso penalty de Luisão não existe ( o jogador já tem o braço levantado e não o mexe, quando a bola rematada à queima roupa lhe toca na mão); ninguém consegue ver se a bola sai ou não, quando Nuno Gomes passa a bola para trás no lance que dá o golo a Luisão. Curiosamente esta gente só se queixa nos jogos em que enfrentam o Benfica. Quando isto acontece com o F.C. Porto, metem o rabinho entre as pernas e nada dizem. Uma vergonha.
O jogo de hoje serviu ainda para demonstrar que Laurent Robert não tem lugar neste Benfica: lento, apático, técnicamente limitado (só tem pé esquerdo), tem apenas como aspecto positivo os lances de bola parada. Outro jogador que tarda em aparecer é Miccoli: é chegada a hora de o deixar no banco e dar o lugar a Geovanni. Os jogos que aí vêm são demasiado importantes para se continuar a apostar nestes jogadores. Uma estadia no banco só lhes fará bem. Pode ser que arrebitem. Já Moretti tem confirmado as expectativas: transmite uma segurança que Quim e Moreira nunca foram capazes de dar.
A derrota do F.C. Porto frente ao Estrela da Amadora abre-nos excelentes expectativas que o Benfica tem de saber aproveitar, sem, contudo, embandeirar em arco, uma vez que há muito campeonato pela frente e cada jogo tem de ser encarado como uma final, em que não é permitido perderem-se pontos. São só três, os pontos que nos separam dos azuis-e-brancos, o que ainda assim constitui uma vantagem para os nossos rivais.
sábado, janeiro 14, 2006
Sporting ganha no Restelo
Com mais uma intervenção comprometedora, Marco Aurélio resolveu estender a quadra natalícia e dar a vitória ao Sporting. Nas últimas épocas este guarda-redes limita-se a reservar as grandes exibições para os confrontos com o Benfica. Para ajudar à festa hoje teve um colega à altura, Ruben Amorim ( o tal que enviou uma bola à trave num remate magistral, quase de meio-campo, no jogo da Luz) que de forma desastrada falhou um penalty que poderia guindar o Belenenses a um resultado positivo. Aproveitando os erros do adversário, o Sporting acaba por ganhar, num jogo em que não foi superior ao Belenenses. O argentino Romagnoli que fazia a estreia na Liga com a camisola do Sporting, não se viu durante o tempo que esteve em campo. Terá de valer muito mais para justificar a titularidade na equipa. Pelo que se viu, Nani é bem superior.
Wender mais uma vez

Wender voltou a assumir o papel de protagonista. Depois de na última jornada ter marcado dois golos ao Sporting, hoje voltou a fazer o gosto ao pé, marcando o único golo do Sp. Braga frente à União de Leiria. O reforço de Inverno do Sp. Braga, já deu ao clube duas vitórias em outros tantos jogos. Recambiado de Alvalade porque não servia os interesses dos leões, revela todo o seu esplendor no Sp. Braga. Jesualdo Ferreira agradece tanta generosidade leonina.
sexta-feira, janeiro 13, 2006
Pinto da Costa ainda mexe
Perdida que foi a corrida por Moretto e, ao que tudo indica, a de Marcel também, Pinto da Costa vai buscar Adriano que se dizia que estava prestes a assinar pelo Sporting. Repete assim o número que já havia feito com Paulo Assunção há duas épocas atrás. O Sporting vê-se mais uma vez ultrapassado, enquanto o presidente portista tenta com esta contratação minimizar os estragos do valente banho que apanhou de LFV.
