quarta-feira, outubro 12, 2005
3-0 à Letónia
Os miúdos dos sub-21 estão de parabéns. Fizeram um percurso limpinho no seu grupo de qualificação, com vitórias em todos os jogos o que constitui um feito que deve ser realçado. Agostinho Oliveira tem feito uma carreira brilhante nas camadas jovens. Para quando uma aventura no escalão dos mais velhos?
segunda-feira, outubro 10, 2005
Uma tempestade num copo de água
Scolari não gostou das declarações de Gilberto Madaíl no final do jogo com o Liechtenstein e, vai daí, ameaçou com a saída do comando técnico da selecção. Ouvi o que Madaíl disse e sinceramente não vejo motivo para tanta celeuma. O seleccionador e os jogadores têm de saber aceitar críticas quando elas se justificam, como foi agora o caso. É verdade que vamos estar na Alemanha, mas outra coisa não seria de esperar face às selecções que faziam parte do nosso grupo de apuramento. Um empate e uma vitória tangencial com o Liechtenstein não prestigiam ninguém, e uma exibição como a de sábado, muito menos ainda. Quer Scolari, quer os jogadores, deviam perceber isso e deixarem-se de se comportar como virgens ofendidas o que só lhes fica mal.
Sorteio simpático
O sorteio da Taça de Portugal ditou a ida do Benfica ao Estádio do Mar para defrontar o Leixões. Apesar de não podermos desprezar o valor do adversário, especialmente quando este joga em sua casa, é evidente que a supremacia dos encarnados é inquestionável. Assim sendo, ao Benfica só lhe resta ganhar e sem recurso a 2º jogo na Luz.
sábado, outubro 08, 2005
Portugal no Mundial da Alemanha
O apuramento foi conseguido mas com uma exibição miserável. Ricardo voltou a demonstar que não está em condições de defender a baliza da selecção. Não faz nenhum sentido continuar a apostar em dois guarda-redes que são suplentes nos seus clubes. Em post anterior defendi que Paulo Santos é actualmente o melhor guarda-redes português. Scolari devia dar-lhe uma oportunidade. Tanta casmurrise já cansa.
Sortes diferentes para Angola e Camarões
Angola vai estar pela primeira vez presente numa fase final do Mundial. Já os Camarões, clientes habituais, não se qualificaram, ao não conseguirem vencer o Egipto. Numa parte final imprópria para cardíacos, os pupilos de Artur Jorge falharam um penalti no último minuto que a ser concretizado lhes daria o almejado passaporte para a Alemanha. O treinador português continua assim, a trilhar os caminhos do insucesso, algo que o acompanha há largos anos.
Abaixo o "blackout"
Houve mosquitos por cordas lá para as bandas de Alcochete. Após um desentendimento com Custódio, Beto espetou-lhe duas murraças na cara. É uma forma indirecta de dizerem à direcção o quanto estão descontentes com a história do "blackout". Os rapazes querem protagonismo, querem ser noticiados e para isso nada melhor que uma cena de pugilato. Tiro-lhes o chapéu. Foi muito bem pensado.
sexta-feira, outubro 07, 2005
A novela Simão Sabrosa
Ou muito me engano, ou daqui até Janeiro iremos assistir à novela "Simão a caminho de Liverpool". Desde que surgiu a hipótese do avançado encarnado rumar ao Liverpool que a nossa comunicação social escrita não fala de outra coisa. Quase todos os dias somos confrontados com notícias não confirmadas de que Simão em Janeiro abandonará o Benfica. Como por certo a direcção não se vai pronunciar sobre o assunto, vamos ter que viver, nós benfiquistas, com esta indefinição nos próximos 3 meses. Uma coisa é certa: a serem verdade estes rumores, não tenho dúvida que seremos fortemente penalizados em termos desportivos já que Simão é insubstituível. É que jogadores da grandeza do Simão custam muita nota e o Benfica não tem condições para os contratar.
quarta-feira, outubro 05, 2005
Sporting em "blackout"
O Sporting decidiu decretar "blackout" à comunicação social. Até aqui nada de novo. Esta é uma prática que têm vindo a ser utilizada bastas vezes no futebol português, quase sempre pelos três grandes, quando os resultados desportivos não são os melhores. Nunca percebi esta atitude e ainda estou para saber o que é que os clubes ganham com isso. Adiante. O que é engraçado no comunicado emitido por Dias da Cunha é que este "blackout", não obsta a que o presidente fale quando entender que isso serve os interesses do Sporting. Ou seja, sempre que for para bater no "Sistema", abre-se uma excepção. É um pândego, este Dias da Cunha.
