quarta-feira, julho 09, 2008

Benfica com um início de campeonato muito difícil

O sorteio da Liga ditou um início de campeonato alucinante para o Benfica. Até à 4ª jornada jogamos com os nossos rivais e à sétima defrontamos o V.Guimarães. Quique Flores vai ter que colocar a equipa a render o máximo por esta altura, pois se queremos ser campeões não podemos esbanjar pontos em casa, muito menos para F.C. Porto e Sporting que são os nossos principais adversários. Para que tal aconteça é necessário que os reforços cheguem o mais depressa possível para nos podermos preparar convenientemente. Caso isso não suceda, arriscamo-nos a comprometer as nossas aspirações na conquista do título. E isso é tudo aquilo que nós não queremos.

segunda-feira, julho 07, 2008

Madaíl fiel a si próprio

Gilberto Madaíl fiel a quem o elegeu, não teve coragem para chamar os bois pelo nomes. É o costume. Não há, por isso, motivo para admiração. Limitou-se a ler uma declaração que objectivamente não dizia coisa nenhuma e saiu de fininho. Outros que fizessem o trabalhinho "sujo".

Última hora

FPF aceita deliberações do CJ e notifica Liga e clubes. Significa isto que desportivamente a decisão é inadiável, irrevogável e definitiva. Agora, há que aguardar os próximos desenvolvimentos, nomeadamente o que a UEFA vai dizer sobre tudo isto.

domingo, julho 06, 2008

Toda a verdade sobre mais uma vergonha no futebol português (IV)

