domingo, maio 29, 2005
"Dobradinha" por um canudo
Aconteceu Taça. O V.Setúbal foi um justo vencedor perante um Benfica que julgou que as camisolas ainda ganham jogos. Enquanto os setubalenses se esfarraparam para ganhar, os jogadores encarnados entenderam que bastava jogar a meio gás para vencerem a partida. A humildade, o empenho, a garra que revelaram na última fase do campeonato desta vez, ficaram em casa. A ajudar à festa esteve Trapattoni que decidiu inventar ao colocar Moreira e Fyssas (em especial este) em campo. De uma assentada mexeu-se em toda a estrutura defensiva. Um erro crasso que um treinador com a sua experiência e gabarito estava impedido de cometer. Tentou inverter a situação já na 2ªparte, numa clara assumpção do disparate cometido, colocando Dos Santos em detrimento do grego, mas já foi tarde. Não se percebe também esta mania que alguns treinadores têm, de em finais da Taça jogarem com o guarda-redes suplente. Esta experiência tem saído cara a muitos deles, mas estes continuam a insistir no erro. Até parece que a Taça é um troféu menor que não merece ser conquistado. Se tem um carácter de jogo amigável que o assumam frontalmente. Defraudar as expectativas dos sócios com brincadeiras deste calibre é que não é de todo admissível.
sábado, maio 28, 2005
Agradecimentos de um benfiquista
Com a devida vénia aqui vai este naco de boa prosa.
Agradeço:
- A todos que enviaram imagens de sofás e cadeirões, dizendo: "Queres ser campeão? Então, espera sentado". Foi um bom conselho. Isso de esperar 18 ou 19 anos dá experiência nestes assuntos.
- A todos os que enviaram avisos sobre possíveis doenças transmissíveis pelo "mofo" acumulado desde 1993. Não se preocupem, pois Portugal já passou por epidemias piores, nomeadamente os 18 e 19 anos acima referidos. Mas como o agradecimento é sincero, fica uma sugestão: Rennie ou Kompensan para a azia.
- A todos os que mandaram o aviso de que tinham problemas na versão Word 1.0 de 93/94, que não conseguiam escrever "Benfica Campeão". A grande maioria dos portugueses reportaram o facto à Microsoft, que prontamente desenvolveram a aplicação "1 - 0" versão 04/05, pelo que já podem escrever as tão desejadas palavras, que não irá ocorrer qualquer problema.
- A todos que enviaram o vídeo do Gato Fedorento, "O adepto de Benfica". É um grande momento de humor. Embora continuemos a querer ganhar por "quinze a jero", conclui-se mais uma vez, que não é necessário ganhar com algumas goleadas para ser campeão (a outra foi na longínqua época do treinador John Mortimore), e este ano deixámos esse feito para o Nacional da Madeira.
- A todos os que enviaram menus de restaurantes com "Salada Russa", após a eliminação do Benfica pelo CSKA (tivemos azar...apanhamos os russos mo inicio da UEFA, houve quem tivesse mais sorte e só os apanhou no fim). Esqueceram-se que a referida salada se serve fria!!
- Ao Ricardo A. Pereira - do Gato Fedorento - por ser benfiquista e nos fazer rir muito, com as suas actuações. É sem dúvida, dos melhores de Portugal.
- Ao facto de o Mourinho ter saído do FCP. Foram menos 20 pontos, em relação à época passada. De facto, um grande treinador, que transforma o mediano em óptimo.
- Ao Pitbull, ao Leandro, ao Areias, ao Leo Lima, ao Fabiano Fabuloso, ao Pepe, ao Claudio, ao Del Neri e ao Luiz Fernandez.
- Ao Trapattoni, que nos fez ganhar o campeonato, mesmo piorando 9 pontos, em relação ao ano passado. Isto apesar de termos sido eliminados da UEFA pelo vencedor desta prova, para quem não sabe, o CSKA " a melhor equipa que defrontamos esta época".
- Ao Peseiro, pela frase acima referida.
- Aos russos que a 18 de Maio, gritaram "Viva o Benfica".
- Ao Luisão que, em Janeiro, após a derrota com o Beira-Mar afirmou: "Em Maio vamos ver quem festeja!". Ele tinha razão. Foi o marcador de um dos golos mais decisivos dos últimos tempos.
- Ao fantasma da Luz, que após ter feito um penalty sobre o Jardel, na época 2001/2002, redimiu-se e fez a falta sobre o guarda-redes do Sporting, no dia 14 de Maio, na Luz.
- Ao Manolo Vidal (que considerou legal o golo do Benfica) e ao Soares Franco, que afirmou: "Não temos nada a reclamar em relação ao golo." (declaração logo após o jogo na Luz). Finalmente alguém conseguiu tirar o filtro verde do televisor.