terça-feira, outubro 04, 2005
Petit não joga no Dragão
O sumaríssimo aplicado a Petit é uma grande contrariedade para o Benfica, no jogo com o F.C. Porto. Petit é o esteio do meio-campo, no que às tarefas defensivas diz respeito. No plantel encarnado não há substitutos à altura. Na minha perspectiva, isto obrigará a que Koeman abdique de um avançado para reforçar a zona intermédia com Beto e Karagounis. É certo que perdemos poder ofensivo, mas não nos podemos dar ao luxo de chegar ao Dragão e jogar de peito aberto, apenas com um médio de características defensivas que seria Manuel Fernandes. É no poder criativo dos seus médios que reside a força portista, pelo que seria um autêntico suicídio descurar esta zona do terreno.
Os jogadores encarnados têm de perceber de uma vez por todas que atitudes como a de Petit, são deploráveis e só prejudicam o clube. Ricardo Rocha já nos havia prejudicado no jogo com o Sporting. Petit, em vésperas de um jogo importantíssimo, tem uma entrada irreflectida sobre um jogador vimaranenese que mais uma vez nos penaliza. Se do ponto de vista ético é inqualificável, do ponto de vista desportivo, é entregar o ouro ao bandido. Depois não venham dizer que a culpa é do Koeman.
Análise à jornada
Belenenses - 0 - E.Amadora - 2
Vitória mais do que merecida dos amadorenses. Souberam jogar arrumadinhos na defesa, não deram baldas, e depois foi só aproveitar as facilidades concedidas pelos rapazes de Belém. O Belenenses só se pode queixar de si próprio, tamanha foi a desinspiração dos seus jogadores.
Rio Ave - 1 - Boavista - 1
O empate é demasiado lisonjeiro para o Boavista que nada fez para merecer o ponto conquistado.
Nacional - 2 - Penafiel - 0
Mesmo actuando com dez jogadores, os madeirenses conseguiram marcar dois golos na 2ª parte. Este facto só desabona o Penafiel que não há meio de acertar o passo. O Nacional a continuar nesta senda de resultados, assume-se como candidato às provas europeias.
V. Setúbal - 2 - U. Leiria - 0
Os sadinos continuam em grande apesar dos salários em atraso. Os leirienses vêem passar as jornadas e as vitórias não aparecem.
Académica - 2 - Gil Vicente - 0
Finalmente os academistas conseguiram a primeira vitória na Liga numa exibição convincente. O Gil Vicente foi a Coimbra tentar jogar no contra-ataque mas foi ineficaz. Pelos vistos, só na Luz deu resultado.
Marítimo - 2 - F.C. Porto - 2
Grande exibição do Marítimo na 1ª parte, período no qual podia ter decidido o jogo. Algum azar e erros grosseiros da arbitragem, impediram os madeirenses de chegar ao intervalo com uma margem dilatada. Na 2ª parte, os portistas entraram a todo o gás e por força das expulsões de dois jogadores do adversário estiveram perto de ganhar o jogo, o que teria sido manifestamente injusto.
Paços de Ferreira - 3 - Sporting - 0
Ninguém, por certo, esperaria uma vitória tão expressiva dos pacenses, mas a verdade é que ela não oferece contestação. O Sporting resolveu dar dois golos de avanço ao adversário numa 1ª parte para esquecer, onde os equívocos tácticos foram evidentes.
Benfica - 2 - V.Guimarães - 1
Vitória muito sofrida dos encarnados, com alguma sorte à mistura. Os vimaranenses fizeram a melhor exibição da época e talvez merecessem outro resultado.
Sp.Braga - 1 - Naval - 0
Pelo que as duas equipas fizeram, o resultado mais justo teria sido o empate. Para além do golo nenhuma das equipas construiu outra oportunidade para finalizar com êxito. Ao apanhar-se a ganhar, o Sp. Braga fez o que mais gosta de fazer: gerir o jogo e defender como tão bem sabe. A Naval mostrou-se, mais uma vez, desinibida, jogando taco a taco, mas foi pouco esclarecida no ataque.