"O tema da Justiça Desportiva mereceu durante os últimos anos muitas e profundas reflexões por parte dos especialistas, mas poucas vezes ultrapassou o âmbito de Colóquios e Seminários de Direito. Para os agentes desportivos, como para a opinião pública, tudo se confinava a uma discussão de poder, perspectivando-se as decisões em função dos interesses em causa, independentemente de critérios legais, comandos de Direito ou concepções de Justiça. A Justiça Desportiva era a apóstrofe numa construção associativa moldada no tempo de um outro desporto e teimosamente alheia à emergência de regulação que a nova indústria do espectáculo desportivo reclamava incessantemente.
O País foi alertado para o tema no Caso Gil Vicente/Mateus. Por vez primeira, e às escancaras, o espaço da comunicação social foi dominado por discussões e debates sobre regras, princípios, organização e funcionamento da denominada Justiça Desportiva. Percebeu-se então a importância — e a necessidade — de um sistema jurisdicional independente e credibilizado, alheio às pressões associativas e aos interesses económicos.
Hoje, o processo Apito Final repristinou, e de forma acentuada, esta discussão. E os velhos paradigmas de uma jurisdição desportiva concebida no contexto associativo e constituída por lógicas de composição dos poderes desabaram com estrondo.
O resultado da reunião de sexta-feira do Conselho de Justiça, segundo os relatos conhecidos, é, precisamente, a directa repercussão disto mesmo. O caso já possuía antecedentes conhecidos. E preocupantes. O presidente originário deste órgão, o Juiz Conselheiro Herculano Lima, renunciara no final de 2007 ao cargo, na sequência da redução da pena a Valentim Loureiro, tecendo considerações e juízos que punham em causa a isenção do Conselho e a sua capacidade para perseguir disciplinarmente esta natureza de infracções. Depois, a segurança e o à vontade com que os arguidos dos processos disciplinares conexionados com o Apito Final se pronunciaram sobre os resultados previsíveis dos recursos interpostos dos acórdãos condenatórios da Comissão Disciplinar da Liga, parecendo premunir absolvições e arquivamentos. Subentendiam que a «ordem desportiva» poria em devida «ordem» os excessos de voluntarismo da Comissão presidida pelo Dr. Ricardo Costa. A instante utilização do argumento — juridicamente ad absurdum — da inexistência de caso julgado na condenação do Futebol Clube do Porto junto da UEFA (como se o trânsito em julgado existisse aquém de Elvas e desaparecesse além de Badajoz) sugeria a adivinhação de que o Conselho de Justiça daria provimento ao recurso de Pinto da Costa, estendendo os seus efeitos ao Futebol Clube do Porto. Esta a tese à exaustão explorada nestas semanas.
Esqueceram-se os vaticinadores que o Conselho de Justiça é um órgão plural. E que, pelos vistos, tem uma maioria que resiste e não teme as pressões.Do que se lê e ouve sobre os acontecimentos de anteontem não se percebe como o presidente «destitui» o relator de um processo, não admitiu o recurso de uma sua decisão e não acatou a respectiva deliberação revogatória; como encerrou a reunião sem cumprir a ordem de trabalhos, em oposição com a vontade do órgão maioritariamente expressa; como lavrou acta da reunião, sem ter sido assinada ou votada pelos presentes; como abandonou a reunião invocando que a mesma perdeu os requisitos deliberativos apesar de manter o quórum.
Tudo isto cheira a estratégia impeditiva da apreciação e votação dos acórdãos já relatados e que apontariam para a confirmação das deliberações da Comissão Disciplinar da Liga. O presidente do Conselho de Justiça parece ter agido como o menino dono da bola. Não o deixaram jogar. Foi-se embora com ela debaixo do braço.Este episódio é demasiadamente grave para passar em claro. Mas há, desde já, alguns aspectos que importa considerar: o Conselho de Justiça, por expressão maioritária, confirmou as condenações dos arguidos; estas deliberações não poderão deixar de ser apreciadas pela UEFA e permitir que o seu Comité de Apelo repare o agravo, revogue a deliberação de admissão do Futebol Clube do Porto e deixe o recurso interposto junto do TAS sem objecto; o Regimento do Conselho de Justiça, os Estatutos da Federação Portuguesa de Futebol ou a Lei não conferem ao presidente deste órgão qualquer poder especial que converta as suas decisões em prevalentes sobre as deliberações tomadas colegialmente; A recusa de cumprimento da ordem de trabalhos, designadamente do julgamento de recursos de processos disciplinares por parte do presidente de uma instância jurisdicional assume uma extrema gravidade, principalmente compreendendo o exercício de poderes públicos.
Duas notas finais: uma, de saudação aos cinco vogais do Conselho de Justiça que demonstraram conhecer a sua responsabilidade especial de titulares de um poder do Estado e não temeram exercê-lo. A segunda, para relevar que este caso demonstra ser absolutamente vital para a credibilidade do Desporto que a Justiça Desportiva seja revista e reformada, de cima a baixo, sem tibiezas.
Fica-nos, enfim, uma mensagem positiva: a lógica do caciquismo e das pressões do poder não se quadra com espíritos independentes e livres. E, felizmente, ainda os há".

Fernando Seara
A Bola

Toda a verdade sobre mais uma vergonha no futebol português (III)

"A guerra no Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol é um esplendoroso episódio do pântano em que se movimenta o desporto-rei caseiro.
Esplendoroso porque a única reacção possível ante tão extraordinários desenvolvimentos só pode ser a gargalhada. Já só o humor nos pode devolver algum encorajamento. Esta é mais uma daquelas manobras que durante anos alimentaram o ‘sistema’, cobrindo-o de um manto de impunidade.
Sempre no domínio da interpretação de regulamentos habilidosos, sempre procurando soluções formais que cimentassem legitimidades impossíveis à luz dos mais elementares valores de Justiça. Desta vez, quiseram transformar o Conselho de Justiça, um órgão colegial, num espaço onde meramente valesse o regime de ‘presidente do conselho’, ou seja, de voz e voto únicos, transformando os restantes membros em figuras inócuas. Aqui só uma coisa interessa: que a justiça desportiva funcione com equidade e imune a pressões. Ou isso acaba de vez – e a incómoda comissão disciplinar da Liga tem vindo a dar um grande contributo – ou o futebol continuará a ser palco de uma lógica puramente delinquente.
Espera-se, porém, que sem a impunidade histórica que todos conhecemos e à qual, quer se queira quer não, o ‘Apito Dourado’ deu uma enorme machadada".