- Ao Pampilhosa, por não estar na Taça de Portugal, na altura em que se disputava a 33ª Jornada, o que impediu novamente a "limpeza" de cartões amarelos (alguém poupou 15.000 euros).
- À Bandeira de Portugal, que nos vai emprestar as Quinas para os equipamentos.
Agradeço:
- A todos que enviaram imagens de sofás e cadeirões, dizendo: "Queres ser campeão? Então, espera sentado". Foi um bom conselho. Isso de esperar 18 ou 19 anos dá experiência nestes assuntos.
- A todos os que enviaram avisos sobre possíveis doenças transmissíveis pelo "mofo" acumulado desde 1993. Não se preocupem, pois Portugal já passou por epidemias piores, nomeadamente os 18 e 19 anos acima referidos. Mas como o agradecimento é sincero, fica uma sugestão: Rennie ou Kompensan para a azia.
- A todos os que mandaram o aviso de que tinham problemas na versão Word 1.0 de 93/94, que não conseguiam escrever "Benfica Campeão". A grande maioria dos portugueses reportaram o facto à Microsoft, que prontamente desenvolveram a aplicação "1 - 0" versão 04/05, pelo que já podem escrever as tão desejadas palavras, que não irá ocorrer qualquer problema.
- A todos que enviaram o vídeo do Gato Fedorento, "O adepto de Benfica". É um grande momento de humor. Embora continuemos a querer ganhar por "quinze a jero", conclui-se mais uma vez, que não é necessário ganhar com algumas goleadas para ser campeão (a outra foi na longínqua época do treinador John Mortimore), e este ano deixámos esse feito para o Nacional da Madeira.
- A todos os que enviaram menus de restaurantes com "Salada Russa", após a eliminação do Benfica pelo CSKA (tivemos azar...apanhamos os russos mo inicio da UEFA, houve quem tivesse mais sorte e só os apanhou no fim). Esqueceram-se que a referida salada se serve fria!!
- Ao Ricardo A. Pereira - do Gato Fedorento - por ser benfiquista e nos fazer rir muito, com as suas actuações. É sem dúvida, dos melhores de Portugal.
- Ao facto de o Mourinho ter saído do FCP. Foram menos 20 pontos, em relação à época passada. De facto, um grande treinador, que transforma o mediano em óptimo.
- Ao Pitbull, ao Leandro, ao Areias, ao Leo Lima, ao Fabiano Fabuloso, ao Pepe, ao Claudio, ao Del Neri e ao Luiz Fernandez.
- Ao Trapattoni, que nos fez ganhar o campeonato, mesmo piorando 9 pontos, em relação ao ano passado. Isto apesar de termos sido eliminados da UEFA pelo vencedor desta prova, para quem não sabe, o CSKA " a melhor equipa que defrontamos esta época".
- Ao Peseiro, pela frase acima referida.
- Aos russos que a 18 de Maio, gritaram "Viva o Benfica".
- Ao Luisão que, em Janeiro, após a derrota com o Beira-Mar afirmou: "Em Maio vamos ver quem festeja!". Ele tinha razão. Foi o marcador de um dos golos mais decisivos dos últimos tempos.
- Ao fantasma da Luz, que após ter feito um penalty sobre o Jardel, na época 2001/2002, redimiu-se e fez a falta sobre o guarda-redes do Sporting, no dia 14 de Maio, na Luz.
- Ao Manolo Vidal (que considerou legal o golo do Benfica) e ao Soares Franco, que afirmou: "Não temos nada a reclamar em relação ao golo." (declaração logo após o jogo na Luz). Finalmente alguém conseguiu tirar o filtro verde do televisor.
- Ao Pampilhosa, por não estar na Taça de Portugal, na altura em que se disputava a 33ª Jornada, o que impediu novamente a "limpeza" de cartões amarelos (alguém poupou 15.000 euros).
- À Bandeira de Portugal, que nos vai emprestar as Quinas para os equipamentos.
Volvidos 40 anos, Benfica e V. Setúbal voltam a encontrar-se
É já amanhã que mediremos forças com o V. Seúbal para ver qual de nós leva a Taça para casa. Se formos nós a conquistá-la, será a 25ª, precisamente o dobro das taças conquistadas por Sporting e F.C.Porto...juntos! Seria a possibilidade de fazermos a dobradinha e fecharmos com chave de ouro esta época futebolística. Não se esperam facilidades para os lados da Luz, pois para a maioria dos jogadores setubalenses esta será, porventura, a única hipótese de na sua carreira desportiva vencerem uma prestigiosa prova nacional, ainda por cima, disputada num palco mítico como é o Estádio do Jamor. Pede-se, por isso, aos jogadores encarnados, que joguem com raça e determinação porque só dessa forma a Taça poderá ser nossa. Nada de subestimar o adversário porque nestes jogos a vontade de ganhar é meio caminho andado para a vitória e, neste particular, os sadinos têm-na em doses muito elevadas. Cumpram à risca o vosso papel porque os adeptos, esses, os benfiquistas, vão cumpri-lo com certeza: estádio vestido de vermelho e a vibrar pelo Benfica.