Esta dói
Na Liga sueca, o Halmstads levou 6-1 do Djurgarden, no campo deste. Imagine-se o que sentirão os lagartos perante um resultado destes.
Análise individual
Moreira - Provavelmente é embirração minha mas este tipo não me inspira confiança. Para a contabilidade mais uma péssima saída a um cruzamento que só não deu golo por sorte. No resto esteve bem.
Nelson - Pegou de estaca na equipa. Não esteve tão bem como noutros jogos, mas, ainda assim, foi dos melhores jogadores encarnados.
Luisão - Com este tenho outra embirração que são os passes longos. Em cada 10 falha outros tantos.
Ricardo Rocha - Pouco tempo em jogo.
Léo - Muito esforçado mas, por vezes, trapalhão.
Petit - Para mim o melhor jogador encarnado. Nas recuperações de bola e no posicionamento defensivo, é insuperável.
Manuel Fernandes - Depois de Manchester voltou ao normal, ou seja, não jogou nada. Só tem duas velocidades: parado e devagarinho.
Simão - 1ª parte desinspirada; 2ª parte em grande. Como em tantas outras vezes, acabou por ser o nosso salvador.
Geovanni - Cada vez que leio que tal "peça" deveria ter jogado em Manchester, até me arrepio!
Nuno Gomes - Noite discreta. Teve um falhanço providencial que veio permitir o golo de Miccoli.
Miccoli - Marcou um golo que até eu marcava. Fora isso, uma desilusão.
Karagounis - Com a sua entrada o Benfica melhorou. Tem pormenores de bom jogador. A rever.
Mantorras - Falhou uma soberana oportunidade que sentenciava a partida.
Nelson - Pegou de estaca na equipa. Não esteve tão bem como noutros jogos, mas, ainda assim, foi dos melhores jogadores encarnados.
Luisão - Com este tenho outra embirração que são os passes longos. Em cada 10 falha outros tantos.
Ricardo Rocha - Pouco tempo em jogo.
Léo - Muito esforçado mas, por vezes, trapalhão.
Petit - Para mim o melhor jogador encarnado. Nas recuperações de bola e no posicionamento defensivo, é insuperável.
Manuel Fernandes - Depois de Manchester voltou ao normal, ou seja, não jogou nada. Só tem duas velocidades: parado e devagarinho.
Simão - 1ª parte desinspirada; 2ª parte em grande. Como em tantas outras vezes, acabou por ser o nosso salvador.
Geovanni - Cada vez que leio que tal "peça" deveria ter jogado em Manchester, até me arrepio!
Nuno Gomes - Noite discreta. Teve um falhanço providencial que veio permitir o golo de Miccoli.
Miccoli - Marcou um golo que até eu marcava. Fora isso, uma desilusão.
Karagounis - Com a sua entrada o Benfica melhorou. Tem pormenores de bom jogador. A rever.
Mantorras - Falhou uma soberana oportunidade que sentenciava a partida.
segunda-feira, outubro 03, 2005
Vitória arrancada a ferros
Num jogo em que o V. Guimarães foi superior, mormente na 1ª parte, valeu ao Benfica o remate feliz de Simão que veio a sentenciar a partida a favor dos encarnados. Após o 1ºgolo de Miccoli, o Benfica deixou de jogar. O V.Guimarães passou a controlar o meio-campo e a gizar sucessivas jogadas de perigo que felizmente para os encarnados apenas redundaram no golo de Targino. O Benfica não conseguia responder a este atrevimento do adversário e jogava de forma abúlica, com transições defesa-ataque demasiado lentas, não conseguindo ligar uma jogada, perdendo inúmeras bolas a meio-campo e falhando amiudadamente na marcação. Se no final da 1ªparte o V.Guimarães estivesse emvantagem, tal facto não escandalizaria, tal a superioridade do seu futebol. Na 2ª parte o Benfica melhorou de produção, o seu futebol passou a ser mais esclarecido sobretudo depois da entrada de Karagounis que veio dar mais organização ao meio-campo até aí completamente desgovernado. Passou haver outra segurança no passe e mais controlo de bola. Foi nesta altura que surgiu o golo de Simão. A partir daí o V.Guimarães voltou à carga, mas já sem aquela desenvoltura patenteada na 1º parte. Com o avanço dos vimaranenses no terreno de jogo, o Benfica chegou a dispor de oportunidades em que poderia ter sentenciado a partida, mas como estas não foram concretizadas, foi sofrer até ao fim. Felizmente a vitória acabou por acontecer, ficando agora o Benfica mais próximo dos seus rivais e com tudo em aberto. Na próxima jornada temos uma deslocação complicadíssima ao Dragão onde é fundamental não perder. Só um Benfica no seu melhor poderá atingir tal desiderato. Um Benfica como o desta noite, será com certeza derrotado.
