quinta-feira, setembro 15, 2005

O futuro encarnado

Se é verdade que a vitória de ontem foi importante porque nos permitiu pôr fim a uma série de maus resultados e ainda colocar-nos no 1º lugar do grupo - o que não é muito relevante dado ter sido o 1º jogo - também é verdade que a exibição encarnada não nos permite embandeirar em arco. Não fora a magistral performance de Miccoli, hoje estaríamos por aqui, provavelmente, a "bater" nos jogadores e no treinador. Alguns jogadores estão longe de renderem o mínimo desejável. São os casos de Geovanni (uma nódoa), de Manuel Fernandes e de Petit ( recuperam muitas bolas, em especial Petit, mas não sabem construir) que estão longe de constituir as peças ideais para pôr aquele meio-campo a funcionar (o pior é que não temos outros, talvez com a excepção de Karagounis). Sem um meio-campo empreendedor e limitadíssimos em termos de finalizadores, a esperança de que as coisas melhorem substancialmente é diminuta. Claro está que dificilmente vamos fazer pior do que temos feito até aqui, mas esperar que tudo vai mudar para melhor de forma radical, é sonhar muito alto. É preferível encarar o futuro, jogo a jogo, sem sonhar com grandes cometimentos e, no final, então sim, fazermos as contas. Muita pressão em cima dos jogadores é capaz de ser contraproducente. Eles já mostraram que têm dificuldade em lidar com a pressão. Se as limitações são aquelas que conhecemos, não adianta pressioná-los, porque eles bloqueiam mentalmente.

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