Eduardo Dâmaso, director-adjunto
Correio da Manhã

Toda a verdade sobre mais uma vergonha no futebol português (II)

"O Conselho de Justiça reuniu-se e percebe-se, agora, mais facilmente, porque não decidiu antes. Se abdicarmos de entrar pelos emaranhados das teias do direito mais torto de que haverá memória em Portugal, percebe-se, sem esforço, que tudo se resumia ao facto de cinco conselheiros, em maioria confortável, decidirem acompanhar a posição da Comissão Disciplinar da Liga e não darem provimento aos recursos do Boavista e do presidente do FC Porto, enquanto dois outros conselheiros, o presidente e o seu vice, entenderem precisamente o contrário e procurarem fazer prevalecer a sua minoritária opinião.
Sabe-se, também, agora, que não querendo oficializar a sua própria derrota, o presidente do CJ abandonou intempestivamente a reunião, declarando-a terminada e, por essa razão, considera que tudo o que depois se passou e se votou é ilegal.
A ser assim — e nunca se sabe a que labirintos alguns técnicos de direito são capazes de recorrer — seria legítimo perguntar para que raio haveria de haver um conselho, se o presidente, sempre que estivesse em minoria, poderia, em qualquer momento, fazer terminar a reunião, impedindo que se tomassem toda e qualquer decisão contrária à sua posição? Era óbvio que bastaria um conselheiro, naturalmente, presidente de si próprio, e capaz, por isso, de fazer coincidir, sempre, a vontade do Conselho (ele) com a vontade do seu presidente (também ele).
Pobre futebol português, que chega a um ponto em que a vergonha consegue passar a fronteira para o lado do nojo".

Vitor Serpa, "A Bola"

Toda a verdade sobre mais uma vergonha no futebol português (I)

"COMO iriam decidir os sete membros do Conselho de Justiça da FPF quanto aos recursos do Boavista e de Pinto da Costa na reunião da passada sexta-feira? Feitas as contas, e atendendo às posições, em contactos informais, com os vários conselheiros, que foram sendo afloradas, a votação daria sempre ou 5-2 ou 4-3 contra as pretensões de panteras e dragões.
Aí, foi criado, pelos defensores do Boavista e do FC Porto um plano de contingência, a ser espoletado pelo presidente do CJ, Gonçalves Pereira, e que passava pelo pedido de afastamento do conselheiro João Carrajola de Abreu, através de um incidente de suspeição, a propósito de uma alegada incompatibilidade deste, enquanto membro, na FPF, na Comissão do Estatuto e Transferências do Jogador. Se esta variante passasse, os eventuais 4-3 contrários a Boavista e Pinto da Costa seriam transformados num 3-3 onde prevaleceria o voto de qualidade do então presidente do CJ, Gonçalves Pereira, vereador da Câmara de Gondomar e ex-presidente da AG do clube. Dessa forma, o Boavista e Pinto da Costa veriam ser dado provimento aos recursos apresentados, mantendo-se os axadrezados na Liga Sagres e o podendo ainda o FC Porto vir a aproveitar da vitória de Pinto da Costa na UEFA.