quinta-feira, maio 26, 2005
Os obreiros da vitória (7)
Os adeptos: também eles tiveram uma quota parte no êxito encarnado pelo apoio que prestaram à equipa, fundamentalmente no terço final do campeonato, em que se revelaram inexcedíveis. Nesta fase responderam afirmativamente aos apelos do presidente e jogadores, e marcaram presença massiva em todos os campos por onde o Benfica jogou, pintando as bancadas de vermelho, tal era a ânsia de verem o seu clube campeão. Isto permitiu ao Benfica entrar em campo sempre rodeado de um ambiente de enorme euforia, o que por um lado, gerou, por vezes, grandes níveis de ansiedade nos jogadores, por outro, deu-lhes a força necessária para ultrapassar as dificuldades que se lhes depararam. Os festejos que se seguiram à conquista do título vão ficar para a história, pela forma como os adeptos exultaram com a vitória dando uma ideia clara da força e dimensão da família benfiquista.
Os obreiros da vitória (6)
Os jogadores: dos três grandes o Benfica era o que tinha o plantel mais fraco, o que apresentava menos soluções, e isso foi bem visível quando nos tivemos que defrontar com uma série de lesões nos nossos principais jogadores (nessas alturas a equipa via-se e desejava-se para responder aos desafios) ; contudo, os nossos jogadores, contrariando as melhores expectativas, souberam fazer das fraquezas forças, trabalhando árdua e afincadamente, demonstrando um inegável espírito de equipa e entreajuda factores que se revelaram fundamentais na conquista do título. Ao longo do campeonato há a destacar a prestação de Manuel Fernandes que foi a maior revelação do plantel, fazendo esquecer Tiago; Simão que nos primeiros 2/3 do campeonato foi o nosso abono de família; Petit pela sua constância exibicional; Ricardo Rocha e Luisão dois baluartes na defesa e Mantorras que apesar dos poucos minutos jogados, acabou por ser decisivo nalguns jogos e nos permitiu manter acesa a chama do título. Desilusões tivemos algumas: Paulo Almeida que vinha bem rotulado e acabou por se revelar um jogador completamente incapaz; Carlitos que, quanto a mim tem capacidades para singrar, mas é muito frágil psicológicamente; Fyssas que decaíu imenso face ao que fez na época passada; Everson que do pouco que deu para ver não se consegue perceber a sua contratação; Karadas trabalhador incansável mais muito pouco dotado técnicamente; Nuno Gomes embora fustigado por lesões há muito que deixou de ser o jogador influente doutros tempos, valendo-lhe a falta de alternativas no plantel.
Os obreiros da vitória (5).
Departamento médico: não sendo uma área sobre a qual me sinta à vontade para fazer juízos de valor por manifesta incapacidade, recorro-me das palavras de reconhecimento dos treinadores e jogadores que teceram rasgados elogios a todo o staff médico; trabalho não lhes faltou dadas as inúmeras lesões de que foram alvo alguns dos nossos jogadores mas sempre souberam dar conta do recado; de assinalar a recuperação de Mantorras que todos julgavam perdido para o futebol e da qual o grande responsável terá sido Rodolfo Moura, o enfermeiro talismã que já passou pelos três grandes, com a particularidade de ganhar campeonatos em todos eles.
Os obreiros da vitória (4).
Luís Filipe Vieira: não será um presidente que granjeie grandes simpatias junto dos adeptos benfiquistas, como por exemplo, Borges Coutinho no passado (a grande referência dos presidentes encarnados), mas o que é certo é que à custa de muito trabalho e dedicação, conseguiu tirar o clube do pântano em que estava atolado. A crise económica e financeira ainda está longe de ser debelada mas pelo menos já temos a cabeça de fora. Foi o primeiro a estabelecer o objectivo de sermos campeões nacionais e revelou-se premonitória a sua convicção de que iríamos consegui-lo no Bessa.
quarta-feira, maio 25, 2005
Os obreiros da vitória (3).
Álvaro Magalhães: o técnico adjunto representa fielmente a mística encarnada. O papel preponderante que desenvolveu durante a época, ficou bem traduzido no sentido abraço que Trapattoni lhe deu no final do encontro, no Bessa, como reconhecimento do apoio e da lealdade que ele sempre lhe soube manifestar. A forma intensa como vive os jogos são uma prova evidente da sua ambição, da sua vontade de ganhar, do seu espírito "antes quebrar que torcer", faceta que já lhe conhecíamos dos seus tempos de jogador. Pelo seu benfiquismo, pelo seu inegável valor como profissional e profundo conhecedor do futebol português, esperemos que a sua influência na equipa técnica (caso venha um novo treinador) não venha a ser secundarizada como o foi no tempo de Camacho o que, a meu ver, constituiria um erro de palmatória.
terça-feira, maio 24, 2005
Os obreiros da vitória (2).