Mais uma derrota
O Sporting sofre uma hecatombe em Paços de Ferreira. Com esta derrota não acredito que Peseiro se mantenha à frente da equipa, apesar do voto de confiança dos dirigentes leoninos após a eliminação da Taça UEFA. Tudo leva a crer que o treinador se demite ou será demitido.
Marítimo trava F.C. Porto
Não fosse a arbitragem e o Marítimo tinha resolvido o jogo na 1ªparte. Um golo mal anulado aos madeirenses, um penalti contra o F.C. Porto que ficou por marcar e a lesão de Manduca (o melhor jogador em campo), foram determinantes para os azuis-e-brancos encararem como possível a reviravolta no marcador que acabou por se verificar na 2ª parte. Já quando tudo parecia perdido e com apenas 10 elementos em campo, o Marítimo, num último esforço, conseguiu a igualdade que mereceu amplamente, tendo em conta aquilo que jogou durante a 1ªparte do encontro. Impensável a forma como o F.C. Porto depois de estar a ganhar se deixa empatar, contra um Marítimo fisicamente desgastado e com menos um jogador em campo. O Marítimo ainda jogou alguns minutos com 9 jogadores mas aí o seu guarda-redes foi decisivo na manutenção do empate.
sexta-feira, setembro 30, 2005
Balanço europeu
A semana europeia das equipas portuguesas foi um verdadeiro fiasco e dá que pensar. Um saldo de quatro derrotas, um empate e uma vitória foi o que se pôde arranjar. Das quatro equipas que jogavam a passagem à fase de grupos na Taça UEFA, três foram eliminadas. Destas, a do V.Setúbal era esperada uma vez que enfrentava um adversário de nível superior e pertencendo a um futebol com o qual as nossas equipas invariavelmente perdem; a eliminação do Sp. Braga foi de todo injusta, tal a superioridade demonstrada pelos bracarenses que infelizmente não conseguiram materializá-la em golos (a falta dos avançados lesionados foi decisiva; o único que esteve disponível é de qualidade inferior); já a eliminação do Sporting é inadmissível pois jogava com um adversário nitidamente inferior que presentemente luta para não descer no campeonato sueco: excesso de confiança e a não utilização de Liedson foram decisivos neste desaire; o V.Guimarães, com a vantagem conseguida em casa, não teve dificuldade em eliminar os polacos e ainda consegiu uma vitória o que faz sempre jeito por causa do ranking.
Das seis equipas que começaram a disputar as competições europeias, restam três. Qualquer delas terá tarefa complicada no apuramento para a fase seguinte. Tal facto é elucidativo das dificuldades dos clubes nacionais quando em confronto com os seus congéneres europeus, não obstante os óptimos resultados alcançados nos últimos anos por F.C. Porto e Sporting. A realidade mostra-nos que, por norma, a maioria das nossas equipas não vão além da primeira eliminatória nas provas europeias. É sem dúvida um triste cenário que, no entanto, está longe de nos surpreender, face ao que vamos observando semanalmente na Liga portuguesa.
Humilhação em Alvalade
Uma verdadeira desgraça foi o que aconteceu no Alvalade XXI. Ser eliminado por um modestíssimo Halmstads que no campeonato sueco luta para não descer, é um golpe demasiado duro para as hostes leoninas, não só no plano desportivo como também no capítulo financeiro. A contestação dos simpatizantes leoninos a José Peseiro irá por certo subir de tom, com a grande maioria a exigir a cabeça do técnico. Resta saber o que fará a direcção leonina. Aceitam-se palpites.