Enganem-se, no entanto, os que pensam que Pinto da Costa está velho e acabado. Longe disso. A prova está em que, mais uma vez, há semelhança do que havia feito com o União de Leiria e o Boavista, lá conseguiu arranjar maneira de Bruno Alves não defender a baliza do Estrela da Amadora na partida contra o F.C. Porto. Com mais uma lesão fantasma consegue assim ludibriar os regulamentos da Liga. Curiosamente não se vê os media abordarem esta questão. Pelos vistos, para eles, tudo não passa duma mera coincidência.
quarta-feira, janeiro 11, 2006
Apenas Sp. Braga ficou pelo caminho
Com excepção da eliminação do Sp. Braga, não houve surpresas na 5ª eliminatória da Taça de portugal. Os clubes primodivisionários cumpriram a sua obrigação, ganhando as suas partidas, ficando agora à espera do que lhes reservará o sorteio na próxima 2ª feira. O Sporting viu-se e desejou-se para ganhar ao Vizela que foi a primeira equipa a marcar, e o F.C. Porto acabou por assegurar a passagem à 6ª ronda com um penalty muito duvidoso: o Bruno Paixão não viu, mas o árbitro assistente a 50 m de distância, mesmo com o jogador da Naval a encobrir a bola, conseguiu ver mão na bola o que as imagens da televisão não conseguem esclarecer cabalmente (tivesse o lance ocorrido na grande-área contrária e cá estaríamos para ver se seria marcada grande-penalidade). Enfim, é nestes lances que as equipas mais pequenas se podem queixar de tratamento desigual.
Benfica elimina Tourizense
O Benfica seguiu em frente para a próxima ronda da Taça de Portugal, após eliminar o Tourizense, numa partida em que Koeman não facilitou, colocando a maioria dos titulares em campo. Os jogadores do Tourizense não se atemorizaram com o poder do adversário, chegando mesmo a assustar nalguns momentos do jogo, mormente na marcação de um livre, no final da 1ª parte, em que a bola esbarrou na barra da baliza de Moretti e quando o resultado ainda estava em branco. Na 2ª parte o Benfica entrou em campo com outra atitude, acelerou e os golos apareceram com naturalidade. Laurent Robert estreou-se a marcar e foi apontado como o melhor jogador encarnado. Manduca esteve apagado, e Marcos Ferreira fez a sua primeira partida com a camisola encarnada. Agora que venha o próximo e, de preferência, que seja um adversário dos menos cotados. E já agora, que a eliminatória seja jogada em nossa casa.
terça-feira, janeiro 10, 2006
O que se passa com o italiano?

Faz-me confusão o estranho apagamento de Miccoli. Depois dos primeiros jogos (dois ou três) em que o italiano deslumbrou o que levou a crítica especializada a fazer-lhe os mais rasgados elogios (eu próprio fiquei entusiasmadíssimo), eis que uma lesão veio deitar tudo a perder. Desde então tudo se modificou. Miccoli não mais voltou ser o mesmo. As suas exibições têm ficado muito aquém do exigível o que nos faz questionar se o verdadeiro Miccoli era aquele dos primeiros jogos ou, se pelo contrário, é aquele que temos visto ultimamente. Custa a crer que um jogador que tem cartel em Itália, inclusivé já com algumas internacionalizações no seu currículo, não valha mais do que nos vem mostrando. Quer-me parecer que há ali muita ansiedade, muita pressa em mostrar serviço, e que este facto o inibe de desenvolver o futebol de que é efectivamente capaz. E Koeman até tem sido amigo, pois continua a dar-lhe oportunidades, mas não pode esperar ad eternum, que o italiano se digne começar a jogar. Até porque Geovanni, adora jogar naquela posição e quando o tem feito, tem revelado saber dar conta do recado. É portanto chegada a hora de Miccoli fazer valer as suas credenciais e tratar de justificar a sua vinda para o Benfica. Se assim não for, é bem provável que no final da época o clube não exerça o direito de opção de compra do seu passe, que por sinal é bem caro.