José Veiga: quanto mais não fosse, o simples facto de ter sido ele o responsável pela vinda de Giovanni Trapattoni, já o elevaria à condição de elemento fundamental na conquista do título; acresce o papel fulcral que desempenhou na blindagem do balneário, na óptima relação que foi estabelecendo com os jogadores ao longo da época ( mesmo com aqueles que lhe torciam o nariz no início da temporada), no apoio e confiança que sempre foi transmitindo ao treinador italiano (como aliás, este bem realçou) e, ainda, no espírito de conquista que revelou ao assumir desde o início que o Benfica iria conquistar a Superliga. Pela negativa pode-se "acusá-lo" de em matéria de contratação de jogadores pouco ter acertado, mas aí, tendo em conta as finanças do clube, era difícil fazer melhor. Ao que parece por desinteligências com LFV, prepara-se para sair. Enquanto benfiquista desejo-lhe as maiores felicidades e estou-lhe grato pelo bom trabalho que desenvolveu no clube.
Os obreiros da vitória (1).
Na minha opinião, o principal responsável pela conquista da SuperLiga foi Giovanni Trapattoni que graças à sua experiência e sagacidade conseguiu fazer de um plantel pobre, uma equipa capaz de discutir o título palmo a palmo com os seus mais directos adversários, FCP e SCP (ambos possuidores de plantéis muito mais valiosos),acabando, no final, por superá-los. Contra todas as expectativas, acusado não poucas vezes de ser um treinador demasiado defensivo, soube espremer ao máximo as capacidades dos seus jogadores, pô-las ao serviço do colectivo, e com isso reunir as condições indispensáveis que nos levaram ao êxito. Estou mesmo convencido que outro treinador dificilmente faria melhor. Um treinador ofensivo, com esta equipa, provavelmente nem um lugar nas provas da UEFA conseguiria alcançar. Face a todos os condicionalismos por que passa o Benfica, Trapattoni terá sido a escolha ideal para comandar a equipa encarnada na presente época. O melhor elogio que se pode fazer à "velha raposa" é que chegou, viu e venceu, algo de que não se podem orgulhar outros treinadores bem conceituados que passaram pela nossa grandiosa instituição.
segunda-feira, maio 23, 2005
Obrigado Benfica.
Finalmente acabou. E acabou da forma que nós benfiquistas mais desejávamos: a conquista do 31ºCampeonato Nacional. Depois de longos anos sem ganhar, depois de muitas frustações acumuladas, depois de frequentemente enxovalhados por parte dos nossos adversários, depois de muitas noites de insónias, valeu a pena todo este sofrimento até à última jornada, pois fomos devidamente recompensados com este título tão ansiosamente ambicionado. Foi indescritível a forma como a nação benfiquista, após o jogo de ontem, extravazou todas as sua emoções contidas: em Portugal e nas mais variadas partes do mundo, os adeptos encarnados manifestaram o seu imenso regozijo, comemorando das mais variadas formas, com exuberância, mas sempre com grande correcção, não hostilizando ninguém, dando uma lição de civismo e desportivismo que nos enche de orgulho. Neste particular, as declarações de LFV, no Bessa, foram um exemplo de dignidade e saber estar algo que uns quantos energúmenos membros da claque portista não souberam ter, ao intimidarem e agredirem alguns benfiquistas que na Avenida dos Aliados apenas pretendiam celebrar a conquista do campeonato. Felizmente foi a única nódoa na noite encarnada.
Se dúvidas subsistissem quanto à força do Benfica, ela ficou amplamente demonstrada nos milhões (sim, milhões!) de pessoas que em Portugal e além-fronteiras, comemoraram o feito do seu clube do peito. Ver Lisboa, desde o Saldanha ao Rossio, repleta de apaniguados benfiquistas com certeza que emocionou o coração mais empedernido; ver 50 a 60 mil adeptos num estádio (na sua grande maioria jovens, o que deita por terra a teoria de que o Benfica andava a perder adeptos nas camadas jovens), durante largas horas, na véspera de um dia de trabalho e, mesmo assim, não arredando pé, esperando a chegada dos seus ídolos para os vitoriarem, é algo que ficará para sempre gravado na minha memória. Nem por alturas do Europeu do ano passado se assistiu a semelhante adesão popular.
Salvé SLB, por esta imensa alegria que me proporcionaste.