TIRO PELA CULATRA

Porém, o tiro saiu pela culatra a Gonçalves Pereira, vereador da Câmara de Gondomar, onde Valentim Loureiro é presidente e José Luís Oliveira (um dos principais réus do Apito Dourado), vice, e que nunca se afirmou indisponível para julgar o recurso do Gondomar no Apito Dourado!.
Enquanto a reunião do CJ decorria no 6º andar do edifício da FPF, Gonçalves Pereira chamou Carrajola de Abreu para lhe solicitar que abandonasse a reunião, atendendo à incompatibilidade de que estava alegadamente ferido. O conselheiro de Setúbal, relator do recurso de Pinto da Costa no FC Porto-Estrela da Amadora, que decidiu, inclusivamente, chamar os dragões ao processo, reagiu de forma indignada ao pedido e exigiu que, nos termos regulamentares, fosse o plenário do CJ a decidir. A votação foi arrasadora para Gonçalves Pereira que perdeu em toda a linha. O CJ não admitia que a deliberação que Gonçalves Pereira já trazia feita passasse. Perante este cenário, o presidente do CJ decidiu dar por encerrados os trabalhos, independentemente dos assuntos que continuavam sobre a mesa. Pediu então ao director jurídico da FPF, João Leal, que elaborasse uma acta até àquele momento, em que dava os trabalhos por findos. Ambos a assinaram, João Leal apenas em cumprimento de um dever administrativo, sem que a sua assinatura o vinculasse ao mérito do que estava escrito.
Simultaneamente, e ao aperceber-se de que os restantes conselheiros, excepção feita a Costa Amorim, não tinham desmobilizado, Gonçalves Pereira deu ordem aos funcionários federativos que deixassem de secretariar a reunião e abandonassem as instalações. Foi-lhe dito que aqueles funcionários apenas recebiam ordens da FPF e após uma consulta a Gilberto Madail permaneceram na FPF até ao fim dos trabalhos.

PROCESSO AO PRESIDENTE DO CJ

Perante a gravidade dos factos em presença, da tentativa musculada de afastar Carrajola de Abreu até à ordem dada aos funcionários da FPF, e tendo em conta que nenhuma razão substancial justificava a interrupção dos trabalhos, os cinco membros do Conselho de Justiça que permaneceram no 6º andar da FPF decidiram prosseguir a sessão, tomando, para tal, as seguintes medidas:
Instauraram um processo disciplinar ao presidente do CJ, Gonçalves Pereira; e declararam nula a acta por ele assinada que dava por finalizados os trabalhos. O que quer dizer que esta não produzia quaisquer efeitos, era como se nunca tivesse existido.
Antes deste passo, os conselheiros analisaram todos os pontos das leis e regulamentos, do Estatuto dos Funcionários da Administração Pública ao Código Administrativo e concluíram que nada os impedia de prosseguirem, com total legitimidade deliberativa, a reunião.
Deveria ter sido Mendes da Silva a assegurar a direcção dos trabalhos, na sequência da suspensão e processo a Gonçalves Pereira, missão que delegou, por questões de saúde, em Álvaro Baptista. Porém, antes de partirem para a matéria de facto, ou seja, os recursos de Pinto da Costa e do Boavista, os conselheiros, excepção feita a Gonçalves Pereira e Costa Amorim, que entretanto também abandonou as instalações, asseguraram-se da blindagem jurídica da sua própria legitimidade…
De facto, quer os estatutos, quer os regulamentos da FPF dão cobertura plena às decisões entretanto tomadas pelo CJ.
Uma vez decidido que o recurso do Boavista era improcedente, a única possibilidade que resta ao clube do Bessa é recorrer aos tribunais administrativos, embora, se for tomado em conta o exemplo do Gil Vicente, esse expediente não evite a descida de divisão dos axadrezados. O mesmo se aplica ao FC Porto, que ao não ter recorrido da pena de seis pontos por tentativa de corrupção, depositava no recurso de Pinto da Costa todas as esperanças, invocando o artigo 482 do Código de Processo Penal. Agora, embora para a UEFA ou o TAS nada disso seja relevante, tudo o que Pinto da Costa pode fazer é seguir a via sacra do Gil Vicente. As decisões estão tomadas, em sede desportiva, com plena legitimidade formal e material. O caso desportivo está julgado. Os destinatários dessas decisões podem recorrer para os tribunais administrativos, mas os efeitos transitados desportivos são definitivos, assim determina a lei.