quinta-feira, setembro 29, 2005
Prenda envenenada no Dragão
E o impossível aconteceu. Se em circunstâncias normais uma derrota do F.C. Porto frente ao Artmedia constituiria sempre uma surpresa, perder, depois de estar a ganhar por 2-0, atinge foros de escândalo. Face a este resultado, poder-se-ia pensar que os azuis-e-brancos jogaram mal. Mentira. O F.C. Porto até se exibiu a boa altura, praticando um futebol escorreito, jogando deliberadamente ao ataque e criando variadíssimas ocasiões para finalizar com êxito. Marcou dois golos e muitos mais poderia ter marcado. Acontece que um jogo de futebol não é só atacar, é também defender. E neste aspecto, o F.C. Porto cometeu deslizes em demasia que lhe foram fatais. Co Adriaanse disse no final da partida que esta derrota não o levará a mudar de estratégia. Penso que a sua decisão é acertada. Ela tem dado frutos na nossa Liga e vai continuar a dar. Por aí pode o holandês ficar descansado. Na Europa, é que as coisas mudam de figura. No plano europeu, jogar desta forma, apostando tudo no ataque e descurando a defesa tem, como se viu, enormes riscos. E o F.C. Porto está nesta altura em vias de se despedir da Liga dos Campeões embora as possibilidades não estejam de todo esgotadas. Os próximos jogos com o Inter vão ser determinantes.
Ao ver este jogo lembrei-me do Benfica e pensei na estratégia que os adeptos encarnados gostariam que Koeman tivesse utilizado em Manchester. Tem-se pedido ao treinador encarnado que adopte uma filosofia de jogo semelhante à de Co Adriaanse. Confesso que também gostaria. Todos nós gostamos de ver futebol de ataque e de ver a nossa equipa jogar perto da baliza adversária. Acontece, porém, que no Benfica não existem jogadores que permitam a implementação de um tal modelo de jogo. Imagine-se o que teria sido o Benfica a jogar à "Porto" ontem em Manchester. O mais provável era que tivesse acontecido uma goleada em vez de uma derrota pela diferença mínima. Cada equipa tem de jogar com as suas próprias armas e, as nossas, obrigam-nos a jogar de forma mais contida pois as características dos nossos jogadores assim o determinam.
quarta-feira, setembro 28, 2005
Erros de análise
Lendo os jornais e olhando os comentários que têm sido feitos, chegamos à conclusão que a derrota de ontem tem um responsável: Koeman. O holandês é acusado de falta de ambição e de ter feito recuar a equipa no terreno ao tirar Miccoli. Esta análise, é por demais falaciosa. Não que eu tenha uma admiração por aí além pelo técnico, mas custa-me aceitar que o homem seja injustiçado desta forma. O Benfica não perdeu por esse facto, não recuou no campo pela saída do italiano, recuou, porque o Manchester o obrigou a isso. Recuaria na mesma, se Miccoli lá estivesse. É bom que se diga que o meio-campo encarnado deu o estoiro na última metade do encontro, e esse foi o motivo principal pelo sucedido, do mesmo modo que o golo que deu a vitória ao Manchester foi obtido num lance de bola parada e para que isto sucedesse era absolutamente irrelevante que Miccoli por lá andasse. A grande verdade é esta: o Manchester ganhou porque foi melhor, porque criou mais oportunidades de golo, porque quando quis atirou o Benfica para a sua área, sem que os encarnados tivessem arte e engenho para conseguir suster este último assalto. Dizer que o Benfica fez um grande jogo, é falso. O Benfica fez, isso sim, uma exibição certinha defensivamente, mas em termos ofensivos foi por demais inofensivo (nenhuma oportunidade de golo flagrante; raramente entrámos na área adversária com a bola controlada; apenas chegámos à baliza adversária através de uns tímidos remates, perfeitamente inconsequentes). Quem viu um Benfica a dominar o adversário, como por aí vi escrito, deve ter visto, com certeza, um outro jogo.
terça-feira, setembro 27, 2005
Análise individual
Moreira - Contrariamente ao que se esperava teve pouco que fazer. Lembro-me de uma saída em falso que poderia ter tido consequências. É um guarda-redes que dá pouca confiança à equipa. O pior é que o outro que lá temos também não nos dá grandes garantias. O Benfica precisa urgentemente de um guarda-redes de nível internacional, com presença na baliza e de elevada estatura.
Léo - Uma agradável surpresa. Apesar de levar com C.Ronaldo no seu corredor não saíu inferiorizado da contenda. Dos seus pés raramente houve um passe transviado.
Luisão - Boa partida do brasileiro que ficou manchada pela falha na marcação a Ferdinand que originou o 2ºgolo do Manchester. É altura de lhe dizerem que os passes em profundidade não são decididamente o seu forte.