Se dúvidas subsistissem quanto à força do Benfica, ela ficou amplamente demonstrada nos milhões (sim, milhões!) de pessoas que em Portugal e além-fronteiras, comemoraram o feito do seu clube do peito. Ver Lisboa, desde o Saldanha ao Rossio, repleta de apaniguados benfiquistas com certeza que emocionou o coração mais empedernido; ver 50 a 60 mil adeptos num estádio (na sua grande maioria jovens, o que deita por terra a teoria de que o Benfica andava a perder adeptos nas camadas jovens), durante largas horas, na véspera de um dia de trabalho e, mesmo assim, não arredando pé, esperando a chegada dos seus ídolos para os vitoriarem, é algo que ficará para sempre gravado na minha memória. Nem por alturas do Europeu do ano passado se assistiu a semelhante adesão popular.
Salvé SLB, por esta imensa alegria que me proporcionaste.
sexta-feira, maio 20, 2005
Nunca mais é domingo.
Todos nós temos uma faceta optimista e outra pessimista. No meu caso prevalece a última. Daí que esteja bastante apreensivo e ansioso quanto ao que irá ocorrer domingo no Bessa onde o meu clube jogará a decisão do título. O Boavista sempre se constituiu para o Benfica, num adversário extremamente difícil de contrariar, especialmente quando os defrontamos no seu reduto. Neste particular, o historial de resultados é-nos francamente desfavorável. Se a isto juntarmos a responsabilidade do desafio para as nossas cores, estamos conversados. Contrariamente ao que muitos possam pensar, mesmo sabendo-se que os boavisteiros do ponto de vista desportivo não têm nada a ganhar ou a perder (ressalve-se a parte financeira e aí certamente o FCP dará um contributo generoso), estou convicto que tudo farão para derrotar o Benfica quanto mais não seja porque não querem ser acusados de serem meros parceiros numa eventual festa encarnada. Espero que os jogadores encarnados tenham a noção clara desta realidade. É crucial que tenham consciência que muita coisa está em causa neste derradeiro jogo do campeonato: por um lado, a possibilidade real de ficarem na história do clube e do futebol português; por outro lado, o próprio futuro do clube pode ficar hipotecado, facto devidamente acentuado por LFV que não se tem cansado de dizer o quanto a vitória na SuperLiga é importante na consolidação e desenvolvimento do seu projecto; e por último, mas não menos importante, imagine-se a tremenda desilusão que um eventual inêxito provocaria na nação benfiquista, depois de todo o apoio que têm dado e da crença instalada de que é este ano que vamos ser campeões.
quarta-feira, maio 18, 2005
Uma semana para esquecer.
O sonho era lindo mas esfumou-se. No espaço de quatro dias, o Sporting deixa fugir de forma inglória a SuperLiga e a Taça UEFA. Uma época que poderia ter sido brilhante acaba num verdadeiro pesadelo, com todos os sportingistas, certamente a questionarem-se como tudo isto foi possível de acontecer. Nada fazia prever um final tão dramático, quando ao longo da época a equipa leonina foi demonstrando cabalmente a sua valia, revelando ser o conjunto que em Portugal praticava o melhor futebol, merecendo, por isso, os mais rasgados elogios dos vários quadrantes futebolísticos. Acontece porém, que no futebol nem sempre ganha a melhor equipa. É exactamente nesta possibilidade, de quem joga pior poder ganhar, que reside um dos maiores fascínios desta modalidade apaixonante.
O Sporting teve uma entrada de leão, acantonando os russos na sua defensiva e com isso foi criando condições para se colocar em vantagem no marcador, o que veio a acontecer por volta dos trinta minutos. Os russos tiveram dificuldade em reagir, limitando-se a aguentar a pressão do seu adversário e apenas criando uma clara oportunidade de golo já perto do final da 1ªparte por Wagner Love. Após os primeiros minutos da 2ªparte, os russos começaram finalmente a desenvolver as suas temíveis jogadas de contra-ataque. Num lance de bola parada em tudo semelhante àquele em que marcaram o golo na Luz, voltaram desta feita a repeti-lo em Alvalade, com o mesmo sucesso. Após este golo, os jogadores leoninos começaram a revelar algum desgaste físico o que foi aproveitado pelo CSKA que num contra-ataque venenoso desfeiteou mais uma vez o guarda-redes Ricardo. O momento crucial do desafio deu-se quando Rogério de uma forma incrível e manifestamente infeliz, não conseguiu empatar a partida e, no momento seguinte, os russos, em mais um contra-ataque conseguem o 3ºgolo. Foi um enorme balde de água gelada do qual os leões já não tiveram força nem clarividência para reagir.