O QUE SE SEGUE

A partir de agora, os clubes interessados, Pinto da Costa e a Liga serão notificados do acórdão do CJ. Se a notificação seguir por faxe em tempo útil, será o Paços de Ferreira a integrar o elenco do sorteio da Liga Sagres, na segunda-feira. Caso contrário, o Boavista surgirá, com asterisco, no quadro de concorrentes.
Espera-se, entretanto, para o dia de hoje, um contacto entre Hermínio Loureiro e Gilberto Madail no sentido de que a Liga tenha em sua posse todos os dados relativos aos participantes nas competições profissionais, assim como se deverá dar por homologada a classificação da Liga, de acordo com a decisões irrecorríveis da madrugada de ontem do CJ.
Neste momento, atendendo a que a FPF conviveu manifestamente mal com a forma de actuar do Conselho de Justiça a partir do momento em que o juiz Herculano Lima se demitiu da presidência daquele órgão, Gilberto Madail deverá agilizar todos os processos no sentido de dar por concluída a temporada de 2007/08, à imagem do que sucedeu durante a crise do «caso Mateus».
Aliás, do ponto de vista jurídico estamos perante situações semelhantes em que a sede de recurso passa a estar fora do âmbito desportivo e sem consequências nessa área.
Da FPF é também esperado para amanhã a comunicação à UEFA (ver caixa) dos desenvolvimentos do caso Pinto da Costa que, uma vez confirmada a suspensão, deixa o FC Porto, que não recorreu da sanção de seis pontos por tentativa de corrupção aplicada pela CD da Liga, sem argumentos para evitar a penalização.

A UEFA E O TAS

Perante as decisões do CJ da FPF, a UEFA e o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) vão ser informados - independentemente do que a FPF fizer - já amanhã, por Benfica e V. Guimarães. Poderá suceder que a UEFA decida reapreciar o processo sem que a isso seja instada pelo TAS, de maneira a não ser sujeita a uma eventual vergonha de ser obrigada a rectificar posições. Como a decisão do CJ da FPF, ao contrário do que estava enunciado nos pressupostos do acórdão do Comité de Apelo da UEFA, surgiu em tempo absolutamente útil, será normal que o caso seja imediatamente reapreciado. Aliás, as declarações de Michel Platini sobre a matéria não deixaram dúvidas quanto ao entendimento de Nyon sobre casos que atentem contra a verdade desportiva susceptíveis de contaminar a credibilidade da Liga dos Campeões.


José Manuel Delgado, "A Bola"

sábado, julho 05, 2008

Comunicado do F.C. Porto à decisão do Conselho de Justiça

“4 - A urgência revelada por estes membros do CJ leva a questionar a sua verdadeira motivação, facilmente perceptível, atenta a forma precipitada e atabalhoada com que esta «manobra de diversão» foi artificialmente criada”.

Nota - Este ponto 4, do comunicado do F.C. Porto, é absolutamente delicioso.

A entrevista do Presidente do Conselho de Justiça à RTP

Estive a ouvir atentamente a entrevista do Presidente do Conselho de Justiça na RTP. O homem revelou-se um "quero, posso e mando", como se os restantes conselheiros não existissem e só ele pudesse tomar decisões. Decidiu-se pela exclusão de João Abreu, dando provimento a um pedido de escusa de Pinto da Costa e do Boavista, mas procurando explicar um mesmo pedido apresentado pelo Paços de Ferreira relativamente à sua pessoa, aí meteu os pés pelas mãos arranjando as mais atabalhoadas justificações. Teve ainda a distinta lata de apresentar uma acta, tentando provar que a reunião estava encerrada, esquecendo-se de que a mesma necessitaria da ratificação dos conselheiros para ser aprovada. Enfim, este indivíduo, que se intitula juiz, demonstrou cabalmente que não se pode confiar na sua imparcialidade. O pior é que o futebol português está infestada com gente desta índole.