domingo, janeiro 08, 2006
Vitória fácil
Na estreia de Moretto como titular na baliza encarnada, o Benfica ganhou com relativa facilidade mas sem realizar uma boa exibição. O Paços de Ferreira foi um adversário macio que não importunou o último reduto encarnado ( apenas já no final da partida tiveram uma clara oportunidade de golo que Moretto soube responder com uma grande estirada), valendo-lhe a extraordinária exibição do seu guarda-redes Peçanha ( começa a ser norma os guarda-redes que visitam a Luz fazerem o jogo da sua vida) que impediu que os paçenses saíssem da Luz com uma derrota mais dilatada. O Benfica esteve longe de encantar, em especial na 1ª parte, onde o número de passes transviados foram mais do que muitos. Ainda assim construiu uma série de oportunidades de golo que poderiam e deveriam ter sido concretizadas. Miccoli voltou a ser uma nulidade, pelo que Koeman deveria equacionar retirá-lo da equipa titular, e apostar em Geovanni que, mais uma vez, demonstrou ter um rendimento bem superior ao do italiano quando joga a ponta-de-lança. Quanto às novas aquisições, o jogo de hoje não deu para tirar grandes ilacções sobre a capacidade de cada um deles, pelo que há que esperar por mais jogos, para se saber se efectivamente constituirão mais valias para o plantel encarnado.
Com a vitória de hoje subimos ao 2º lugar em parceria com o Nacional. O 1º lugar continua a seis pontos de distância, uma vez que o F.C. Porto venceu o Boavista, graças a mais um golo de Quaresma. Decididamente ninguém consegue parar este jogador.
sábado, janeiro 07, 2006
Sp.Braga vence Sporting em jogo electrizante
Os primeiros 45' minutos pertenceram ao Sp.Braga que facilmente chegou aos 2-0. O mesmo acabou por acontecer na 2ªparte até ao 1ºgolo leonino. Após o golo o Sporting galvanizou-se e os bracarenses que até aí tinham sido uma equipa compacta, desuniram-se, aproveitando-se disso o seu adversário para rapidamente chegar à igualdade. A partir daqui as duas equipas entregaram-se a um jogo frenético, onde a clarividência deixou de existir e as oportunidades de golo surgiam para ambos os lados, acabando por ser o Sp.Braga a equipa mais feliz ao conseguir o golo que veio a ditar a vitória na partida. Wender constituiu-se como o carrasco do Sporting ao apontar 2 golos, enquanto Liedson voltou a ser o abono de família da sua equipa ao marcar os 2 golos que quase permitiam a reviravolta no marcador. O Sporting com esta derrota fica mais longe do 1º lugar e o Sp. Braga que vinha de um mês de Dezembro terrífico (3 derrotas) volta a sonhar com um lugar que lhe dê acesso à Liga dos Campeões.
Entrevista de LFV ao Correio da Manhã
"Para eles a saída do Simão do Benfica era a sorte grande. Naquela casa as coisas funcionam assim. Porque é que o Jorginho não foi para o Sporting? E o Paulo Assunção? Se o Sporting tivesse tido a atitude do Benfica com o Moretto, não teria sido assim." LFV dixit, em entrevista hoje ao Correio da Manhã.
sexta-feira, janeiro 06, 2006
Moretto ou Quim?
Porventura subsistirá nos adeptos encarnados a dúvida de quem irá Koeman colocar na baliza no jogo de domingo com o Paços de Ferreira. Se fosse eu que estivesse na pele do holandês, não teria dúvidas na decisão a tomar. O brasileiro seria sempre a minha 1ª opção, não só porque é melhor guarda-redes do que Quim, mas, também, porque o português continua a evidenciar problemas físicos que o impossibilitam de jogar ao seu melhor nível e o Benfica não se pode dar ao luxo de fazer alinhar um guarda-redes em precária condição. Alguns dirão, que parece mal dar de imediato o lugar a Moretto, porque ele ainda agora chegou ao clube e, além disso, Quim tem-se sacrificado ao jogar lesionado pelo que, remetê-lo ao banco, seria uma atitude deselegante. Reconheço que sou sensível a este argumento, mas nestas coisas do futebol, como noutros aspectos da vida, temos de fazer prevalecer o pragmatismo em detrimento das razões do coração. E é em nome desse pragmatismo que seria levado a colocar o brasileiro na baliza já no próximo domingo.
quinta-feira, janeiro 05, 2006
Público nos estádios
Quadro do número de espectadores até à última jornada: a azul temos a média de assistentes, enquanto a vermelho temos o total.