Para a história fica um CSKA demasiado calculista que apostou tudo na sua principal arma, o contra-ataque, e com isso conseguiu o sucesso. O Sporting, por sua vez, não soube explorar da melhor forma as fraquezas defensivas do conjunto russo, claudicou em termos físicos e anímicos, e José Peseiro não está isento de culpas, pois cometeu equívocos na abordagem e condução do jogo, pecando também na demora nas substituições que não foram a meu ver as mais ajustadas.
O Sporting teve uma entrada de leão, acantonando os russos na sua defensiva e com isso foi criando condições para se colocar em vantagem no marcador, o que veio a acontecer por volta dos trinta minutos. Os russos tiveram dificuldade em reagir, limitando-se a aguentar a pressão do seu adversário e apenas criando uma clara oportunidade de golo já perto do final da 1ªparte por Wagner Love. Após os primeiros minutos da 2ªparte, os russos começaram finalmente a desenvolver as suas temíveis jogadas de contra-ataque. Num lance de bola parada em tudo semelhante àquele em que marcaram o golo na Luz, voltaram desta feita a repeti-lo em Alvalade, com o mesmo sucesso. Após este golo, os jogadores leoninos começaram a revelar algum desgaste físico o que foi aproveitado pelo CSKA que num contra-ataque venenoso desfeiteou mais uma vez o guarda-redes Ricardo. O momento crucial do desafio deu-se quando Rogério de uma forma incrível e manifestamente infeliz, não conseguiu empatar a partida e, no momento seguinte, os russos, em mais um contra-ataque conseguem o 3ºgolo. Foi um enorme balde de água gelada do qual os leões já não tiveram força nem clarividência para reagir.
Para a história fica um CSKA demasiado calculista que apostou tudo na sua principal arma, o contra-ataque, e com isso conseguiu o sucesso. O Sporting, por sua vez, não soube explorar da melhor forma as fraquezas defensivas do conjunto russo, claudicou em termos físicos e anímicos, e José Peseiro não está isento de culpas, pois cometeu equívocos na abordagem e condução do jogo, pecando também na demora nas substituições que não foram a meu ver as mais ajustadas.
terça-feira, maio 17, 2005
Tenham vergonha na cara.
Tendo em conta o que todos nós vimos, tendo em conta o que os especialistas em arbitragem disseram, tendo em conta o que disseram dirigentes leoninos, como Manolo Vidal e Filipe Soares Franco, as recentes declarações de Ricardo e do seu presidente Dias da Cunha invocando a ilegalidade do golo de Luisão, roçam o ridículo. Ambas, ainda que por motivos diferentes, não surpreendem: Ricardo procurando desresponsabilizar-se de um erro que deitou por terra as aspirações sportinguistas, vindo agora dizer que foi empurrado quando na altura reclamava junto do árbitro que o golo tinha sido obtido com a mão do jogador encarnado; Dias da Cunha demonstra mais uma vez a sua falta de sensatez e de fair-play: contam-se pelos dedos de uma só mão, as vezes que este sujeito não justificou as derrotas do seu clube sem culpar a arbitragem.
domingo, maio 15, 2005
A Taça de Portugal já cá canta.
Os meus parabéns aos futsalistas encarnados por nos terem dado hoje mais uma alegria, ao conquistarem a Taça de Portugal, vencendo na final o Boavista por concludentes 4-1. Foi uma vitória esperada atendendo à diferença de valor entre as duas equipas. Agora segue-se o play-off do Campeonato onde o Benfica é, seguramente, um dos principais candidatos à vitoria final.
A um ponto da vitória na SuperLiga.
A vitória, o resultado que todos nós benfiquistas ambicionávamos, foi conseguido. Esta só foi alcançada, porque os nossos jogadores puseram em campo os requisitos que são fundamentais a quem quer ganhar: atitude competitiva, empenho, sofrimento, entreajuda e capacidade de superação. Respeitadas esta premissas fomos à procura da sorte sem a qual ninguém é campeão. Não esperámos que ela viesse ter connosco, fomos nós que fomos ao seu encontro como sempre deve acontecer. O lance do golo é disso um exemplo: numa bola aparentemente perdida, Luisão acredita e faz-se a ela, perturbando claramente a acção de Ricardo e com isso faz o golo que nos dá os três pontos.