Conselho de Justiça da FPF confirma despromoção do Boavista e mantém suspensão a Pinto da Costa em reunião atribulada

O que se passou ontem, na reunião do Conselho de Justiça, onde se ia deliberar sobre os recursos do F.C. Porto e Boavista, foi uma autêntica palhaçada e reveladora do que é hoje a justiça em Portugal. O presidente e vice-presidente, vendo que a decisão não iria ser favorável aos seus interesses, resolveram arranjar um expediente para encerrar a reunião e dessa forma adiar a deliberação. Uma vergonha que devia levar à rápida intervenção do Governo pois situações como esta não podem ser toleradas. Para quem dizia que não pactuava com ilegalidades no futebol (aquando do caso Nuno Assis), é bom que Laurentino Dias venha agora a público dizer-nos o que pensa sobre mais esta página negra do futebol português.

sexta-feira, julho 04, 2008

Benfica tem novo treinador no futsal


Não tenha nada contra o facto de André Lima ser o novo treinador do futsal do Benfica. No entanto, não deixa de ser estranho que nas duas modalidades onde fomos campeões - futsal e andebol -, os treinadores tenham sido dispensados. Se não é inédito para lá caminha.

Dia D por Aimar

Parece que hoje é o dia D no que toca à possível contratação de Aimar. Rui Costa estará em Saragoça para resolver de vez este caso que, na minha opinião, se arrasta há demasiado tempo. Não sei se é o jogador que o Benfica necessita, mas vamos acreditar que Quique Flores, que o conhece bem e faz questão de o ter na equipa, deve saber o que está a fazer. O que é fundamental é que a questão se resolva o quanto antes por forma a começarmos a época devidamente, sem os constrangimentos habituais da falta de jogadores que vão chegando ao clube às mijinhas e que prejudicam claramente o início dos trabalhos.

quinta-feira, julho 03, 2008

Urretavizcaya no Benfica

Segundo o jornal Record o Benfica contratou Urretavizcaya um jovem avançado uruguaio de 18 anos que tem sido a revelação do Torneio Clausura, onde já apontou 8 golos em 14 jogos disputados. Parece-me bem a aposta em jogadores jovens com potencial. No entanto, eles não são apostas seguras para o imediato. O Benfica precisa de jogadores experientes e com valor para atacar as competições da próxima época com alguma ambição. Mas o que é que vemos até ao momento? Da fraca equipa da temporada passada perdemos os dois melhores jogadores, Rui Costa e Rodriguez. Com os reforços já adquiridos não considero que estejamos mais fortes. Bem longe disso. É preciso que Rui Costa se capacite de que assim não vamos lá. Ai, não vamos não!

terça-feira, julho 01, 2008

A justiça portuguesa no seu melhor

Do despacho do TIC relativamente ao processo da "fruta para dormir" ficámos a saber que as escutas telefónicas são válidas para Catarina Salgado mas não o são para Pinto da Costa. O leitor consegue detectar nesta decisão alguma incongruência? Pois, eu também. Pelo vistos, só o Drº Juíz é que não. E depois ainda querem que nós tenhamos confiança na justiça portuguesa!

Aimar explicando porque vem para o Benfica

Voici un extrait de son interview pour le journal Olé

Pourquoi le Benfica ?
J’avais envie de changer d’aire, cette année 2008 à était très éprouvante pour moi. D’avoir quitté l’Espagne pour rejoindre le Benfica ma fait énormément de bien. Le Benfica est un très grand club, son histoire, son stade et c’est supporter, j’ai été très vite séduit apprenant l’intérêt que le club ressentait à mon égard j’espère que je vais retrouver un second souffle pour pouvoir ainsi donner le meilleur de moi même.

Aimar pour remplacer Rui costa ?
Je suis très fier et la fois très déçu de le remplacer. Rui Costa est un très grand joueur, j’aurais aimé pouvoir jouer à ses cotés car je sais que j’aurai pu apprendre beaucoup avec lui.

Quel sont vos objectifs ?
On attend beaucoup de moi, le championnat est mon objectif premier, le second c’est de retrouver la sélection nationale qui me manque terriblement.

Pourquoi plus le Benfica que River Plate ?
Je pense que c’était encore trop tôt pour penser à revenir dans mon passer. Je me sens bien en Europe et je ressens pas encore ce besoin de retrouver mes terres. Puis le Benfica va me donner l’opportunité de me relancer vers mon meilleur niveau.