F.C.Porto - 39187 (313499)
Benfica - 36047 (288381)
Sporting - 30096 (240772)
V.Guimarâes - 14054 (112437)
Sp.Braga - 11972 (95783)
Académica - 8038 (64311)
Boavista - 4611 (41500)
Marítimo - 4500 (36000)
V.Setúbal - 4062 (32500)
P.Ferreira - 2812 (22500)
Gil Vicente - 2622 (20979)
Penafiel - 2412 (19300)
Naval - 2310 (18480)
Nacional - 2300 (16100)
Rio Ave - 2062 (16500)
Belenenses - 1937 (15500)
U.Leiria - 1753 (14027)
E.Amadora - 1201 (12631)
F.C.Porto - 39187 (313499)
Benfica - 36047 (288381)
Sporting - 30096 (240772)
V.Guimarâes - 14054 (112437)
Sp.Braga - 11972 (95783)
Académica - 8038 (64311)
Boavista - 4611 (41500)
Marítimo - 4500 (36000)
V.Setúbal - 4062 (32500)
P.Ferreira - 2812 (22500)
Gil Vicente - 2622 (20979)
Penafiel - 2412 (19300)
Naval - 2310 (18480)
Nacional - 2300 (16100)
Rio Ave - 2062 (16500)
Belenenses - 1937 (15500)
U.Leiria - 1753 (14027)
E.Amadora - 1201 (12631)
quarta-feira, janeiro 04, 2006
Azares
Diogo Valente veio da selecção B lesionado e, ao que tudo indica, já não poderá defrontar o F. C. Porto no jogo do próximo fim-de-semana. Logo agora que tinha a possibilidade de mostrar as suas credenciais perante Co Adriaanse, tem esta contrariedade. Realmente é muito azar. O mesmo já se tinha verificado com Maciel. Não há que desesperar. São coisas que acontecem no futebol. Infelizmente, demasiadas vezes.
Problemas para Koeman resolver
Na conferência de imprensa para apresentação do francês, Laurent Robert, como novo reforço encarnado, LFV voltou a negar a saída de Simão, reafirmando ainda que o Benfica está apostado em reforçar a equipa e não em enfranquecê-la. Se assim for, não restam dúvidas de que o plantel encarnado ficará bem mais forte e com outra capacidade para enfrentar os desafios que tem pela frente. No entanto, estou convicto que a permanência de Simão poderá criar problemas na gestão do plantel. E explico porquê: Simão joga na mesma posição do francês e sabendo que este tem alergia ao banco não se sujeitando à condição de suplente ( ao longo da sua carreira têm sido vários os conflitos com treinadores que se atrevem a colocá-lo fora da equipa), a Koeman só lhe restará pôr os dois a jogar em simultâneo, o que significará que um deles será deslocado para uma posição que não é do seu agrado e onde o rendimento não será o mesmo. Aqui chegados faz todo o sentido perguntar onde jogará então Geovanni que tão boas prestações tem tido nos últimos jogos. Será atirado para o banco ou jogará na sua posição favorita, a ponta-de-lança? Se isto vier a acontecer deverá ser Miccoli o sacrificado. E ainda falta o ponta-de-lança que está para chegar. Estou curioso em saber como Koeman irá resolver o problema.
terça-feira, janeiro 03, 2006
Mais um extremo

Ora aí está mais um reforço. E para não variar, mais um extremo. Depois de Manduca e Marco Ferreira, este é o terceiro. Com este inflacionamento de flanqueadores, acentua-se a ideia de que Simão está de partida. Oxalá não venhamos a torcer a orelha no final da época. Quanto ao francês, dispensado do Newcastle e longe de corresponder às expectativas no Portsmouth, confesso que a sua vinda está longe de me entusiasmar. Ainda por cima, parece que tem um feitio pouco recomendável. Dou-lhe o benefício da dúvida e cá fico à espera para ver se valeu a pena a sua aquisição.
segunda-feira, janeiro 02, 2006
Simão: sai ou fica?