Não foi um jogo de grandes primores técnicos, foi acima de tudo um jogo competitivo em que a emoção prevaleceu, face à incerteza do resultado, onde os dois conjuntos se equivaleram em jogo jogado (com um ligeiro ascendente dos encarnados), as oportunidades se repartiram (embora neste particular o Benfica tivesse as melhores chances de golo) e, como muitas vezes acontece, a decisão do encontro acabou por verificar-se através de um lance de bola parada. Estivemos uns furos acima daquilo que fizemos nos últimos encontros. Em termos defensivos estivemos quase irreprensíveis, a transição defesa-ataque fez-se com maior segurança circulando a bola com mais eficácia, o jogo pelas laterais foi melhor conseguido falhando contudo nos cruzamentos e na finalização que continua a ser a nossa grande pecha. Em termos individuais permito-me dizer que todos os jogadores estiveram em bom plano. Contudo, destaco as exibições de Geovanni que partiu muita pedra no lado direito do ataque; Nuno Assis que reapareceu ao seu melhor nível tendo sido um dos melhores na circulação da bola (fez ainda uma passe de morte para Simão que este não soube aproveitar); Manuel Fernandes que cada vez se parece mais com Makelele, na forma como ocupa os espaços e recupera a posse de bola; Petit pela sua cultura táctica e pelo arreguenho com que se entregou ao jogo; Luisão não só pela obtenção do golo mas porque demonstra ser daqueles jogadores que mais sente a camisola e vibra com o jogo, não se furtando a assumir a liderança da equipa, quando esta necessita (que falta nos vai fazer na próxima época); Quim que se mostrou intransponível ao longo de toda a partida com um punhado de boas defesas.
Agora falta-nos a última jornada onde não podemos perder sob pena de vermos a Superliga cair nas mãos do F.C.Porto, o que seria uma desilusão do tamanho do mundo, ainda para mais, quando pensamos no que se passou na Luz, aquando da recepção aos azuis-e-brancos, naquele golo que nos foi invalidado inadvertidamente e que nos impossibilita já hoje de estarmos a festejar o título. Só de antever essa possibilidade fico à beira dum ataque de nervos.
Em resumo: a conquista da Superliga está à distância de um empate o que à partida não parece nada de transcendente. Puro engano. É imperativo não entrarmos em euforias, conforme disse Trapattoni. Os resultados que o Benfica habitualmente tem alcançado no Bessa, permite-nos dizer que vais ser um encontro de resultado imprevisível, mesmo tendo em conta a fase menos boa que o Boavista atravessa, com o consequente afastamento dum lugar na Taça UEFA, mas que seguramente contra o Benfica, os seus jogadores vão querer dar uma outra imagem de si mais condizente com o seu potencial. Ademais, a possibilidade de poderem retirar o título aos encarnados funcionará como um factor motivacional acrescido isto já para não falar dos habituais incentivos (pecuniários) que seguramente virão da parte do seu clube vizinho.
Não foi um jogo de grandes primores técnicos, foi acima de tudo um jogo competitivo em que a emoção prevaleceu, face à incerteza do resultado, onde os dois conjuntos se equivaleram em jogo jogado (com um ligeiro ascendente dos encarnados), as oportunidades se repartiram (embora neste particular o Benfica tivesse as melhores chances de golo) e, como muitas vezes acontece, a decisão do encontro acabou por verificar-se através de um lance de bola parada. Estivemos uns furos acima daquilo que fizemos nos últimos encontros. Em termos defensivos estivemos quase irreprensíveis, a transição defesa-ataque fez-se com maior segurança circulando a bola com mais eficácia, o jogo pelas laterais foi melhor conseguido falhando contudo nos cruzamentos e na finalização que continua a ser a nossa grande pecha. Em termos individuais permito-me dizer que todos os jogadores estiveram em bom plano. Contudo, destaco as exibições de Geovanni que partiu muita pedra no lado direito do ataque; Nuno Assis que reapareceu ao seu melhor nível tendo sido um dos melhores na circulação da bola (fez ainda uma passe de morte para Simão que este não soube aproveitar); Manuel Fernandes que cada vez se parece mais com Makelele, na forma como ocupa os espaços e recupera a posse de bola; Petit pela sua cultura táctica e pelo arreguenho com que se entregou ao jogo; Luisão não só pela obtenção do golo mas porque demonstra ser daqueles jogadores que mais sente a camisola e vibra com o jogo, não se furtando a assumir a liderança da equipa, quando esta necessita (que falta nos vai fazer na próxima época); Quim que se mostrou intransponível ao longo de toda a partida com um punhado de boas defesas.
Agora falta-nos a última jornada onde não podemos perder sob pena de vermos a Superliga cair nas mãos do F.C.Porto, o que seria uma desilusão do tamanho do mundo, ainda para mais, quando pensamos no que se passou na Luz, aquando da recepção aos azuis-e-brancos, naquele golo que nos foi invalidado inadvertidamente e que nos impossibilita já hoje de estarmos a festejar o título. Só de antever essa possibilidade fico à beira dum ataque de nervos.