Carlos Martins no Benfica



Este já é nosso. Veremos se ele vai conseguir justificar a aposta que o Benfica fez na sua contratação. Confesso que a sua irregularidade exibicional e as frequentes lesões me deixam um bocado apreensivo.

segunda-feira, junho 30, 2008

A propósito do arquivamento do processo "Caso da fruta"

"O TIC do Porto mandou arquivar novamente o processo do “caso da fruta” em que Pinto da Costa, Reinaldo Teles e António Araújo eram acusados de contratarem prostitutas para o árbitro Jacinto Paixão e os seus auxiliares. Mas, o TIC não se limitou a mandar arquivar o processo, mandou também extrair uma certidão para acusar Carolina Salgado de ter mentido quando afirmou que assistiu ao telefonema entre Pinto da Costa e António Araújo e ter descodificado a conversa que houve entre ambos.

Dando de barato a credibilidade de Carolina devido ao seu passado, posso perguntar desde quando é que António Araújo, Reinaldo Teles a até Pinto da Costa são pessoas em que se deve confiar?

Não colocando em dúvida se Carolina assistiu ou não ao tal telefonema e até o de ter mentido, também me apetece perguntar, se algum dos leitores, atentos a este processo, necessita de ajuda para descodificar o tal telefonema.Parece que tudo andou à volta da mentira de Carolina e o facto em concreto foi esquecido. Houve ou não a contratação de três prostitutas, uma preta, outra mulata e uma outra branca, todas brasileiras, com nomes e declarações prestadas para memória futura? Todas assumiram que foram contratadas por António Araújo e que Reinaldo Teles foi levar o trio de arbitragem ao hotel onde elas estavam à espera. Nas declarações prestadas, não só pelas prostitutas, mas também pelos assistentes do Jacinto Paixão, houve bacanal nos quatros e a despesa foi paga por António Araújo.

Onde é que entra aqui a Carolina? Já agora gostaria de saber se o juiz, ou o MP mandou extrair certidão quando no Tribunal de Gondomar, na altura de acareação entre PC e Carol, o presidente portista disse que nunca tinha estado no camarote do Bessa com Valentim e depois foi publicada uma foto, clara e inequívoca, de que afinal tinham estado juntos nesse local.


PS: Peço desculpa pelo meu lapso, mas segundo me garantiram, o MP de Gondomar também mandou extrair certidão em relação a Pinto da Costa e tem a intenção de mandar abrir processo".

http://www.blogdabola.blogspot.com/

domingo, junho 29, 2008

Benfica revalida título no futsal


Não me lembro da última vez em que na mesma temporada o Benfica tenha conquistado dois campeonatos em modalidades diferentes. Isso por si só já seria motivo de regozijo. Mas esta equipa de futsal conseguiu outra proeza significativa que foi o facto de ter revalidado o título de campeão feitode que muito poucas equipas se podem gabar.

Este play-off final constituiu uma óptima propaganda para a modalidade, com o Benfica a ser um vencedor justo e o Belenenses a demonstrar que tem também uma equipa de respeito. A vinda de Beto Aranha terá sido decisiva nesta conquista, sobretudo pela alteração que fez ao modelo de jogo e para o qual muito terá contribuído a classe de César Paulo que quanto a mim foi o jogador mais valioso deste campeonato, ainda que só tenha chegado em Janeiro. Espero que o Benfica consiga segurar este jogador bem como Ricardinho e o núcleo base, por forma a que o tri-campeonato possa ser uma realidade na próxima temporada.

sexta-feira, junho 27, 2008

Só falta dizer que o mercado joga a nosso favor

Com o terminus do Europeu só nos restam as incidências da pré-época. Para os benfiquistas é um período de verdadeiro suplício, habituados que estão à infinidade de tempo que os dirigentes encarnados levam a fazer as contratações necessárias. Tanta indecisão na hora de decidir tem-nos sido fatal. Ainda pensei que com Rui Costa as coisas fossem diferentes. Mas aparentemente tudo permanece na mesma.