Ricardo Rocha - Tive algum receio ao vê-lo no onze inicial por causa da excessiva dureza com que , por vezes, aborda os lances e que poderiam ditar a sua expulsão. Afinal esse receio veio-se a revelar infundado: o central esteve sempre sereno, defendeu como ninguém e ainda conseguiu sair várias vezes a jogar. Exibição cinco estrelas.
Nelson - Começou algo amedrontado, mas com o decorrer da partida foi entrando no jogo, tendo feito uma exibição bem conseguida.
Manuel Fernandes - A melhor exibição que lhe vi fazer esta época. Sereno, tácticamente irrepreensível e seguro no passe. Faltou a pontaria no remate.
Petit - Outra boa exibição. Recuperou muitas bolas, dobrou várias vezes os seus colegas e revelou segurança no passe.
Simão - Um grande golo que poderia ter dado o empate. Foi um auxiliar precioso nas tarefas defensivas. Revelou eficiência no passe e no controlo de bola. Não conseguiu, no entanto, levar de vencida Bradsley, o seu opositor directo. Teve ainda, na 1ª parte, uma boa oportunidade de alvejar a baliza adversária, mas o remate saíu-lhe frouxo e à figura de Van der Sar.
Beto - Percebe-se a intenção de Koeman em o colocar de início. O Benfica precisava de alguém que desse força ao meio-campo e sabemos que o brasileiro é um jogador de muita luta e que consegue recuperar bastantes bolas. Neste capítulo, Beto cumpriu. Já nos aspectos ofensivos, deixou algo a desejar: muito trapalhão, excessiva demora no passe e uma perfeita nulidade no remate.
Nuno Gomes - Pouco em jogo. Conseguiu algumas boas tabelinhas e teve o azar de ter contribuído decisivamente para o 1º golo do Manchester.
Miccoli - O que se passa com o italiano? Parece-me tristonho e com pouca vontade de jogar. Tem um ou outro pormenor, mas passa muito tempo ao largo do jogo.
Léo - Uma agradável surpresa. Apesar de levar com C.Ronaldo no seu corredor não saíu inferiorizado da contenda. Dos seus pés raramente houve um passe transviado.
Luisão - Boa partida do brasileiro que ficou manchada pela falha na marcação a Ferdinand que originou o 2ºgolo do Manchester. É altura de lhe dizerem que os passes em profundidade não são decididamente o seu forte.
Ricardo Rocha - Tive algum receio ao vê-lo no onze inicial por causa da excessiva dureza com que , por vezes, aborda os lances e que poderiam ditar a sua expulsão. Afinal esse receio veio-se a revelar infundado: o central esteve sempre sereno, defendeu como ninguém e ainda conseguiu sair várias vezes a jogar. Exibição cinco estrelas.
Nelson - Começou algo amedrontado, mas com o decorrer da partida foi entrando no jogo, tendo feito uma exibição bem conseguida.
Manuel Fernandes - A melhor exibição que lhe vi fazer esta época. Sereno, tácticamente irrepreensível e seguro no passe. Faltou a pontaria no remate.
Petit - Outra boa exibição. Recuperou muitas bolas, dobrou várias vezes os seus colegas e revelou segurança no passe.
Simão - Um grande golo que poderia ter dado o empate. Foi um auxiliar precioso nas tarefas defensivas. Revelou eficiência no passe e no controlo de bola. Não conseguiu, no entanto, levar de vencida Bradsley, o seu opositor directo. Teve ainda, na 1ª parte, uma boa oportunidade de alvejar a baliza adversária, mas o remate saíu-lhe frouxo e à figura de Van der Sar.
Beto - Percebe-se a intenção de Koeman em o colocar de início. O Benfica precisava de alguém que desse força ao meio-campo e sabemos que o brasileiro é um jogador de muita luta e que consegue recuperar bastantes bolas. Neste capítulo, Beto cumpriu. Já nos aspectos ofensivos, deixou algo a desejar: muito trapalhão, excessiva demora no passe e uma perfeita nulidade no remate.
Nuno Gomes - Pouco em jogo. Conseguiu algumas boas tabelinhas e teve o azar de ter contribuído decisivamente para o 1º golo do Manchester.
Miccoli - O que se passa com o italiano? Parece-me tristonho e com pouca vontade de jogar. Tem um ou outro pormenor, mas passa muito tempo ao largo do jogo.
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