Em resumo: a conquista da Superliga está à distância de um empate o que à partida não parece nada de transcendente. Puro engano. É imperativo não entrarmos em euforias, conforme disse Trapattoni. Os resultados que o Benfica habitualmente tem alcançado no Bessa, permite-nos dizer que vais ser um encontro de resultado imprevisível, mesmo tendo em conta a fase menos boa que o Boavista atravessa, com o consequente afastamento dum lugar na Taça UEFA, mas que seguramente contra o Benfica, os seus jogadores vão querer dar uma outra imagem de si mais condizente com o seu potencial. Ademais, a possibilidade de poderem retirar o título aos encarnados funcionará como um factor motivacional acrescido isto já para não falar dos habituais incentivos (pecuniários) que seguramente virão da parte do seu clube vizinho.
sexta-feira, maio 13, 2005
Benfica afastado sem glória.
O basquetebol encarnado terminou a época, despedindo-se da Liga, logo na primeira ronda do play-off, com um concludente desaire de 3-0 frente à Oliveirense. Como já havia referido em post anterior, foi uma época para esquecer que deve merecer por parte dos dirigentes encarnados, uma reflexão cuidada, para que no futuro não se cometam os erros deste ano. Os pergaminhos do clube na modalidade assim o exigem.
O cantinho da música.
Bruce Springsteen sem a E Street Band traz-nos um novo álbum "Devils & Dust" ,bem inspirado, com doze temas intimistas, onde a sua guitarra acústica se faz realçar de forma brilhante. Nele encontramos uma combinação de folk, rock e um pouco de country. É um disco para todas as estações que resistirá ao passar dos anos e ao qual recorreremos sempre com enorme prazer. Springsteen o contador de histórias, está de volta.
quinta-feira, maio 12, 2005
O derby de sábado.
Como eu gostaria que fosse o derby de sábado à noite:
- um espectáculo deslumbrante de futebol, onde as duas equipas se equivalessem em atitude, empenho e fair-play;
- o público a contribuir para o espectáculo, apoiando as suas equipas de forma entusiástica, sem fanatismos ou violência gratuita;
- um jogo disciplinarmente correcto, sem expulsões, sem jogadas baixas (ex: simulações de faltas ou lesões; entradas violentas e maldosas...) e no qual a arbitragem faça o seu papel: arbitrando com discrição sem sede de protagonismo; não cometendo erros grosseiros que tenham influência decisiva no resultado final;
- que os jogadores do meu clube façam deste jogo, o jogo das suas vidas, entrando em campo com ambição de ganhar, respeitando o adversário, mas não o sobrevalorizando em demasia, acreditando que o triunfo é possível se à vontade de vencer aliarem uma grande capacidade de sofrimento, de entrega e de superação;
- que no final do jogo, o País estivesse vestido de vermelho com todos os benfiquistas a saírem à rua, celebrando a vitória no campeonato pela noite dentro: novos e velhos, homens e mulheres, nos mais variados recantos do País e do Mundo vibrando com essa conquista inesquecível; seria, sem qualquer sombra de dúvida, a confimação da força benfiquista.
- um espectáculo deslumbrante de futebol, onde as duas equipas se equivalessem em atitude, empenho e fair-play;
- o público a contribuir para o espectáculo, apoiando as suas equipas de forma entusiástica, sem fanatismos ou violência gratuita;
- um jogo disciplinarmente correcto, sem expulsões, sem jogadas baixas (ex: simulações de faltas ou lesões; entradas violentas e maldosas...) e no qual a arbitragem faça o seu papel: arbitrando com discrição sem sede de protagonismo; não cometendo erros grosseiros que tenham influência decisiva no resultado final;
- que os jogadores do meu clube façam deste jogo, o jogo das suas vidas, entrando em campo com ambição de ganhar, respeitando o adversário, mas não o sobrevalorizando em demasia, acreditando que o triunfo é possível se à vontade de vencer aliarem uma grande capacidade de sofrimento, de entrega e de superação;
- que no final do jogo, o País estivesse vestido de vermelho com todos os benfiquistas a saírem à rua, celebrando a vitória no campeonato pela noite dentro: novos e velhos, homens e mulheres, nos mais variados recantos do País e do Mundo vibrando com essa conquista inesquecível; seria, sem qualquer sombra de dúvida, a confimação da força benfiquista.
terça-feira, maio 10, 2005
Chelsea ganha em Old Traford.
José Mourinho e seus pupilos continuam a fazer miséria aos seus adversários. Desta vez, quem levou que contar, foi o Manchester United, que no seu próprio terreno, não conseguiu resistir ao futebol irresistível e pragmático do Chelsea. Num jogo a feijões, onde já nada havia para decidir, os dois conjuntos deram uma lição de profissionalismo pela entrega e empenho com que se deram à contenda. De assinalar o assombroso golo de Tiago que deverá figurar na lista dos melhores golos da época, na Premiership. No fim-de-semana teremos mais um aliciante: o de saber, se o Chelsea, na história da Premiership, consegue ser a equipa que menos golos sofre e a equipa com o maior número de pontos conquistados. Para primeiro ano em terras de Sua Majestade convenhamos que José Mourinho soube pintar a manta.
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