domingo, julho 10, 2005

A entrevista de Miguel

Se dúvidas houvessem quanto aos motivos que levam Miguel a continuar afastado do Benfica, ele encarregou-se de as dissipar na entrevista que deu hoje à SIC, ainda que de forma atabalhoada e carregada de contradições (ex: com toda a legitimidade, impede que o Benfica encaixe 12 milhões de euros porque não quer jogar no D. Moscovo; por outro lado, quer que o Benfica o venda, ainda que por valores irrisórios, apenas porque essa é a sua vontade e, neste caso, os interesses do clube que se lixem). Mas quem o ouviu com atenção facilmente consegue ler nas entrelinhas. O jogador muito simplesmente quer jogar no estrangeiro onde seguramente ganhará muito mais dinheiro do que ganhará se continuar a jogar no Benfica. Corre um risco mas este é bem calculado: se as negociações para a sua saída não chegarem a bom termo, Miguel avançará para a rescisão, com a convicção de que a FIFA, chamada a esgrimir este conflito, tornará possível a rescisão do contrato por um valor bem mais baixo comparativamente com aquele que o clube pede, à semelhança do que tem acontecido noutros casos. O Benfica sai assim como o grande prejudicado neste conflito: para haver entendimento entre as partes, o clube vai ter de baixar o valor do seu passe; caso avance para uma situação litigiosa, esta decisão vai demorar a ser tomada pelo que, o Benfica, mesmo que lhe venha a ser dada razão, só muito mais tarde vai receber o dinheiro a que terá direito (quando tem necessidade dele já). Em suma, temos aqui uma chico-espertice do Miguel (ou de quem o aconselha) que a ser provada deveria merecer um castigo exemplar por parte das entidades competentes. Caso contrário, estará criado um precedente para que outros jogadores na mesma situação se vejam tentados a tomar idênticos estratagemas.

3 comentários:

  1. Anónimo11:22 a.m.

    Não concordo. O único prejudicado é o Miguel será ele a responder- até economicamente, no caso de ser condenado. Ele é que vai enfrentar os adeptos quando for obrigado a regressar.
    Quem não arrisca nada é o Paulo Barbosa e o Rasputine do Sporting.
    A não ser que haja aqui uma grande manifestação de incompetência, e o contrato seja inválido. Prefiro pensar que isso não é possível.

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  2. Isso era dantes, Karadas. É um facto que, se o jogador avançar para uma rescisão e assinar por outro clube, o Benfica receberá uma quantia inferior aos 10 milhões, SÓ QUE o clube que o contratar, para além de ter que pagar essa quantia, ficará sem poder comprar jogadores durante um ano. Isto mesmo aconteceu com a Roma que assinou com o Mexès, que saiu do Auxerre de forma litigiosa. Duvido que haja algum clube que queira correr esse risco doravante.

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  3. Anónimo4:43 p.m.

    Eu so gostava de saber se algum benfiquista que se preze ainda nutre alguma simpatia por este tipo"miguel", decididamente se o LFV chegar a um entendimento para que este regresse ao clube, deixa imediatamente de ser o meu presidente, ha valores bem mais importantes em jogo,do que esse vil metal.

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