Segundo a RR, ao Benfica ainda faltam chegar dois reforços: um médio extremo e um ponta-de-lança. Salvaguardando toda a carga especulativa que estas notícias têm, fica a ideia que caso venha a concretizar-se a contratação de mais um extremo, isso poderá significar a saída de Simão. Faço votos que tal não se venha a verificar apesar do muito dinheiro que o Benfica possa encaixar com a sua transferência. Não temos nenhum jogador no plantel que o possa substituir, sem que isso represente uma queda de rendimento na equipa e, além disso, não acredito que o jogador que viesse para o seu lugar o pudesse suplantar em qualidade futebolística. Sendo assim, e porque temos como objectivo a conquista da Superliga bem como a ultrapassagem da próxima eliminatória da Liga dos Campeões (não sou eu que o digo, são os responsáveis do clube que o afirmam), pede-se aos dirigentes encarnados, que caso a venda de Simão seja um acto de gestão absolutamente necessário para o equilíbrio financeiro do clube, que esta se efective só no final da época. Não é pelo facto de se antecipar um negócio por 6 meses que o Benfica sairá mais beneficiado financeiramente. Ainda por cima quando se sabe que o jogador tem sempre mercado e a sua presença no Mundial o poderá valorizar.
Os últimos reforços encarnados

Se relativamente a Moretto não tenho dúvidas de que se trata de uma óptima contratação, já quanto a Marco Ferreira tenho as mais sinceras reservas em considerar que a sua aquisição venha acrescentar qualidade ao plantel encarnado. O percurso deste jogador nas últimas três épocas não nos deixam muitas esperanças quanto ao seu rendimento. Nunca se afirmou no F.C. Porto e, desde então, a sua performance desportiva caiu num completo ofuscamento. Vem para o Benfica na tentativa de relançar a sua carreira e a sua contratação compreende-se pelo facto de ser um jogador livre e todos sabermos que dinheiro é algo que não abunda nos cofres encarnados. À partida é um negócio que favorece principalmente o jogador, ficando o Benfica à espera que Marcos Ferreira mostre as credenciais que evidenciou aquando ao serviço do V.Setúbal (grande golo que marcou na Luz) e que motivaram, na altura, o interesse do clube nos seus préstimos.
O episódio Moretto
A história da contratação de Moretto faz lembrar os filmes série B americanos ainda que, neste caso, a produção tenha sido portuguesa. Típico filme de baixo orçamento em que se misturaram vários géneros cinematográficos: do melodrama ao terror a que não faltou um toque de suspense para apimentar a história. Tão mau que chega a ser hilariante. Desde a ida de LFV ao Brasil, não fosse o jogador resgatado para outras paragens, passando pela cena no aeroporto brasileiro em que um cromo de nome, Vítor Dinis, supostamente ao serviço do F.C. Porto, tentou agredir o presidente encarnado e impedir o embarque do brasileiro, culminando já na Portela com a valente chapada dada pelo segurança ao serviço do Benfica no referido figurão. Apesar de habituados às cenas pouco edificantes que proliferam no nosso futebol, há muito que não víamos por cá um episódio tão rocambolesco como este. Nenhum dos intervenientes sai incólume nesta história. Moretto pela ingenuidade (falsa?!)demonstrada; o Benfica, pela cena no aeroporto da Portela e o F.C. Porto pela táctica mafiosa engendrada. Do tal Vitor Dinis é melhor nem falar.
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